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quinta-feira, 26 de março de 2020

O Jair ignora a gravidade da pandemia

No contexto da crise sanitária que percorre o mundo e que já atingiu cerca de duas centenas de países, estão registadas cerca de 21 mil mortes e calcula-se que um terço da população mundial está de quarentena. Na dramática lista ontem actualizada das vítimas provocadas pelo covid-19 está à frente a Itália (7.503), seguindo-se a Espanha (3.647), a China (3.281), o Irão (2.077), a França (1.331) e os Estados Unidos (1.054). Aparecem depois o Reino Unido (465), os Países Baixos (367), a Alemanha (208) e a Bélgica (178). O mundo foi apanhado de surpresa por uma crise de contornos desconhecidos, mas as medidas tomadas pelos diferentes países têm sido semelhantes, situando-se entre o combate à crise sanitária, a manutenção dos serviços essenciais e manutenção das actividades económicas possíveis.
Porém, alguns países estão “em contramão do mundo”, como hoje titula um jornal brasileiro. Um desses países é o Brasil de Jair Bolsonaro, que tem ignorado a orientação da OMS assim como as medidas tomadas noutros países e que tem criticado a quarentena e o fecho de escolas que foi decretada em alguns estados brasileiros. Mostrando grande arrogância e uma enorme ignorância tratou de contrariar a opinião dos especialistas e desvalorizou a pandemia que está a chegar ao Brasil, chamando-lhe “um resfriadinho”, ao mesmo tempo que pediu o regresso da normalidade e o fim das quarentenas decretadas em várias cidades, como por exemplo em São Paulo. 
O Conselho Nacional de Saúde do Brasil considerou que as declarações do Jair “colocam em risco a vida de milhares de pessoas” e são ”uma afronta à saúde e à vida da população”, enquanto a revista IstoÉ não o poupou e, simplesmente, lhe chamou "o incapaz".

sábado, 8 de fevereiro de 2020

A esquerda anda à deriva no Brasil

A revista Veja destaca na sua última edição a situação em que se encontra a esquerda política no Brasil e ilustra a notícia com um navio chamado PT a afundar-se e com o timoneiro Lula da Silva ainda agarrado ao leme. Esta é uma das possíveis imagens da crise brasileira pois mostra que não há alternativa ao poder agora instalado em Brasília.
É preciso recordar que a actual crise política que afecta o Brasil se começou a desenhar em Agosto de 2016, quando a presidente Dilma Rousseff foi afastada do seu cargo, num processo em que o seu maior crime foram as “pedaladas fiscais”, uma expressão que em Portugal corresponde a uma habilidade chamada contabilidade criativa. Nunca ninguém se convenceu que o impeachment que a destituíu não foi um golpe urdido pela direita brasileira que utilizou deputados e senadores, muitos deles com graves acusações criminais. Depois, em Abril de 2018, aconteceu a condenação do ex-presidente Lula da Silva com 17 anos de prisão e as hostes da esquerda brasileira entraram em estado de choque, por verem o seu ídolo encarcerado. Seguiram-se as eleições presidenciais e, sem Lula da Silva na corrida, em Outubro de 2018, foi eleito Jair Bolsonaro que bateu Fernando Haddad com 55% dos votos. 
Com Bolsonaro as coisas parece não correrem bem no Brasil, mas o ponto fulcral da política brasileira não é saber se o país progride ou não, mas saber se Lula da Silva é mesmo corrupto ou se foi vítima de mais um golpe desferido pelos procuradores e juízes envolvidos no gigantesco escândalo de corrupção em torno da empresa pública Petrobras. O sistema democrático assenta na existência de um mínimo de duas alternativas e na possibilidade de alternância no poder mas, desde 2016, a esquerda brasileira está à deriva o que torna o sistema político-partidário brasileiro menos democrático, mais débil, menos fiável e cada vez mais ocupado por dirigentes pouco escrutinados e sem ética.

sábado, 28 de dezembro de 2019

Jair Bolsonaro e a violência no Brasil


A escolha que os brasileiros fizeram para ocupar o Palácio do Planalto e servir o país como presidente tem-se revelado muito controversa ou errada, porquanto os estudos de popularidade mostram que 38% da população considera que Jair Bolsonaro e o seu governo são maus ou péssimos e que só 29% o consideram bom ou óptimo. Esta queda na popularidade de Jair tem-se acentuado nos últimos meses e a notícia agora divulgada pelo jornal O Globo sobre os registos para posse de armas de fogo vai certamente acelerar essa queda de popularidade.
Esses registos aumentaram 48% durante os primeiros onze meses do governo de Jair Bolsonaro, passando de 47,6 mil registos em 2018 para 70,8 mil registos desde Janeiro até Novembro de 2019, significando o registo médio de cinco armas de fogo em cada hora. Esse número só não é mais elevado porque o elevado preço de uma pistola ou revólver não é comportável com o poder de compra da maioria da população brasileira.
Os brasileiros armam-se e correm o risco de fazer do país um Far West dos tempos modernos em que tudo se resolve a tiro. É um enorme recuo civilizacional. A liberalização da posse e do porte de armas foi uma das promessas da campanha eleitoral de Bolsonaro em 2018, para reduzir a violência no Brasil… um país em que, segundo o Fórum de Segurança Pública, se verificaram 57.341 assassinatos nesse mesmo ano de 2018. Com as medidas tomadas pelo governo de Bolsonaro e a proliferação de armas que agora se verifica também a preocupação da população brasileira cresce em relação ao aumento da violência num país, onde a insegurança e a taxa de homicídios é muito elevada.
O Brasil merecia uma orientação que privilegiasse a harmonia e não o confronto.

