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segunda-feira, 23 de março de 2020

Um equipa fiável e de gente de coragem

O diário desportivo espanhol Marca destaca na sua edição de hoje el equipo de todos, em que não aparecem quaisquer jogadores de futebol, mas em que estão presentes alguns dos profissionais que todos os dias estão na linha da frente para combater a pandemia do covid-19, para manter os serviços essenciais e para nos ajudar a ultrapassar a difícil situação em que nos encontramos, sobretudo na parte ocidental da Europa.
Lá estão os médicos e os enfermeiros, os bombeiros e os polícias, o pessoal de segurança e de limpeza, além de profissionais da recolha do lixo, dos supermercados, das gasolineiras, dos transportes públicos, das bancas de jornais, da agricultura e do abastecimento público. É muita gente e na sua actividade não há apenas profissionalismo, mas também muita solidariedade.  
Na situação de emergência em que nos encontramos, todos dependemos do trabalho e da dedicação desta equipa multidisciplinar e, sobretudo, da sua coragem e do seu profissionalismo, porque eles são realmente os pilares em que assenta o nosso quotidiano e a nossa vida, como agora vemos a cada momento.
A vida não pára e enquanto esperamos por melhores dias, todos temos um enorme dever de gratidão para com aqueles que, em circunstâncias muito difíceis e de grande risco, procuram dar algum sentido de normalidade ao quotidiano e atenuar as nossas ansiedades. 
O meu obrigado vale pouco, mas aqui fica registado.

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020

O automóvel e o sucesso de Carlos Tavares

Carlos Tavares é, provavelmente, o mais conhecido gestor português com currículo internacional e, na galeria de portugueses ilustres que atingiram um plano de destaque fora do país, ele está ao lado de muito poucos políticos, cientistas, artistas, escritores e futebolistas.
Ele é o presidente executivo do grupo automóvel PSA, que possui as marcas Peugeot, Citroën, DS, Opel e Vauxhall, tendo feito o anúncio dos resultados do exercício de 2019: uma facturação recorde de 74.700 milhões de euros, mais 1% do que no exercício anterior, uma margem operacional histórica de 8,5% e um lucro de 3.200 milhões de euros, correspondente a um aumento de 13,2% em relação ao exercício anterior.
Como consequência destes resultados, a PSA decidiu dar um bónus de 4.100 euros aos trabalhadores com salários anuais inferiores a 51.000 euros, enquanto os accionistas vão receber 1,23 euros por acção quando em 2018 tinham recebido 78 cêntimos, o que significa um aumento de 58%. Portanto, tanto o capital como o trabalho ficaram satisfeitos na PSA e Carlos Tavares tem sido elogiado pelos parceiros sociais.
Porém, se o grupo PSA vendeu menos 10% de veículos em 2019, isto é, vendeu menos 3,5 milhões de unidades, como foi possível atingir estes resultados? Ou, como é possível aumentar a rentabililidade quando as vendas baixam?
Segundo o jornal Les Echos, a estratégia de Carlos Tavares assentou na redução dos custos, tanto fixos como variáveis, mas também na melhoria dos preços de venda, sobretudo através do chamado princing power que é um ajustamento do preço em função das quantidades procuradas, o que permite aumentar a procura.
Em teoria a equação é simples e tem apenas três variáveis - custos fixos, custos variáveis e receitas das vendas – mas quando um grupo tem a dimensão da PSA e as suas muito diversas culturas, bem como a concorrência de outros poderosos fabricantes europeus de automóveis, então o desafio é certamente complexo. Porém, Carlos Tavares tem estado a vencê-lo.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

O que diz Marcelo… é muito, é demais!


O jornal hojemacau destacou na sua edição de ontem a figura de Marcelo Rebelo de Sousa e esse facto demonstra o prestígio de Portugal e do seu Presidente da República numa terra tão distante, onde flutua  a bandeira chinesa. Numa conferência realizada em Lisboa comemorativa do 20º aniversário da transferência da soberania de Portugal para a República Popular da China e da criação da Região Administrativa Especial de Macau, o Presidente afirmou que nenhuma mudança de contexto mundial, regional ou outra, pode pôr em causa o quadro jurídico de Macau e a solução encontrada em 1999 para a soberania do território, que deve ser respeitada em todas as circunstâncias. Além disso, na sua intervenção o Presidente da República aludiu às peculiares características de Macau como polo onde se cruzaram culturas, línguas, tradições e, de uma forma especial, referiu a presença da língua portuguesa naquele território da Ásia Oriental.
Esta declaração, apesar de estar em linha com idênticas declarações dos seus antecessores, acontece numa altura em que estão a ocorrer graves problemas no vizinho território de Hong Kong que, tal como Macau, também tem um estatuto de Região Administrativa Especial e, certamente por isso, foi destacada pelo hojemacau que reafirmou o apreço unânime dos macaenses e dos portugueses de Macau por Marcelo Rebelo de Sousa.
Provavelmente, por cá as coisas começam a ser diferentes em relação ao Presidente da República, pois o elevado apreço popular que inteligentemente conquistou parece começar a declinar. É a lei da vida, isto é, tudo o que sobe, mais dia menos dia também desce. É a consequência da banalização do corrupio em que anda, indo a toda a parte e fazendo declarações sobre tudo e mais alguma coisa, distribuindo abraços, afectos e condecorações. Os seus incondicionais apoiantes já dão sinais de cansaço e há muito menos selfies. Ele não consegue fugir dos microfones, nem dos jornalistas estagiários que o seguem. Fala de economia e de finanças públicas, de ambiente e de futebol, de obras públicas e de clima, de regionalização e de coesão social, de carreiras médicas e de gente sem-abrigo. Fala de tudo. É tempo de ser mais contido. O excesso de popularidade pode ter efeitos perversos.

