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quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Angola e Portugal: acabem com os amuos!

Nos dois últimos dias realizou-se em Abidjan, na Costa do Marfim, a 5.ª Cimeira União Africana - União Europeia que reuniu os dirigentes dos 55 Estados-membros da União Africana e dos 28 Estados-membros da União Europeia, que teve como tema central o investimento na juventude.
O tema é importante porque a maioria da população africana tem actualmente menos de 25 anos de idade e se estima que, até meados deste século, uma em cada quatro pessoas no mundo será africana. Por isso, a cimeira procurou definir orientações no sentido de se investir nos jovens africanos e na sustentabilidade das suas vidas, através da educação e das infraestruturas, mas também da paz, da segurança e da boa governação.
Nestas cimeiras, acontecem sempre muitos encontros bilaterais e, de entre eles, revestiu-se de particular interesse o encontro entre o Presidente João Lourenço de Angola e o 1º Ministro António Costa de Portugal. No seguimento desse encontro ao mais alto nível, o ministro angolano das Relações Exteriores, Manuel Augusto, garantiu que as relações entre Angola e Portugal “são excelentes”, mas que estão “ensombradas por um caso específico que releva da actuação da justiça portuguesa”, referindo-se ao caso que envolve o antigo vice-presidente angolano Manuel Vicente, que está acusado pela justiça portuguesa por corrupção activa na forma agravada, branqueamento de capitais e falsificação de documentos. O ministro angolano salientou que Angola respeita a separação de poderes e que a única coisa que pretende é que o poder judicial português tenha em conta os interesses de Portugal e de Angola, o que foi destacado hoje pelo jornal O PAÍS em notícia de primeira página.
Sobre o mesmo assunto, António Costa afirmou que o caso transcende o poder político e é da exclusiva responsabilidade das autoridades judiciárias portuguesas, mas também disse que os dois países estão a ultrapassar as dificuldades económicas recentes e que isso “permite encarar com optimismo e confiança o crescimento das relações económicas nos próximos anos” e reafirmar Angola como o principal parceiro português em África.
Os portugueses precisam de Angola e os angolanos precisam de Portugal. Acabem, portanto, com os amuos.

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

A encomenda do século para a Airbus

Vai ser anunciado hoje no salão aeronáutico do Dubai a compra de 430 aviões de médio-curso da família A320 da Airbus pelo fundo de investimento americano Indigo Partners por um montante de 42 mil milhões de euros. É a maior encomenda da história da Airbus e o jornal La Dépêche du Midi, que se publica em Toulouse, classifica-a como a encomenda do século, porque mais do que duplica a actual carteira de encomendas que estava nas 288 unidades. Agora, com 718 encomendas, a Airbus vai ultrapassar o seu rival americano Boeing que, no corrente ano, tem 605 encomendas.
Há poucos dias, a Boeing recebera uma encomenda de 300 aviões durante a visita de Donald Trump à China e agora foi a companhia Emirates a anunciar a encomenda de 40 aviões Boeing 787 Dreamliner por mais de 12 mil milhões de euros.
Porém, esta encomenda do século projecta a Airbus para a liderança do mercado da aeronáutica comercial, sobretudo nos aviões de médio-curso, tendo entusiasmado as indústrias fornecedoras de componentes, designadamente em Espanha, cuja imprensa destacou esta encomenda pelo trabalho que vai proporcionar na região de Cádis.
Esta competição entre os dois gigantes aeronáuticos que são a Airbus e a Boeing mostra que a economia mundial está a passar por um período de dinamismo e de crescimento, mas também mostra que Portugal é um país demasiado pequeno.

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Um novo desafio para Carlos Tavares

Carlos Tavares é um gestor português que, depois de ter sido o número dois do grupo Renault Nissan, se tornou em finais de 2013 o número um do grupo Peugeot Citroën (PSA), o seu principal concorrente no mercado francês.
Em poucos anos o grupo PSA, que produz as marcas Peugeot e Citroën, inverteu os seus resultados devido à estratégia adoptada por Carlos Tavares e, hoje, é salientado que o grupo “está bem e recomenda-se”.
Nos primeiros dias do passado mês de Março o grupo PSA anunciou a compra da Opel ao grupo americano General Motors por 2.200 milhões de euros, incluindo não só a actividade produtiva da Opel e da Vauxhall no Reino Unido, mas também as operações da sucursal financeira da GM na Europa, neste caso em joint-venture com o banco BNP Paribas.
Esta operação faz do grupo PSA o segundo maior grupo automóvel da Europa com uma quota de mercado de 17%, sendo de notar que as marcas de ambos os grupos fizeram em conjunto vendas de 17.700 milhões de euros em 2016.
Carlos Tavares e a sua equipa têm trabalhado no grande desafio que é salvar a Opel e fazer do grupo PSA um grande grupo automóvel mundial, capaz de concorrer com a indústria automóvel americana e asiática. Porém, o desafio é enorme e implica a integração de culturas de gestão e engenharias bem diferentes, a concretização de economias de escala e de sinergias, a concepção de novos produtos e a abordagem a novos mercados.
Carlos Tavares deu ao jornal francês La Tribune uma grande entrevista na qual apresenta a sua visão sobre o futuro do grupo PSA e da nova ligação à Opel. Um português a brilhar.