domingo, 15 de dezembro de 2019

Salvador e a Baía: história e modernidade


A cidade de Salvador é a capital do estado brasileiro da Bahia e foi fundada por Tomé de Sousa na orla de uma grande baía, onde chegou em 1549 com três naus, duas caravelas e um bergantim que tinham saído de Lisboa com um milhar de colonos, soldados e missionários, com ordens do rei de Portugal para fundar uma cidade-fortaleza que seria baptizada como São Salvador da Bahia de Todos os Santos. Até 1763 a cidade foi a sede da administração colonial portuguesa, tendo sido depois transferida para a cidade do Rio de Janeiro.
Hoje, a cidade de Salvador é a sede do terceiro município mais populoso do Brasil com cerca de 2,6 milhões de habitantes, só ultrapassado por São Paulo e Rio de Janeiro, sendo conhecida pela sua arquitectura colonial portuguesa, pela sua cultura marcadamente afro-brasileira e pelas suas características climáticas e paisagísticas tropicais.
A grande baía de Todos-os-Santos é limitada a oriente pela cidade de Salvador e a ocidente pela ilha de Itaparica, que tem 239 km2 de superfície, isto é, a ilha de Itaparica fica em frente da cidade de Salvador, do outro lado da baía, a cerca de 13 km de distância. Dizem os roteiros que os ferry-boats demoram uma hora nessa travessia. Porém, o governador Rui Costa anunciou ontem que um consórcio integrando três empresas chinesas venceu o concurso para a construção de uma ponte Salvador-Itaparica num investimento de seis mil milhões de reais, dos quais 25% serão da responsabilidade do Estado. É o maior projecto de infraestruturas realizado no Brasil nos últimos anos e, com 12,3 km de extensão, a ponte será a segunda maior da América Latina. O consórcio terá um ano para elaborar o projecto e quatro anos para a sua construção, ficando com a gestão e administração do empreendimento por 30 anos. 
A cidade de Salvador e o Estado da Bahia, bem como cerca de dez milhões de pessoas, já estão em festa e a nova ponte vai seguramente inspirar o Carnaval baiano, como hoje sugere o jornal Tribuna da Bahia.

domingo, 24 de novembro de 2019

O mérito lusitano na vitória do Flamengo


Não tenho qualquer simpatia pelo treinador de futebol Jorge Jesus, nem pelo seu perfil cultural, nem pela vaidade que exibe em tudo o que faz e, por isso, quando raramente a ele me refiro faço-o sempre numa postura de superioridade intelectual e com apreciações de escárnio e maldizer. Porém, ontem ele deu-me uma valente bofetada de luva branca ao promover por todo o Brasil o nome de Portugal e o bom nome dos portugueses, como poucos o terão feito ao longo da história. Com a vitória do Flamengo sobre o River Plate na Taça Libertadores da América, o treinador Jorge Jesus tornou-se o mais famoso português que o Brasil conheceu, ultrapassando a notoriedade de Pedro Álvares Cabral, do Imperador D. Pedro I que em 1822 deu o grito do Ipiranga ou da dupla Cabral-Coutinho que em 1922 fez a primeira ligação aérea entre Portugal e o Brasil.
Jorge Jesus brilhou na final disputada em Lima, que foi emocionante e foi vista em todo o mundo. Aos 88 minutos o River Plate vencia por 1-0 e parecia que a sorte do jogo estava traçada, com os argentinos a conquistarem a sua quinta Taça Libertadores. Porém, deu-se o inesperado e, em três minutos, o Flamengo deu a volta ao resultado. Venceu por 2-1. O último golo foi marcado aos 90+2 minutos e deixou em delírio os adeptos do Flamengo, mas também todos os brasileiros e muitos portugueses que assistiram ao jogo pela televisão. O treinador fez os números do costume e até se embrulhou numa bandeira portuguesa, dedicando a vitória ao povo português e afirmando que “tenho muito orgulho em ser português”, uma frase que os brasileiros bem precisavam de ouvir porque, por vezes, usam de uma indesculpável arrogância para com os portugueses. 
Foi um acontecimento mediático inesquecível e o Rio de Janeiro vai ter um Carnaval antecipado. Quem imaginaria que um homem como o treinador Jorge Jesus iria colocar Portugal na agenda dos brasileiros e que o seu rosto iria “substituir” o de Jesus Cristo na estátua do Cristo Redentor no Rio de Janeiro?

