terça-feira, 27 de junho de 2017

HMS Queen Elizabeth e orgulho nacional

O novo porta-aviões britânico HMS Queen Elizabeth saiu ontem pela primeira vez dos estaleiros escoceses de Rosyth e navegou para o mar do Norte para efectuar provas de mar e testar sensores, radios, radares e outros equipamentos.
A construção deste navio e do seu irmão gémeo HMS Prince of Wales, que já está em construção, foram anunciadas em 2007.
Com um orçamento inicial de 4 mil milhões de libras para as duas unidades, em 2013 foi feita uma renegociação com o consórcio de construtores e o preço foi fixado em 6.200 milhões de libras. Pelo que diz a imprensa britânica, o navio parece ser uma obra-prima da engenharia naval, com 280 metros de comprimento e um deslocamento de 65.000 toneladas, onde se poderão instalar 40 aviões de combate, mais uma força de 250 Royal Marines com os respectivos helicópteros de ataque.
A construção do HMS Queen Elizabeth iniciou-se em 2009 e foi montado por secções construidas em diferentes locais do Reino Unido que depois foram transportadas para Rosyth. Trabalharam no projecto cerca de 10 mil pessoas e, por isso, o navio está a ser considerado uma iniciativa tecnológica e militar em que todos se envolveram, o que está a alimentar o orgulho nacional britânico, até porque é o maior e mais poderoso navio alguma vez construido para a Royal Navy. Esta atitude bem pode ser comparada com a mesquinhez e a ignorância com que em Portugal foi tratada a compra de dois submarinos.
Hoje, os principais jornaios britânicos, designadamente The Times, colocaram a fotografia do novo porta-aviões nas suas primeiras páginas e no teor das notícias transparece o orgulho britânico na sua Royal Navy, nos seus navios e nos homens e mulheres que os servem.
Depois das provas de mar o navio irá para a sua futura base de Portsmouth e entrará ao serviço no fim do ano, embora só venha a atingir a sua operacionalidade plena em 2020. Estas coisas de mar são demoradas.
 

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