domingo, 12 de novembro de 2017

A nascente do rio Douro secou

O Jornal de Notícias apresenta hoje uma reportagem de grande qualidade jornalística assinada por Eduardo Pinto, intitulada “A nascente do rio Douro secou”.
Essa reportagem é ilustrada com excelentes fotografias e como por vezes uma imagem vale mais do que mil palavras, neste caso o resultado é esclarecedor quanto ao que se está a passar.
Eduardo Pinto foi aos picos de Urbión onde o rio Douro nasce a 2.160 metros de altitude, falou com algumas pessoas de Duruelo de la Sierra e viu que o rio já é pouco mais do que um fio de água, devido à falta de chuva e à seca extrema que afecta toda a Península Ibérica. Ouviu os mais velhos dizer que nunca tinham visto uma seca tão grave, que os pastos faltam e que os rebanhos estão ameaçados. Depois, o jornalista seguiu o curso dos 897 quilómetros do rio até ao Porto.
A primeira represa do rio é o Embalse de la Cuerda del Pozo, que fica a 20 quilómetros da nascente e que apenas mostra um fio de água. A ponte romana que ficou submersa aquando da construção da barragem tem, literalmente, a água a passar-lhe outra vez por baixo. É uma imagem impressionante! A caminho de Aranda del Duero, na província de Burgos, vê-se que o rio Douro leva água, mas corre devagar e apresenta-se turvo. Depois a paisagem volta a mudar. Entra-se na zona de Valladolid e na Ribeira del Duero, onde se produzem alguns dos melhores vinhos de Espanha. Chega-se depois a Zamora e o panorama continua a ser desolador. Após passar Zamora e antes de chegar a Portugal há o Embalse de Ricobayo, um dos mais impressionantes da Europa e que nesta altura está com menos de 15% da sua capacidade de água.
A situação do rio Douro impressiona. Em Espanha, tal como em Portugal, a seca é a grande ameaça do momento e as previsões dos técnicos da meteorologia para os próximos tempos não são nada animadoras.

terça-feira, 7 de novembro de 2017

A anormalidade da meteorologia ibérica

A noção de bom tempo está sempre relacionada com a ocorrência de dias solarengos com altas temperaturas, mas muitas vezes são esquecidos os efeitos que este bom tempo produz quando acontece fora de tempo e fora de lugar. É o que está a acontecer em muitas regiões de Espanha onde, segundo revela hoje o diário ABC, se está a viver o quinquénio mais quente da história espanhola, originando que as barragens estejam a níveis de 20% da sua capacidade, que haja ondas de incêndios devastadores, que sejam feitos cortes no abastecimento de água e se verifiquem perdas milionárias nos campos e nas explorações agrícolas devido à seca. O mês de Outubro foi uma verdadeira anomalia meteorológica e em algumas cidades como Salamanca, Cáceres e Ourense, jamais se tinham verificado temperaturas tão altas com os termómetros a alcançarem valores da ordem dos 35º C. Estas altas temperaturas associadas à falta de chuvas, têm agravado a situação espanhola que é classificada como uma situação grave de seca.
Naturalmente, a situação descrita hoje na reportagem do ABC, também se está a verificar em Portugal.
O IPMA anunciou que o mês de Setembro foi “extremamente quente” e que, em finais do mês, cerca de 81% do território continental estava em seca severa, 7,4% em seca extrema, 10,7% em seca moderada e 0,8% em seca fraca. Significa que a conjugação de valores da precipitação inferiores ao normal com valores da temperatura do ar muito superiores ao normal, deu origem em Portugal aos mesmos problemas que se verificaram em Espanha, com seca severa, incêndios devastadores, escassez de água nas barragens, racionamento na utilização da água e pouca humidade no solo.
O problema é muito grave e só é lamentável que seja aproveitado por alguns para a luta política.