sábado, 23 de novembro de 2019

Um Brasil que hoje torce pelo Flamengo


O Estádio Monumental de Lima recebe hoje a final da Taça Libertadores da América em que se defrontam os brasileiros do Flamengo e os argentinos do River Plate, pelo que a imprensa brasileira não fala noutra coisa. O entusiasmo parece ser indescritível e a edição do jornal O Dia diz que hoje estão 40 milhões em campo, uma vez que o Flamengo é considerado como o único clube do mundo que tem 40 milhões de torcedores.
A Taça Libertadores da América disputa-se desde 1960 e é a principal competição entre clubes profissionais de futebol da América do Sul, correspondendo à Liga dos Campeões organizada pela UEFA na Europa. No seu já longo historial destacam-se as equipas dos países da costa atlântica – Argentina, Brasil e Uruguai – registando-se as vitórias do Independiente (7 vezes), do Boca Juniors (6 vezes), do Peñarol (5 vezes) e do River Plate (4 vezes), enquanto o Flamengo apenas conseguiu uma vitória em 1981.
Hoje encontram-se as equipas do River Plate e do Flamengo, mas enquanto o River Plate ocupa o 1º lugar no ranking de pontos da Taça Libertadores, o Flamengo ocupa a modesta 27ª posição, o que historicamente dá favoritismo aos argentinos. O Flamengo participou 13 vezes na prova que só venceu uma vez e, portanto, está há 38 anos sem conquistar aquele ambicionado troféu.
Hoje, sob a direcção do treinador português Jorge Jesus, o Flamengo aspira à vitória. A cidade do Rio de Janeiro e os 40 milhões de torcedores do Flamengo vivem este momento com grande entusiasmo e até o famoso monumento do Cristo Redentor foi vestido com as cores do Flamengo. Hoje, todo o Brasil torce pelo Flamengo e, deste lado do Atlântico, também nos juntamos à torcida.

domingo, 10 de novembro de 2019

Lula regressa para lutar pelo Brasil

Depois de 580 dias na prisão e na sequência de uma decisão do Supremo Tribunal Federal brasileiro, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi libertado da prisão de Curitiba, conforme relata a Folha de S.Paulo.
Embora não conheça os detalhes jurídicos da acusação, do julgamento e da condenação de Lula da Silva, nem as razões que agora ditaram a sua libertação, o caso Lula sempre me despertou interesse, sobretudo porque se trata de um homem cuja presidência, exercida entre 2003 e 2011, prestigiou internacionalmente o Brasil. O seu percurso político e a sua experiência operária e sindical levaram-no à presidência do quinto maior país do mundo (96 vezes maior do que Portugal), desenvolvendo o famoso programa “Fome Zero”, que foi reconhecido pelas Nações Unidas como o mais eficente programa mundial de redução da pobreza, com cerca de 40 milhões de brasileiros a ascenderem a uma nova classe média e com o número de pessoas que passam fome a ser reduzido em 50%. Evidentemente que esta mensagem de sucesso que vingou no exterior, não terá tido o mesmo reconhecimento interno, mas o facto é que os brasileiros se preparavam para levar Lula da Silva de novo à presidência. Porém, as acusações veiculadas e ampliadas pela imprensa, a par dos agentes da Justiça brasileira, travaram a hipótese de Lula da Silva disputar as eleições presidenciais de 2018 e daí resultou a vitória de Jair Bolsonaro, um presidente que não prestigia o seu país.    
À saída da prisão, Lula era esperado por muitos dos seus correligionários e atacou “o lado podre do Estado, da Justiça, do Ministério Público e da Polícia Federal”, prometendo que ia lutar pelo Brasil. Os seus adversários não lhe vão dar tréguas para o devolver à prisão, mas a oposição ao actual regime brasileiro ganhou uma maior coesão e uma poderosa bandeira chamada Luiz Inácio Lula da Silva.

