sábado, 9 de novembro de 2013

Um caso raro de prestígio reconhecido

Exceptuando as gentes do mundo do futebol e, em especial, os casos de Cristiano Ronaldo e José Mourinho, só em raríssimos casos a imprensa internacional tem destacado acontecimentos ou personalidades portuguesas nas suas primeiras páginas. Ontem, aconteceu isso, quando o novo Presidente da Câmara Municipal do Porto foi notícia na primeira página da edição internacional do diário norte-americano The New York Times, que é um dos mais influentes jornais mundiais. É um caso absolutamente raro, provavelmente único nos últimos anos. O jornal destaca a vitória de Rui Moreira nas eleições autárquicas de 29 de Setembro, a que se apresentou como candidato independente e sem o apoio de máquinas partidárias, tendo conseguido um resultado praticamente sem precedentes em Portugal e em quase toda a Europa ocidental: ser eleito Presidente da Câmara de uma grande cidade, sem pertencer a um partido político e a criticar o aparelhismo dos partidos políticos.
O jornal aponta Rui Moreira como um factor de esperança democrática em Portugal e até no espaço político europeu, onde os partidos políticos tradicionais estão a ser vistos com cada vez mais indiferença pelos eleitores que os associam à corrupção, ao desemprego e às políticas de austeridade, salientando a sua posição sobre a crise económica e a crise de liderança e de ideais que se vive na Europa, onde os partidos populistas ou fascisantes tendem a afirmar-se na Grécia, na Itália, na França e na Grã-Bretanha. Além disso, o jornal salienta que Rui Moreira rejeita os vícios do aparelhismo e defende que o nosso país precisava de um programa de ajustamento, mas considera que "o que aconteceu em Portugal foi uma overdose" de austeridade. Este homem é diferente e pode ser uma janela de oportunidade neste lusitano imbróglio. Foi isso que o The New York Times percebeu e destacou.

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