sábado, 16 de setembro de 2017

Uma grande vitória dos portugueses

A agência de notação financeira Standard and Poor's decidiu ontem tirar Portugal do lixo, revendo em alta o rating atribuído à dívida soberana portuguesa. O Público foi um dos poucos jornais portugueses que destacaram esta notícia, talvez porque a generalidade da imprensa e dos jornalistas andem distraídos.
Com esta decisão surpreendente, Portugal liberta-se de um longo período de cerca de seis anos em que passou por uma enorme humilhação financeira, durante o qual Wolfgang Schäuble e Christine Lagarde foram apenas alguns dos rostos da arrogância com que foi tratado o nosso país e que o pretenderam colocar no anedotário financeiro internacional. Alguns políticos portugueses, como Passos Coelho e Maria Luís Albuquerque, deixaram-se enredar na armadilha que os credores internacionais montaram e foram, demasiadas vezes, o rosto da submissão à arrogância dos credores. 
Esta notícia tem tantos reflexos positivos no campo financeiro e na nossa auto-estima, que nem se justifica que aqui se enumerem. Porém, apesar do crescimento económico que se tem verificado nos últimos anos, a dívida portuguesa continua a aumentar e os esforços para que seja reduzida têm que continuar, através de uma consolidação orçamental adequada e de uma gestão da economia que reforce o potencial de crescimento nacional.
Não têm faltado elogios ao desempenho económico do governo, mas também muitos avisos para que não se deixe deslumbrar por este resultado, cujo mérito é uma grande vitória dos portugueses e dos agentes económicos em geral – Estado, Empresas e Famílias – mas que acontece quando António Costa e Mário Centeno e não outros, estão ao leme. Foram eles que meteram o golo e são os marcadores dos golos que ficam na história. Este resultado também acontece na vigência de uma solução governativa inovadora, que tem apresentado resultados muito encorajadores e que acabou com aquela ideia sem sentido que era o  “arco da governação”. Até as agências financeiras estão a reconhecer essa realidade.
Porém, embora o que aconteceu tenha sido muito importante, o governo tem que estar atento à economia e à sociedade e não querer agradar a gregos e a troianos, baixando impostos e aumentando salários de uma forma desajustada às realidades. Só assim evitará resvalar outra vez para o lixo.

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Já chegou o fim da crise? Não sei…

A Comissão Europeia entusiasmou-se com as últimas notícias da economia e, perante um desemprego que está ao seu mais baixo nível desde 2008, um investimento que está a aumentar, umas finanças públicas mais equilibradas e um sistema bancário que se fortaleceu, decidiu anunciar o fim de uma crise que durou dez anos e que foi a pior por que passou a União Europeia na sua história de seis décadas.
Hoje, o diário ABC deu um enorme destaque a esta notícia, que pode ser verdadeira ou não, mas que é prematura. Embora pareçam já estar ultrapassados os tempos do subprime e as situações de grande dificuldade que levaram a intervenções e resgates, de diferente extensão e natureza, na Grécia, Irlanda, Portugal, Espanha e Chipre, esta declaração é precipitada, mesmo considerando que o produto global da UE28 esteja a crescer a 2%. Esta euforia dos burocratas de Bruxelas também está a passar por Portugal, impulsionada por um clima de generalizada confiança e de estabilidade política, mas sobretudo pela excelência dos resultados das exportações e do turismo. Segundo as previsões do Banco de Portugal a economia portuguesa irá crescer 2,5% em 2017, que é superior àquele que se prevê para o conjunto da UE28, pelo efeito do enquadramento internacional de recuperação da procura interna, do investimento e do emprego. Dizem que é a retoma que aí está, mas ainda é cedo para se tirar essa conclusão.
Embora estejam anunciadas estas perspectivas favoráveis, será bom que as nossas autoridades não se esqueçam do enorme endividamento dos agentes económicos, do elevado desemprego de longa duração e do acentuado envelhecimento da população, para além de, ao contrário do que afirma a Comissão Europeia, não sabermos se os nossos bancos estão realmente mais fortes do que há dez anos atrás. Que as coisas estão a andar bem é uma evidência que deixa o Passos e a Cristas bem nervosos, mas será que se pode anunciar o fim da crise?