terça-feira, 29 de outubro de 2019

Argentina e Brasil com rumos diferentes

Nos últimos tempos realizaram-se eleições presidenciais em Moçambique, na Bolívia e na Argentina, mas enquanto Filipe Nyusi e Evo Morales renovaram os seus mandatos, o presidente Mauricio Macri foi derrotado por Alberto Fernández que vai ser o presidente da Argentina, o país que viu nascer o Papa Francisco e Ernesto "Che" Guevara, Lionel Messi e Diego Maradona, Carlos Gardel e Jorge Luis Borges, Juan Manuel Fangio e Juan Domingo Perón.
Na sua primeira mensagem no Twitter o presidente eleito agradeceu a vitória aos seus apoiantes e publicou uma fotografia em que aparece a desenhar um “L” com o indicador e o polegar da mão esquerda — um símbolo do movimento que pede a libertação de Lula da Silva, o antigo presidente do Brasil. A fotografia vinha acompanhada de um texto que dizia que “também hoje faz anos o meu amigo Lula, um homem extraordinário que está injustamente preso há um ano e meio”, acrescentando “parabéns para si, querido Lula. Espero ver-te em breve”. Jair Bolsonaro, a partir da capital brasileira, não gostou daquelas afirmações e afirmou ser “uma afronta à democracia brasileira e ao sistema judiciário brasileiro”, recusando-se a felicitar o novo presidente da Argentina.
Parece, portanto, abrir-se um tempo de incerteza ou mesmo de tensão entre os dois maiores países da América do Sul, cuja rivalidade vai muito para além do futebol. Porém, a malha de interesses económicos e comerciais entre eles é tão intensa que, certamente, nenhum ousará criar incidentes diplomáticos ou rupturas comerciais. É exactamente isso que salienta a edição de ontem do Correio Braziliense, isto é, a esquerda peronista na Argentina e a direita ultra-conservadora de Jair Bolsonaro vão ter de conviver, embora a navegar com rumos ideológicos bem diferentes.

quarta-feira, 16 de outubro de 2019

O tangará do Brasil em risco de extinção

Cuiabá é uma cidade brasileira localizada nas margens do rio Cuiabá, na parte ocidental do país que faz fronteira com a Bolívia, sendo a capital do estado de Mato Grosso. O seu jornal mais importante é o Diário de Cuiabá que, na sua edição de ontem, inclui uma interessante reportagem sobre animais em risco e destaca na sua primeira página uma fotografia de um pássaro do genero tangará (Chiroxiphia caudata).
O jornal publica um estudo académico que analisou informações sobre mais de 30 mil espécies de vertebrados e que mostra que muitas espécies selvagens estão sob ameaça de extinção, devido sobretudo à acção de traficantes, calculando que 18% das espécies de aves, mamíferos, répteis e anfíbios estão em perigo. A diminuição de algumas espécies é preocupante, pois muitas delas estão a ser contrabandeadas como animais de exóticos de estimação ou são capturadas para a extracção de subprodutos como peles e outras partes. A agravar a situação, verifica-se que, quanto mais ameaçada está uma espécie, maior é o seu valor no mercado negro. Ora isso faz aumentar a procura e, por consequência, o risco de extinção das espécies.
Uma das espécies mais perseguidas pelos traficantes é o tangará, que é um pássaro muito procurado por coleccionadores devido à sua plumagem muito colorida e variada. Estima-se que existam 46 espécies de tangará, um pássaro que tem rituais de acasalamento que envolvem canto e dança, que foram captados e dados a conhecer pelas reportagens televisivas da National Geographic Society, mas segundo o estudo antes mencionado, a espécie pode estar realmente em perigo de extinção.

domingo, 13 de outubro de 2019

Belém do Pará e a religiosidade brasileira

O Brasil, ou pelo menos o estado do Pará, estão em festa com a realização do círio de Nossa Senhora da Nazaré que é considerado a maior manifestação religiosa católica do mundo e que está a decorrer na cidade de Belém e seus arredores, delas dando detalhada notícia o jornal paraense O Liberal. 
As festividades foram levadas para o Brasil pelos padres jesuítas portugueses e acontecem desde 1793, reunindo sempre mais de dois milhões de pessoas. Ao longo dos anos, o cerimonial ajustou-se à procura dos devotos e, actualmente, as manifestações religiosas estendem-se por duas semanas durante a chamada Quadra Nazarena, em que se destacam procissões e romarias, com as seguintes actividades: o Translado que corresponde ao percurso pelas ruas da cidade da imagem de Nossa Senhora da Nazaré desde a Basílica até ao município vizinho de Ananindeua, a Romaria Rodoviária em que a imagem vai em procissão para a vila de Icoaraci, a Romaria Fluvial em que a imagem é embarcada e segue em procissão fluvial até ao cais de Belém, a Moto-Romaria que recebe a imagem no cais e a transporta sob escolta de motoqueiros, a Trasladação que é uma procissão de velas, a Procissão do Círio que é, porventura, o ponto alto das cerimónias religiosas, a Ciclo-Romaria, a Romaria da Juventude que é a mais animada de todas as romarias, a Romaria das Crianças, a Romaria dos Corredores, a Procissão da Festa e o Recírio que encerra a Festividade Nazarena e que é o momento em que os paraenses se despedem da Rainha da Amazónia. Significa que o círio de Nossa Senhora da Nazaré consta de várias procissões, uma dúzia de romarias oficiais além de outras de menor afluência e muito fervor religioso. Segundo rezam as crónicas, durante a Quadra Nazarena é enorme a devoção dos paraenses e acontecem alguns milagres...

