terça-feira, 16 de dezembro de 2014

A Galiza atrai o verdadeiro investimento

 
A Galiza recebeu com grande euforia a notícia de que a PSA Peugeot Citroën, que é presidida pelo gestor português Carlos Tavares, escolhera a sua fábrica de Balaídos para fabricar a sua nova gama de veículos comerciais K-9, que serão lançadas no mercado em 2018 sob as marcas Peugeot, Citroën e Opel, neste caso devido a um acordo estabelecido com a General Motors. O volume de produção previsto até 2028 é de 250 mil unidades por ano, que é uma carga de trabalho que a fábrica de Vigo terá que repartir com a fábrica da PSA em Mangualde. Em termos de emprego e se as previsões da procura se confirmarem, os actuais 6 mil trabalhadores da fábrica de Balaídos podem vir a ser reforçados até um valor próximo dos 10 mil.
Esta escolha da fábrica da PSA em Vigo preteriu a sua maior concorrente que é a fábrica de Trnava (Eslováquia), porque a fábrica galega, os sindicatos e as autoridades galegas e espanholas apresentaram melhores incentivos à construtora francesa. Segundo a edição de hoje de La Voz de Galicia, a fábrica de Balaídos “logra el mayor contrato de su historia” nos seus 56 anos de vida, acrecentando que “para la planta gallega, recibir este encargo era tan importante como respirar”. As autoridades galegas que tanto se empenharam na defesa desta decisão e em especial Alberto Feijoo, o Presidente da Xunta de Galicia, classificaram este anúncio como a melhor notícia possível para um sector decisivo da economia galega do qual vivem 19 mil famílias.
Depois da reanimação da sua construção naval, temos a Galiza e as suas autoridades a superar dificuldades, a atrair investimento e a criar emprego, enquanto por aqui nos limitamos a vender imobiliário a troco de vistos gold, uma operação de propaganda pessoal a que alguns chamam investimento. É pouco, muito pouco.

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