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

De novo o consumo e o endividamento

A economia portuguesa parece estar a crescer actualmente acima de 3%, que é o ritmo mais elevado dos últimos 17 anos, mas apesar desta expansão do Produto Interno Bruto, o peso da dívida pública no PIB que é o indicador mais utilizado para apreciar essas variáveis, continua a aumentar.
A razão é simples: o endividamento está a crescer mais do que o crescimento do produto, ou dito de outra maneira, os portugueses tendem a consumir o que têm e o que não têm, embora em termos de realidade macroeconómica não seja aexactamente assim, porque o aumento do consumo gera emprego e bem-estar.
O Banco de Portugal, que é a entidade responsável pelo apuramento destes valores, anunciou que em finais de Junho a dívida pública portuguesa atingia 249 mil milhões de euros, um máximo histórico em termos absolutos e que corresponde a um aumento de 4% relativamente ao período homólogo do ano anterior. Assim, o rácio da dívida em relação ao PIB estará nos 130,5%, embora seja de admitir que se venha a situar nos 128,5%, segundo anuncia o FMI e o Banco de Portugal. O problema, portanto, está uma vez mais no crédito que está a fazer com que os portugueses se endividem e é caso para perguntar se são as famílias que pedem dinheiro emprestado e os bancos emprestam, ou se são os bancos que aliciam as famílias com créditos e as famílias não resistem. O facto é que esta euforia económica tem um lado incómodo. 
O crédito à habitação já atingiu os valores de antes da crise e o crédito ao consumo recuperou os valores de antes da troika. Segundo apurou o Jornal de Notícias, em 2016 ”os portugueses pediram à banca 17 milhões de euros por dia” e, nos primeiros cinco meses de 2017, os novos empréstimos ao consumo já contabilizam um valor total de 1650 milhões de euros. O governo e as autoridades monetárias certamente que estão atentas a esta complexa geometria variável entre o bem-estar dos portugueses, o consumo, o endividamento, a dívida global, o emprego e o investimento. O passado recente, em que os portugueses recorriam ao crédito e consumiam para além do seu rendimento, ainda está na nossa memória. Há que ter cuidado!

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Neymar Jr. e a loucura das transferências

Neymar da Silva Santos Júnior ou Neymar Jr. é um futebolista brasileiro com 25 anos de idade que desde 2013 tem pertencido à equipa do Barcelona FC. É o maior ídolo do futebol brasileiro, mas os brasileiros não se conformam que exista Cristiano Ronaldo e Leonel Messi e que Neymar não seja a figura máxima do futebol mundial. A transferência de Neymar do futebol brasileiro para Barcelona terá custado cerca de 86 milhões de euros e nas cinco épocas em que representou o clube catalão, o jogador disputou 145 jogos e marcou 84 golos. Agora, naquilo a que o jornal A Bola chama de loucura, aconteceu a transferência de Neymar do Barcelona para o Paris Saint-Germain.
Foram anunciados 222 milhões de euros para pagamento ao Barcelona da cláusula de rescisão, mas o negócio implica ainda o pagamento de 80 milhões de euros ao fisco espanhol e 40 milhões para comissões de agenciamento. Segundo o jornal português, o negócio pode superar os 700 milhões de euros com salários, prémios e impostos.
É, realmente, uma loucura!
O mundo do futebol agitou-se e hoje as capas dos jornais desportivos europeus destacam esta transferência pelos números colossais que envolve e porque nada disto acontecera antes. No entanto, os tons são bastante diferentes entre os catalães e os franceses, porque enquanto os catalães se mostram demasiado irritados e escrevem “Bom voyage”, “Au revoir” ou “Hasta nunca” a denunciar um mau perder, os franceses revelam-se empolgados com a “transferência do século”. No meio de tudo isto, talvez agora os brasileiros possam vir a ter o melhor jogador do mundo a consagrar pela FIFA, uma coisa que tanta falta lhes parece fazer.
Depois disto, havemos de continuar a gostar de futebol porque é uma arte, mas o negócio do futebol é cada vez mais isso mesmo.

sábado, 22 de julho de 2017

O país dos progressos impressionantes

A edição de hoje do semanário Expresso destaca uma fotografia de Wolfgang Schäuble, o super-poderoso e influente ministro das Finanças alemão e a frase “Portugal fez progressos impressionantes” na redução do défice orçamental e na promoção do crescimento, isto é, nas finanças públicas e na economia, embora exiba o seu habitual preconceito e atribua o mérito desse resultado ao programa de ajustamento e às políticas da troika e não aos portugueses, nem ao governo de António Costa.
Uns dias antes, Pierre Moscovici, o comissário europeu para os Assuntos Económicos e Financeiros, também utilizou a palavra “impressionante” para se referir aos progressos da economia portuguesa, sem adiantar a sua opinião sobre o tema.
Antes, tinha sido Angel Gurría, o secretário-geral da OCDE, quem salientou “os progressos muito impressionantes” feitos por Portugal. Significa que a palavra impressionante tem sido a palavra mais utilizada para classificar o que se passa em Portugal.
No caso de Wolfgang Schäuble, a sua declaração é surpreendente. Depois de ter sido adulado durante vários anos pelos subservientes Vitor Gaspar e Maria Luís Albuquerque, muito lhe tem custado a engolir a solução governativa portuguesa que tão bons resultados tem alcançado, devido à conjugação de vários factores mas, sobretudo, devido à recuperação da confiança dos agentes económicos e à cooperação institucional entre o governo e a Presidência da República. Afinal, quer Schäuble, quer os seus amigos portugueses com Passos e Cristas à cabeça, ainda não perceberam que estavam errados na política seguidista e retrógrada que praticaram com entusiasmo nos anos da troika.
Lamentavelmente, agora não sabem fazer oposição ao governo como lhes competia e é necessário em democracia, mas insistem no mesmo tipo de exigências ridículas e de desafios oportunistas que roçam o insulto pessoal e que afrontam a inteligência dos portugueses. É, também, muito impressionante.