quinta-feira, 26 de setembro de 2019

Bolsonaro na ONU a envergonhar o Brasil

Jair Bolsonaro foi a Nova Iorque e pela primeira vez falou numa sessão de abertura da Assembleia Geral das Nações Unidas, mas o seu discurso de 32 minutos foi fortemente criticado, tanto no Brasil como no exterior, tendo sido acusado pela imprensa de romper uma tradição de moderação e pragmatismo da diplomacia brasileira e de ter perdido uma oportunidade para desfazer a má imagem internacional do seu governo pela forma como tem tratado o problema dos incêndios e da devastação da Amazónia.
Bolsonaro não revelou quaisquer dotes de estadista e adoptou um tom de confronto e de intolerância com muitos exageros e muitas falsidades, tendo criticado o “espírito colonialista” de alguns países como a França por terem questionado a política ambiental brasileira e chamado “falácia” à tese que defende que a Amazónia é património da humanidade. Igualmente polémica foi a sua declaração de que o Brasil esteve à beira do socialismo durante os governos de Lula e Dilma Rousseff, bem como os ataques que fez a Cuba e à Venezuela.
Bolsonaro passou ao lado da agenda e das preocupações do mundo e foi fazer propaganda ideológica, tendo sido duramente criticado por ter levado para Nova Iorque alguns temas da política interna brasileira como a corrupção e a criminalidade, mas também pelas insinuações que fez aos estrangeiros que defendem os índios e o meio ambiente que, segundo disse, apenas o fazem como pretexto para cobiçar as riquezas da Amazónia.
O Brasil é um dos maiores países do mundo e é aproximadamente 96 vezes maior do que Portugal, mas o Jair perdeu uma oportunidade para readquirir e elevar o estatuto de prestígio que o país merece no seio da comunidade internacional. O Jair, enquanto inquilino do Palácio do Planalto, deveria ser um exemplo para o progresso do Brasil, mas manifestamente não é capaz.

quinta-feira, 5 de setembro de 2019

Alterações climáticas a afectar Brasília

A edição de hoje do Correio Braziliense destaca o notícia de que o Distrito Federal registou ontem o dia mais quente do ano e o valor mais baixo da humidade relativa neste século e que, na cidade de Brasília, esse valor atingira os 8%, acrescentando que o tempo seco deverá continuar e que hoje se espera que a humidade tenha um valor semelhante ao de ontem.
Se isso acontecer, isto é, se se verificarem dois dias seguidos com humidades abaixo dos 12%, segundo os critérios da Defesa Civil significa uma situação de emergência.
A Organização Mundial de Saúde indica o valor de 60% como o valor ideal da humidade relativa e, perante esta situação, as autoridades trataram de avisar a população e, entre outras recomendações, alertam para que suspenda a prática de actividades físicas e trabalhos ao ar livre, para que se aumente a ingestão de líquidos e para que se procure vaporizar o ambiente doméstico com vaporizadores ou toalhas molhadas.
Segundo o jornal, não chove no Distrito Federal desde há 94 dias e essa situação torna-se crítica pelo desconforto das pessoas e pelas consequências sobre a saúde da propagação de vírus que circulam no ar e que provocam muitas doenças respiratórias e outras. Por outro lado, as queimadas e os incêndios que têm acontecido na região de Brasília, que já registaram 5.871 incêndios florestais desde Janeiro, segundo revelou o Corpo de Bombeiros, têm deixado o céu de Brasília tomado pela fumaça e, por vezes, quase enquadrando um cenário de apocalipse. É mais um evidente caso das enormes alterações climáticas que estão a afectar o nosso planeta e às quais o Jair parece pouco sensibilizado.
Aqui na cidade de Lisboa também estamos sob um vaga de intenso calor, mas sempre vamos tendo de mais de 30% como valor mínimo da humidade relativa. Porém, já que outra coisa não podemos fazer para além de expressarmos solidariedade, também desejamos que chova rapidamente em Brasília. 

domingo, 25 de agosto de 2019

Fogo da Amazónia é uma questão política?

