sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Economia do mar gera euforia em Macau

No próximo dia 20 de Dezembro, a Região Administrativa Especial de Macau da República Popular da China (RAEM) vai passar a administrar uma área marítima com 85 quilómetros quadrados.
No início do século XX o território de Macau tinha apenas 11,6 km2 de superfície distribuídos pela península de Macau e pelas ilhas da Taipa e Coloane, mas em meados do século começaram a ser feitos aterros, designadamente entre aquelas ilhas, daí resultando que a actual a RAEM tenha actualmente uma superfície de cerca de 29,5 km2. Com a decisão agora tomada pelo governo de Pequim abre-se a possibilidade de uma parte das novas zonas marítimas poderem vir a ser utilizadas para a construção de aterros, mas também para servir como instrumento de diversificação económica. Segundo revela a edição de hoje do jornal Hoje Macau, o anúncio do alargamento das águas territoriais macaenses provocou uma “onda de euforia”, perante a possibilidade da criação de novas áreas de negócio relacionadas com a economia do mar e de desenvolvimento do turismo náutico, o que significará mais emprego e mais riqueza. O jornal chamou mare nostrum ao alargamento das águas territoriais de Macau. De acordo com as autoridades marítimas, a RAEM dispõe de leis, regulamentos e experiência no âmbito da gestão marítima, designadamente na fiscalização e controlo de embarcações, portos e marinas, nas actividades da pesca e do turismo, bem como noutras actividades marítimias. Assim, a euforia macaense parece justificar-se pelas perspectivas oferecidas pela economia do mar.

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