domingo, 28 de maio de 2017

Uma imagem vale mais que mil palavras

Na sua mais recente edição a revista The Economist lança um oportuno aviso sobre os oceanos e a sua sustentabilidade, recorrendo a uma expressiva ilustração na sua capa que nos evoca os inúmeros impactos ambientais nocivos para a fauna marítima, que têm conduzido muitos ecosistemas marinhos e costeiros em direcção ao colapso.
O conteúdo da revista é de grande interesse pedagógico pois alerta para os riscos que estão a ameaçar os oceanos e, em certa medida, o futuro da Humanidade, escrevendo que os oceanos sustentam o nosso planeta e a Humanidade, mas que a Humanidade despreza os oceanos. De facto, convergem nos oceanos demasiados comportamentos condenáveis como o despejo de resíduos sólidos poluentes e contaminantes produzidos por algumas indústrias, a pesca excessiva ou predatória, a destruição de áreas costeiras devido à especulação imobiliária e, ainda, os grandes acidentes marítimos resultantes da indústria petrolífera.
O desenvolvimento económico que à escala global se verificou no século XX, não tratou de proteger os oceanos e, em meados desse século, já havia quem afirmasse que os oceanos poderiam conter mais plástico do que peixe. Essa quase profecia não tem qualquer fundamento científico, mas não há dúvida que os oceanos estão ameaçados e que as alterações climáticas que se estão a verificar no planeta estão relacionadas com as alterações que estão a ocorrer nos oceanos.
Os oceanos cobrem quase três quartos do planeta e, para além do seu contributo para a regulação climática, também asseguram a proteína alimentar de que necessitam muitos milhões de pessoas.
As medidas para a preservação dos oceanos são muito urgentes e têm que ser o resultado de melhores comportamentos individuais e colectivos e, sobretudo, da acção dos governos. Um importante passo dado nesse sentido foi o Acordo de Paris, assinado em Abril de 2016 por 175 países, que determina o combate aos efeitos das mudanças climáticas no meio ambiente para tornar o nosso planeta mais sustentável. Foi um grande passo, embora tenhamos agora o Donald a bloquear o que antes foi acordado pelo Barack.
A edição do The Economist presta um serviço a uma grande causa, o que já é pouco habitual nos tempos que correm.

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Economia: a Centeno, o que é de Centeno

A notícia foi divulgada ontem e surpreendeu toda a gente. O poderoso Wolfgang Schäuble, que desde 2005 é o Ministro das Finanças da Alemanha, disse esta terça-feira que Mário Centeno é o “Ronaldo do Ecofin”, o grupo de ministros das Finanças da União Europeia. O jornal i fez uma fotomontagem e, na capa da sua edição de hoje, apresenta Centeno travestido de Ronaldo. 
Durante alguns anos o ministro alemão destacou-se pela arrogância com que se referiu a Portugal, abusando da passividade e do estilo bajulador de Vítor Gaspar e de Maria Luís Albuquerque. Schäuble humilhou Portugal muitas vezes com as suas frequentes ameaças de sanções económicas e, mais recentemente, com a sua hostilidade para com o actual governo português. A desconfiança tem sido permanente e Schäuble até chegou a dizer que as coisas só correram bem em Portugal até ao dia em que o actual governo de António Costa chegou ao poder. Porém, Schäuble teve que meter a viola no saco e, antes tarde que nunca, rendeu-se às evidências e ao seu preconceito ideológico.
Com os bons resultados económicos a aparecer em Portugal, como consequência de muitas circunstâncias mas, sobretudo, devido ao clima de optimismo e confiança que se instalou na sociedade portuguesa pelo estilo do par Marcelo & Costa, o ministro Schäuble parece ter aprendido e ter-se rendido ao mais qualificado dos 23 Ministros das Finanças que Portugal já teve desde 1974, pois dos sete que se doutoraram, só Mário Centeno o fez em Harvard, provavelmente a melhor universidade de economia e gestão do mundo. Por isso, Schäuble cedeu. Portanto, a Centeno, o que é de Centeno.