Perante a enorme calamidade que está a afectar a Amazónia e da onda de indignação e de protesto que se gerou no país e no exterior, o presidente Jair Bolsonaro decidiu alterar o seu discurso e começou a mostrar alguns sinais de preocupação. Sentiu a sua cadeira a tremer e percebeu que a função presidencial é bem mais complexa do que aquilo que ele pensava. Alguém lhe sussurrou ao ouvido que fosse mais moderado e menos arrogante no seu discurso e que fizesse qualquer coisa para enfrentar a situação na Amazónia, pois o protesto do povo estava a aumentar.
Sob forte pressão nacional e internacional, o Jair autorizou a utilização das Forças Armadas no combate às queimadas na Amazónia, mas há quem defenda que esta iniciativa já é tardia e que a calamidade ambiental é irreversível. Há mesmo quem escreva que o Exército vai apagar um fogo posto pelo próprio presidente ou quem o acuse de um crime de lesa-pátria, devido aos estímulos que concedeu ao desmatamento ilegal de grandes áreas para exploração económica. Outros referem o risco do Brasil de Bolsonaro perder a soberania sobre a Amazónia, que é considerado o pulmão do planeta. Bolsonaro é, portanto, um político sem qualquer futuro como os brasileiros estão agora a ver.
Apesar de tudo parecer resultar de uma atitude política de passividade perante os grandes grupos económicos dos quais o Jair parece depender em demasia, o facto é que tem havido alguma solidariedade internacional para com a situação e a Argentina colocou-se na primeira fila, apesar de todos os seus problemas internos.
O assunto é tão importante que foi posto na agenda da 45ª reunião do G7 que está a decorrer em Biarritz, a par do tema da paz no nosso planeta, das questões do comércio mundial e da sustentabilidade ambiental. Afinal o fogo da Amazónia é muito mais que um incêndio florestal, pois tornou-se numa questão política.

sexta-feira, 23 de agosto de 2019

A Amazónia arde e está muito ameaçada

Desde há cerca de duas semanas que o fogo vem consumindo extensas áreas florestais da região amazónica brasileira, mas também da Bolívia e, pelo conjunto de protestos internos e internacionais que nos chegam através das televisões, só podemos concluir que o que está a acontecer resulta da acção do homem e não de quaisquer causas naturais.
Segundo foi revelado, desde o início do ano já foram registados 73 mil focos de incêndio na Amazónia brasileira, o que significa quase o dobro do que se verificou no ano passado, daí resultando a perda de uma área de floresta equivalente ao território da Alemanha.
Os principais acusados por esta enorme tragédia ambiental são a ambição e a ganância dos produtores de gado e de soja que, através de queimadas não controladas e de incêndios, pretendem desmatar e aumentar as suas áreas de produção, aparentemente com o consentimento implícito do governo de Jair Bolsonoro. Porém, em vez de actuar, o governo brasileiro vem responsabilizando as ONG que defendem a Amazónia, acusando-as de provocarem os incêndios florestais com o fim de o atacarem politicamente, o que é mais uma fantasia do Jair e da sua limitada inteligência.
O facto é que o mundo está angustiado com o que se passa na Amazónia, que é um dos pulmões do planeta. O desequilíbrio ambiental que está a ser provocado pode ser irreversível e as Nações Unidas, a União Europeia, a Alemanha, a França e outros países têm protestado contra o que está a acontecer, para além do natural protesto dos prejudicados da primeira linha que são os brasileiros.
O jornal Estado de Minas, de Belo Horizonte, diz hoje em primeira página que o Brasil “pegou fogo”.  Realmente, desde que, no primeiro dia do ano de 2019, o Jair chegou à presidência, não cessam as notícias desagradáveis e negativas sobre o Brasil. Começa a ver-se que o Brasil merecia um presidente melhor.

quinta-feira, 27 de junho de 2019

O enorme embaraço de Jair Bolsonaro

Jair Bolsonaro, o presidente da República Federativa do Brasil, ia participar pela primeira vez na reunião do G20, o grupo de que junta os líderes das maiores economias do mundo que se irão encontrar em Osaka nos próximos dois dias.
Acontece que uma parte da sua comitiva constituída por 21 militares que dão apoio ao presidente, viajou por antecipação, tendo o avião da Força Aérea do Brasil feito uma escala em Sevilha. Nessa escala e no decorrer de um controlo alfandegário de rotina, as autoridades espanholas detiveram um militar que servia como comissário de bordo e que transportava 39 quilos de cocaína, que estava dividida em pacotes colocados na sua bagagem de mão. O caso deixou toda a gente perplexa por ter sido possível que alguém ousasse transportar tanta cocaína num avião oficial e até o presidente Jair Bolsonaro, que ao ser eleito prometeu combater o crime e as drogas como nunca antes no país, ficou naturalmente muito embaraçado, até porque se assumia como um defensor dos militares, que considera como uma espécie de reserva moral da nação brasileira. A imprensa internacional relatou o insólito caso e, no Brasil, diversos jornais como O Dia, que se publica no Rio de Janeiro, deram grande destaque a esta notícia que constitui um grande embaraço para o Brasil e para o seu presidente.
Entretanto, o presidente em exercício já lamentou o sucedido e afirmou que o militar actuou como “mula qualificada” de alguém, enquanto o avião presidencial que se previa também fizesse uma escala em Sevilha, alterou os seus planos e desviou a sua rota para Lisboa onde utilizou a base aérea de Figo Maduro. O que não há dúvidas é que o Brasil, ou uma parte do Brasil, parece atravessar uma séria crise de valores éticos e morais. Como escreveu a jornalista Alexandra Lucas Coelho "nunca antes na história do país a vergonha do Brasil foi tão mundial".

