sábado, 14 de novembro de 2015

Estamos com a França e com os franceses

Foi há poucas horas e ainda não são conhecidos os detalhes nem a dimensão dos brutais actos de terrorismo que aconteceram em Paris. Sabe-se que houve mais de uma centena de mortes e que o mundo expressou um imediato repúdio pelo que se passou, reagindo com solidariedade e com muita apreensão à tragédia de Paris e aos sinais de insegurança que estão a alastrar pela Europa. Foram vários ataques coordenados em diferentes locais da cidade que deixaram um rasto de destruição e de morte em restaurantes e bares mas, sobretudo, na famosa sala de concertos Bataclan. Foi uma noite de terror que deixou a França e os franceses em estado de choque.
A imprensa mundial destacou obviamente esta noite de terror como a notícia do dia, mostrando que todo o mundo está com a França e com os franceses nestas horas de dor e de incerteza.
Porém, recordo o que premonitoriamente disse Muammar Kadafi em Março de 2011, em entrevistas publicadas na Europa: "Milhares de pessoas irão invadir a Europa a partir da Líbia. E não haverá ninguém para detê-las [...] Haverá uma jihad islâmica diante de vocês, no Mediterrâneo. Eles atacarão a 6ª esquadra americana, haverá actos de pirataria aqui, às vossas portas, a 50 quilómetros das vossas fronteiras. Os homens de Bin Laden vão cobrar resgates em terra e no mar. Será realmente uma crise mundial e uma catástrofe para todo o mundo. Eu não deixarei isso ser feito".
Neste aspecto, Muammar Kadafi tinha razão ao avisar dos perigos que se avizinhavam, mas seis meses depois morria, depois de ter sido condenado por uma coligação ocidental que agora não consegue resolver esta dramática situação de insegurança em que a Europa vem caindo.

1 comentário:

  1. Aqui transcrevo o comentário que acabei de fazer num outro “blogue” da concorrência, o “… por tudo e por nada”, por me parecer oportuno, não como gota mas como átomo de água, em tudo o que fôr feito para conter esta sanha contra a humanidade sob a capa de cruzada religiosa:

    Difícil, muito difícil esta luta, em que somos vulneráveis pelos princípios que defendemos e que só podemos combater com os princípios que condenamos. É neste terreno que as decisões têm de ser tomadas pelos responsáveis.
    Difícil. muito difícil!
    E quão simples poderia parecer, no campo da utopia: deixem-se de interesses económicos, acabem com a ganância, não desprezem o mais fraco e deixem de lhes fornecer armas, de lhes comprar o petróleo. Dêem-lhes fisgas e que com elas se entretenham. E já agora, deixem também o Alá descansado, não façam dele um ente abominável, em nome de quem cometem os mais bárbaros actos contra a Humanidade.

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