segunda-feira, 27 de março de 2017

O Brexit pode ser uma boa oportunidade

Foi anunciado pela primeira-ministra britânica Theresa May que o processo de saída da Grã-Bretanha da União Europeia se iniciará na próxima 4ª feira, dia 29 de Março, com a activação do artigo 50º do Tratado de Lisboa, dando-se assim andamento aos resultados do referendo de 23 de Junho de 2016. Uma decisão desta importância, que é tomada com base numa escassa vitória por 51.9% de votos no referendo e contra a opinião do eleitorado da Escócia e da Irlanda do Norte é, sem dúvida, uma decisão de alto risco, até porque são imprevisíveis as suas conseqüências internas e externas. Internamente há sérios riscos de desintegração do Reino Unido, com a Escócia a reclamar a sua independência e a Irlanda do Norte a apostar na sua integração na República da Irlanda, mas também se temem graves conseqüências económicas como a fuga de empresas estrangeiras, a quebra de investimentos e a redução do seu comércio externo. Externamente, também há muitos fantasmas a pairar, porque o exemplo britânico pode ser a caixa de Pandora que acelere a desagregação da União Europeia que, sem o Reino Unido, se torna mais fraca e mais vulnerável. A incerteza está a dominar as opiniões públicas quanto ao futuro e quanto à crise que aí vem, havendo "estudos" que servem e justificam todas as opiniões sobre as boas ou más consequências do Brexit.
Porém, uma das opiniões menos conhecidas hoje veiculada pelo semanário francês La Vie, sugere que o Brexit é uma boa oportunidade para a Europa se reformar e retomar os princípios do Tratado de Roma que muitos têm procurado não cumprir, ao manterem-se amarrados aos seus nacionalismos e ignorando os princípios da coesão e da solidariedade. Parece ser o caso britânico, que nunca aceitou ser igual entre iguais e que, em boa verdade, nunca perdeu a sua arrogância imperial e vitoriana, nem a sua hostilidade aos ventos continentais, não só os de Napoleão e de Hitler, mas também os que agora sopram democraticamente de Bruxelas. 
Aproximam-se tempos de crise, mas é das crises que surgem sempre as oportunidades de transformação.

sexta-feira, 17 de março de 2017

Ciclos económicos e ciclos políticos

A revista The Economist destaca na sua edição que hoje entrou no seu habitual circuito de distribuição, a notícia da surpreendente reanimação da economia mundial que parece estar, finalmente, a acontecer na América, na Europa, na Ásia e nos mercados emergentes. Depois de várias falsas partidas, diz a revista, a economia global goza de uma recuperação sincronizada.
Depois da crise financeira de 2008, que foi a maior que o mundo conheceu desde a Grande Depressão de 1929, pela primeira vez e depois de uma brevíssima recuperação em 2010, os indicadores económicos estão a disparar ao mesmo tempo por todo o lado. Os sinais são animadores na Índia e em Taiwan, na China e no Japão, na Rússia e no Brasil. Na União Europeia os índices de confiança estão no seu ponto mais alto desde 2011 e o desemprego está ao seu nível mais baixo desde 2009. Até no pequeno e periférico Portugal há sinais de melhoria económica que estão a deixar a oposição constipada e sem voz.
Num estudo recente feito por dois investigadores da Universidade de Harvard que averiguaram mais de uma centena de crises financeiras, foi concluído que, em média, a recuperação da actividade económica e dos rendimentos depois das crises, só voltam depois de oito anos. Assim, parece que está na hora da recuperação mundial.
Porém, a revista também destaca que os ciclos económicos e os ciclos políticos não costumam andar sincronizados e que, por isso, em paralelo com a recuperação económica há grandes problemas políticos na América, no Reino Unido, na França e em outros países. Parece, então, que a reanimação económica mundial de que The Economist faz eco, acontece por causa da “mão invisível” de Adam Smith.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Dinamismo e vontade geram investimento

Apesar da imprensa portuguesa andar distraída e não mostrar interesse nos surpreendentes resultados económicos positivos do ano de 2016, sobretudo no que respeita à redução do défice público, à contenção da dívida externa, à redução do desemprego e ao crescimento económico, houve quem tivesse salientado a grande quebra no investimento como aspecto negativo. Porém, todos deveriam saber, incluindo a oposição ao actual governo, que as intenções de investimento dos agentes económicos não dependem da vontade dos governos e que requerem tempo para que os agentes económicos realizem estudos de vária ordem para preparar a tomada de decisões.
Hoje, ao folhearmos o Faro de Vigo, fomos confrontados com a notícia de que irão ser investidos 430 milhões de euros no porto de Leixões para melhorar a sua competitividade e para o converter no porto de referência do noroeste peninsular. Segundo diz o jornal na sua primeira página, "o governo luso lança-se na liderança da região galaico-portuguesa".
Esse investimento decorrerá até 2026, prevê a construção de um novo terminal de contentores para duplicar a actual capacidade disponível e, em termos financeiros, utilizará fundos públicos, contributos comunitários e uma forte participação da iniciativa privada. É realmente um grande investimento que irá dinamizar a região norte do nosso país. Recorde-se que em Julho de 2015 foi inaugurado o novo Terminal de Cruzeiros que, além de ser uma notável obra de arquitectura assinada pelo Arquitecto Luís Pedro Silva, também fez aumentar em cerca de 50% o número de navios de cruzeiro e de turistas que visitaram Leixões. Significa que, nestas coisas do investimento, o papel dos governos é importante mas não é suficiente, como se vê neste caso em que tudo resulta do dinamismo e do entusiasmo da APDL. Viva a APDL!