sábado, 15 de junho de 2019

O desmoronamento da Justiça brasileira

A imprensa brasileira revelou há poucas horas atrás que Sérgio Moro, o actual Ministro da Justiça e Segurança Pública do Brasil terá feito batota, enquanto juiz que condenou em primeira instância o ex-presidente Lula da Silva. Na sua ânsia de protagonismo e de perseguição a Lula, designadamente para o impedir de concorrer às eleições presidenciais, o ex-juiz Sérgio Moro terá criado situações condenatórias de Lula, incluindo a simulação de denúncias anónimas para obrigar algumas pessoas a depor e a envolvê-las nas teias do processo Lava-Jato.
Se isso vier a ser comprovado, a sua conduta não é só uma grave falta de ética, mas é também uma prática criminosa e pode resultar na nulidade de todo o processo. A divulgação de textos com supostas mensagens e conversas privadas entre promotores e juízes brasileiros sugerem falta de imparcialidade e colaboração ilegal na operação Lava-Jato. Esta questão da promiscuidade entre os procuradores e os juízes, ou entre quem investiga e quem julga, é um problema sério e não é exclusivo do Brasil, pois todos nos recordamos da telenovela que por cá tem acontecido por causa da relação entre procuradores, juízes e jornalistas, de que resulta a construção de acusações e o julgamento sumário nas páginas dos jornais.
A revista Veja, que tinha liderado a campanha de propaganda contra Lula e que dera um importante contributo para que Moro ascendesse na consideração da opinião pública brasileira, vem agora dizer que Sérgio Moro “desmoronou” e acusa-o de ter cometido o crime de validar diálogos em clara transgressão à lei. Mas não é só aquela revista que se afasta de Moro, pois alguns juízes do Supremo Tribunal Federal têm a mesma opinião. Entretanto, Sérgio Moro já admitiu que possa ter havido um descuido formal nas conversas que manteve com o procurador do Ministério Público durante as investigações da operação Lava-Jato. Parece que moro merece menos confiança e que estamos perante o desmoronamento da Justiça. Esse é mais um problema para o Brasil.

quarta-feira, 22 de maio de 2019

A justa consagração de Chico Buarque

Chico Buarque de Hollanda foi o vencedor do Prémio Camões 2019. Fico contente!
O Prémio Camões constitui o mais prestigioso prémio da literatura de língua portuguesa e foi tão grande a justiça da escolha que as felicitações ao premiado surgiram por toda a parte, reconhecendo o seu talento e o seu contributo para a difusão da língua portuguesa, como músico, poeta, romancista e autor teatral. O jornal Público destacou essa boa notícia em primeira página.
Chico Buarque é um dos brasileiros de maior notoriedade artística e uma referência da cultura brasileira em Portugal. Nascido no Rio de Janeiro e com 74 anos de idade, ele é um dos mais inspirados autores da música popular brasileira e na sua obra literária e musical contam-se centenas de canções, dezenas de discos, algumas peças teatrais e vários romances. Não é fácil escolher exemplos do seu talento e da sua criatividade artística, mas talvez se possam distinguir os romances Budapeste e Leite Derramado, que venceram o Prémio Jabuti como livro do ano, ou a inspirada Ópera do Malandro ou, ainda, a peça Morte e vida severina, que musicou. Porém, serão os textos das suas canções, desde a Construção e a Minha história, que o tornaram mais conhecido no Brasil e em Portugal. Crítico da ditadura militar brasileira chegou a auto-exilar-se em Itália. 
A sua homenagem ao 25 de Abril e à revolução dos cravos com a canção Fado Tropical e, em especial, com a canção Tanto Mar, perduram em Portugal como algumas das suas mais inspiradas criações que celebraram a reconquista da Liberdade e da Democracia em Portugal.

Sei que estás em festa, pá. Fico contente!
E enquanto estou ausente, guarda um cravo para mim.

Eu queria estar na festa, pá. Com a tua gente.
E colher pessoalmente, uma flor no teu jardim.
 

sábado, 18 de maio de 2019

O Rio de Janeiro está caindo aos pedaços?

A edição de hoje do jornal O Dia que se publica no Rio de Janeiro é muito sugestiva e apresenta um original grafismo, em que é associado o título e o conteúdo da notícia de primeira página ao próprio logotipo do jornal. Assim, a informação de que o “Rio caindo aos pedaços” fica reforçada perante o leitor, pois o título do jornal até parece que também cai aos pedaços.
A reportagem revela alguma indignação e apreensão por uma série de desastres que têm ocorrido no Rio de Janeiro, a cidade símbolo do Brasil, que denunciam problemas críticos em algumas infraestruturas urbanas e casos reveladores de maior descuido ou de falta manutenção.
Segundo revela a notícia, em menos de um ano, a série de tragédias que têm afectado a cidade impressiona e, entre elas, destaca-se o incêndio do Museu Nacional que foi uma catástrofe para o património cultural brasileiro, o incêndio no Centro de Treino do Flamengo que matou dez jogadores de futebol juvenis, as chuvas torrenciais de Abril que provocaram dez mortes, o desabamento de dois prédios na comunidade da Muzema que ruíram e provocaram a morte de 20 pessoas, o desabamento frequente de ciclovias e, ontem, o desabamento de parte do tecto do Túnel Acústico Rafael Mascarenhas, na Gávea, que tem quinhentos metros de extensão e interrompeu o trânsito num dos acessos de ligação entre a zona sul e a zona oeste da cidade.
Como salienta O Dia, o Rio de Janeiro, que é o cartão postal do Brasil, está caindo aos pedaços. Será, sobretudo, um título sensacionalista, mas também é um aviso dirigido às autoridades porque as infraestruturas urbanas não são eternas e exigem atenção e manutenção.

sábado, 27 de abril de 2019

As piruetas e as ambições de um ex-juiz

Edição de 7 de Novembro de 2018 da revista Veja
Sérgio Moro é o Ministro da Justiça e Segurança Pública do Brasil desde o dia 1 de Janeiro de 2019 e veio a Portugal, um país onde todos os brasileiros são benvindos por circunstâncias históricas, culturais e emocionais.
A visita deste ex-juiz não teve grande repercussão na comunicação social portuguesa até ao dia em que um ex-primeiro-ministro português o acusou de ser medíocre, ser indigno e ser um activista político disfarçado de juiz, ao que o ministro respondeu com uma recusa “em debater com criminosos”.
A partir daí, os espaços de debate televisivo portugueses pegaram no tema e surgiu uma quase unanimidade na condenação das palavras de Sérgio Moro, que cometeu três erros graves:
- Como juiz porque chamou criminoso a alguém que ainda não foi acusado, nem julgado, nem condenado e, por isso, é inocente até prova em contrário.
- Como ministro porque comentou assuntos do foro interno da justiça portuguesa e, ainda por cima, quando se encontrava em território português.
- Como cidadão porque cometeu uma enorme falta de cortesia para com todos os portugueses ao insultar um cidadão português que ainda nem foi acusado e que apenas foi “condenado” por alguns jornais sensacionalistas que vivem dos escândalos.
Sérgio Moro revelou-se, portanto, um homem arrogante, impreparado e de uma chocante vulgaridade. O Brasil merecia muito mais. Foi ele que condenou o Presidente Lula da Silva e que o impediu de se bater com Bolsonaro. É um oportunista que envergonha o Brasil. De resto, a revista Veja já em 7 de Novembro de 2018 tratava Sérgio Moro como o homem da pirueta, isto é, o homem que depois de ter feito um grande servicinho como juiz, aceitou a recompensa de ser ministro e aparece agora cheio de ambição política. Sim, o Brasil merece melhor.

sexta-feira, 5 de abril de 2019

E depois do incêndio do Rio de Janeiro

No passado dia 2 de Setembro ocorreu um enorme incêndio que destruíu o Palácio de São Cristóvão no Rio de Janeiro, em que estava instalado o Museu Nacional. Era um dos mais emblemáticos edifícios históricos da cidade, ocupava uma área de 13 mil metros quadrados e, em termos culturais, o incêndio destruíu um património museológico único e provocou uma verdadeira calamidade cultural.
A peritagem que tem vindo a ser efectuada já concluíu que a causa do incêndio foi um curto-circuito num aparelho de ar condicionado do auditório, localizado no primeiro andar do edifício, mas também apurou que o Museu Nacional não dispunha de estruturas de combate a incêndios, que houve falhas no sistema de prevenção, que o sistema de controlo dos detectores de fumo não estava accionado e que não existiam portas corta-fogo que poderiam ter retardado a propagação das chamas e do fumo. Houve, portanto, demasiado descuido.
A temperatura durante o incêndio ultrapassou os mil graus e a maior parte do acervo do Museu foi destruído. Foi um desastre para o património cultural do Brasil, mas as autoridades “arregaçaram as mangas” e começaram o trabalho que havia de ser feito. Assim, segundo hoje relata o jornal O Globo, foi logo contratada uma empresa para fazer algumas obras de emergência, sobretudo a estabilização das estruturas e a execução de uma cobertura provisória do edifício, bem como a remoção de entulhos e a recuperação de peças do acervo museológico que ainda pudessem ser salvas. Cerca de 85% do trabalho já está concluído e já foram removidas 1500 toneladas de entulho, assim como as vigas metálicas e outros materiais destruídos pelo incêndio.
Hoje, o jornal O Globo não só publicou uma reportagem sobre os resultados da peritagem às causas do incêndio, como também publicou uma fotografia de primeira página a quatro colunas das ruinas do Museu, a alertar os seus leitores para que esta tragédia não fique esquecida.