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Há que esclarecer isto, mas com rapidez

O jornal Público divulgou ontem que o Fisco deixou sair cerca de 10 mil milhões de euros para offshores, também conhecidos por paraísos fiscais, exactamente no período de 2011 a 2014, quando o aperto das nossas contas públicas foi maior e quando o mesmo Fisco, pomposamente assumido como Autoridade Tributária, perseguia os contribuintes, oferecia carros de luxo a alguns deles e penhorava a casa a muitas famílias.
O que se passou é muito grave, porque é muito dinheiro. De quem era esse dinheiro? É mais do que pagamos em juros da dívida num ano e refere-se apenas a duas dezenas de transferências. Tanto dinheiro a fugir de Portugal! O Núncio, que fazia parte da equipa de Portas e de Cristas, era o responsável pelo Fisco e não viu ou não quis ver. Deixou que durante o seu mandato não fosse publicada a informação estatística sobre as transferências transfronteiras que os bancos forneciam ao Fisco e, dessa forma, avalizou essas traficâncias. Não tratou de investigar o que se passava. Afinal o seu estilo arrogante era só isso. Não tinha a ver com competência, nem com seriedade, nem com ética no desempenho de funções públicas. Foi negligente e incompetente. A quem serviu ele? Será que agiu como se trabalhasse para um qualquer escritório de advogados e que não soube distinguir interesses? Agora é preciso esclarecer rapidamente o que se passou, até porque os amigos do Núncio já se julgam branqueados e até parece quererem voltar ao poder.
Num segundo plano de responsabilidades está o todo poderoso Fisco que, afinal é forte com os fracos e fraco com os fortes. Quem beneficiou com tudo isto? Que tudo possa ser esclarecido rapidamente.
E anda aquela meia dúzia de deputados da primeira fila, demagogos e irresponsáveis, a berrar sob a batuta do Montenegro por causa dos SMS do Domingues e do Centeno...

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Moçambique moderno e com progresso

O jornal moçambicano O País destaca na primeira página da sua edição de hoje a inauguração na cidade de Maputo da nova sede do BCI – Banco Comercial e de Investimento que, segundo parece, tem uma forte componente portuguesa no seu capital social. Perante a fotografia de um tão moderno edifício, percorre-nos uma grande satisfação, em primeiro lugar pela sua estética que muito valoriza o património arquitectónico da cidade e, depois, pelo seu simbolismo em relação a um instrumento essencial para o financiamento da economia e para o progresso social dos moçambicanos.
Porém, a tradição já não é o que era. Nos últimos anos habituamo-nos a ver que, em questões de banca e de banqueiros, o que parece nem sempre é. A banca serviu demasiadas vezes para acolher práticas abusivas e gananciosas, ilegalidades e favorecimentos e, naturalmente, para acolher indivíduos sem escrúpulos e com avidez pelo dinheiro. Muitos continuam por onde sempre andaram, a fazer o que sempre fizeram. Quando vemos os nomes dos dirigentes do BCI, alguns deles portugueses e com fortes ligações a situações catastróficas ainda por esclarecer, não se pode ficar descansado. Por isso, não pode ser a inauguração de um edifício moderno e que tanto vai valorizar a cidade de Maputo que nos deve deslumbrar, porque em questões de banca andamos todos muito desconfiados.
No entanto, há que confiar que foram aprendidas as lições do passado recente um pouco por toda a parte e que este banco, agora vestido de nova roupa, virá a ser um instrumento de progresso para os moçambicanos. Ponto.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

A última viagem de um navio simbólico

O diário inglês The Times publica hoje na sua primeira página uma fotografia do porta-aviões HMS Illustrious que, depois de 32 anos de serviço, largou de Portsmouth com rumo à Turquia para ser desmantelado e acabar na sucata. O navio de 22.000 toneladas pertenceu à classe Invincible, serviu na guerra das Falklands e na guerra do Golfo, tendo sido abatido ao efectivo em 2014. A partir de então a Royal Navy deixou de ter qualquer porta-aviões, embora esteja prevista para 2020 a recepção de duas unidades da nova classe Queen Elizabeth – o HMS Queen Elizabeth e o HMS Prince of Wales.
O desmantelamento do “Lusty”, nome por que era conhecido pelos seus tripulantes, causou grande mágoa nos milhares de membros da Royal Navy que nele serviram e não queriam vê-lo transformado em lâminas de barbear, panelas ou latas de cerveja. A Primeira-Ministra Theresa May foi sensível aos apelos dos “velhos marinheiros”, suspendeu a operação e esperou pelo resultado de uma campanha pública destinada a salvar o HMS Illustrious. Surgiram três propostas, destacando-se a de um consórcio que oferecia 3 milhões de libras para transformar o navio numa unidade hoteleira e museológica, para além daquela que pretendia  transformar o navio num memorial da Royal Navy, um pouco à semelhança do que acontece com cinco velhos porta-aviões americanos.
Todas as negociações falharam e o HMS Illustrious acabou por ser vendido para a sucata por 2,1 milhões de libras, tendo já iniciado a sua viagem para a Turquia. Parece que o Tesouro inglês precisava de dinheiro.

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Marcelo e Costa têm inspirado confiança

A edição de hoje do jornal Público destacou as fotografias sorridentes de Marcelo Rebelo de Sousa e de António Costa, tendo escolhido como título a frase “Marcelo elogia primeiro ano de Costa”.
O Presidente da República e o Primeiro Ministro nunca esconderam que, embora sejam oriundos de partidos políticos diferentes, sempre se deram bem e, por si só, esse facto transforma a nossa vida política. O ambiente de confiança, de paz social e até de alegria que hoje se vive na sociedade portuguesa, contrasta com o pessimismo, a crispação permanente e o conformismo dos tempos da parelha Cavaco-Passos, sem esquecer o irrevogável Portas, que agora anda a facturar aquém e além fronteiras, numa ânsia/ganância por dinheiro.
O improvável aconteceu em Portugal, isto é, constituiu-se uma maioria parlamentar que suporta um Governo que acabou com aquela coisa do “arco da governação” e elegeu-se um Presidente da República que nem fez campanha e de quem muitos desconfiavam quanto à sua estabilidade emocional para ocupar o Palácio de Belém. Ao fim de um ano, ninguém tem dúvidas sobre o bom andamento do país, com a economia a crescer, o desemprego a diminuir, o défice orçamental controlado abaixo dos 3%, os problemas do sistema financeiro em vias de resolução e com uma baixíssima taxa de conflitualidade social. Como dizia o 1º Ministro do Luxemburgo “tudo vos corre bem e até ganham o Europeu de Futebol, elegem um dos vossos para Secretário-Geral das Nações Unidas e organizam a Websummit 2016 em Lisboa”.
Naturalmente que há problemas em Portugal, mas os resultados obtidos em contra-ciclo com a Europa são notáveis. Apesar das incertezas do mundo, a confiança e a estabilidade social parecem estar firmes neste canto ocidental da Europa e, ao contrário do que sucedia há um ano, hoje temos muitos mais optimistas do que cépticos. Marcelo Rebelo de Sousa não se esquivou como fazia o seu antecessor de triste memória e elogiou o governo e os resultados que obteve. Que assim se mantenham por muito mais tempo.

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Economia cresce mas a dívida permanece

No próximo ano de 2017 a economia portuguesa vai entregar 4,3% do seu Produto Interno Bruto apenas para pagar juros da sua dívida pública. São mais de 8 mil milhões de euros e, em termos relativos, ninguém na Zona Euro é tão castigado como os portugueses.
O maior devedor europeu que é a Grécia pagará em juros apenas 3,2% do seu PIB, não só porque ainda está sob resgate das instituições internacionais, mas também porque já beneficiou de uma significativa reestruturação da sua dívida em prazos de pagamento e em redução de juros e montantes. A Itália que tem uma dívida maior do que a portuguesa em 2017 irá pagar cerca de 3,7% do seu PIB em juros da dívida pública. Verifica-se, portanto, que os contribuintes portugueses são os que mais pagam em juros da sua dívida entre os países da Zona Euro e que em 2017 o nosso país será um dos poucos que não conseguirão baixar a sua dívida que, em Setembro de 2016, atingiu o valor record de 133% do PIB, isto é, cerca de 244,4 mil milhões de euros. Paralelamente os juros da dívida têm subido e chegaram aos 3,9%, embora já tivessem recuado para os 3,71%. O jornal de Negócios trata hoje deste assunto.
Esta situação revela que não existe uma solidariedade europeia equitativa e que os abutres financeiros continuam a rondar o nosso país, apesar da grande estabilidade social e dos bons resultados económicos da actual governação, como a Comissão Europeia já reconheceu. Porém, quando questionado sobre a hipótese de ser renegociada a dívida portuguesa, um tal Dijsselbloem que usa o título de presidente do Eurogrupo, veio dizer que não há mais discussão quanto a uma possível renegociação dos juros da dívida portuguesa, alegando que Portugal e Grécia são casos diferentes.
Então não há quem cale este e todos os outros dijsselbloems que por aí andam, que não se cansam de nos extorquir a riqueza que produzimos?