terça-feira, 26 de novembro de 2019

Chissano é um grande moçambicano


Joaquim Chissano, o antigo presidente da República Popular de Moçambique completou 80 anos de idade e foi homenageado na capital moçambicana, tendo o jornal O País dedicado uma alargada e elogiosa reportagem a esse feliz acontecimento.
Dizem as crónicas que em 1951 Joaquim Chissano foi o primeiro negro a matricular-se no antigo Liceu Salazar, na antiga cidade de Lourenço Marques, onde completou os seus estudos secundários. Em 1960 partiu para Portugal para frequentar a Faculdade de Medicina de Lisboa mas, devido à perseguição que lhe era feita pela polícia política (PIDE), abandonou o país em 1961. Em 1963, ainda antes do início da luta armada em Moçambique, juntou-se à Frelimo então liderada por Eduardo Mondlane.
Após o fim da guerra de libertação nacional firmada nos acordos de Lusaka de 7 de Setembro de 1974, tendo apenas 35 anos de idade, foi escolhido para chefiar o governo de transição que preparou a transferência de poderes de Portugal para a Frelimo. A independência da nova República Popular de Moçambique foi proclamada no dia 25 de Junho de 1975 e Joaquim Chissano foi o primeiro ministro dos Negócios Estrangeiros moçambicano. Em 1986, com a morte de Samora Machel foi escolhido para o substituir na presidência da República e, em 1994 e 1999, venceu as eleições presidenciais moçambicanas, tendo exercido a presidência até 2005, isto é, durante 19 anos.
Joaquim Chissano foi um notável dirigente político, um símbolo da luta do povo moçambicano pela independência nacional e um reconhecido amigo de Portugal, tendo sido condecorado pelos presidentes Ramalho Eanes, Mário Soares, Jorge Sampaio e Marcelo Rebelo de Sousa, isto é, apenas essa figura menor que é Aníbal Cavaco Silva não o distinguiu.

domingo, 6 de outubro de 2019

Um grande homem que é um novo cardeal

Realizou-se ontem na Basílica de São Pedro, em Roma, um Consistório presidido pelo Papa Francisco, que investiu 13 novos cardeais da Igreja Católica, entre os quais D. José Tolentino Mendonça, que tem 53 anos de idade e é natural da vila do Machico, na ilha da Madeira.
Antigo professor e vice-reitor da Universidade Católica Portuguesa, o novo cardeal exerce actualmente as funções de arquivista e bibliotecário do Vaticano, tendo-se tornado no 46º cardeal português e o segundo madeirense a atingir o cardinalato. É um acontecimento importante para a Igreja Católica portuguesa mas, por razões culturais, também é relevante para a sociedade portuguesa, inclusive aquela que não professa a religião católica.
Toda a imprensa portuguesa destacou esta escolha do Papa e enalteceu as qualidades intelectuais do novo cardeal, como pensador, como escritor, como ensaísta e como poeta. Autor de uma vasta obra literária e com uma presença regular na imprensa, é uma figura de grande destaque na cultura portuguesa. Ao ser questionado pelos jornalistas quanto às dificuldades que iria enfrentar no quadro da Cúria Romana, o corpo administrativo que auxilia o Papa no seu governo da Igreja, disse o novo cardeal que “a vida é difícil para todos, também será para um cardeal, mas também é bela, também é entusiasmante e é nisso que eu penso”, acrescentando que “a vida de um cardeal é pesada, mas a vida de um pai de família também é, a vida de um operário, a vida de um desempregado, a vida de um homem sobre a terra, a vida de um refugiado, a vida de alguém que constrói a sociedade”.
Naturalmente, o Diário de Notícias do Funchal, bem como toda a imprensa da Madeira, deram um grande destaque a este acontecimento que enche de orgulho os madeirenses, mas que também é muito gratificante para a generalidade dos portugueses que gostam de ver reconhecidos os seus concidadãos.

quarta-feira, 25 de setembro de 2019

O clima junta Guterres e Marcelo na ONU

Por iniciativa do Secretário-geral das Nações Unidas reuniram-se em Nova Iorque muitos líderes políticos dos 193 Estados-membros para participar na Cimeira da Acção Climática, a qual pretendeu ser um palco para anunciar compromissos e projectos concretos para o reforço do combate às alterações climáticas. Com esta iniciativa, António Guterres quis lembrar as metas do Acordos de Paris sobre as alterações climáticas alcançado em 2015.
Antes daquela cimeira realizou-se a Cimeira da Acção Climática para a Juventude, cujo debate foi conduzido por alguns jovens activistas em que se destacou a adolescente sueca Greta Thunberg. Nessa cimeira, António Guterres afirmou que existe um “conflito sério entre as pessoas e a natureza”, acrescentando que o mundo precisa de um novo modelo de desenvolvimento ligado às alterações climáticas, que garanta justiça e igualdade entre as pessoas, mas também uma relação boa entre a população e o planeta.
Na Cimeira da Acção Climática que se seguiu, em que foi aproveitada a presença de quase uma centena de líderes mundiais que no dia seguinte iriam participar na Assembleia Geral das Nações Unidas, foi tratado o tema do combate às alterações climáticas e fixado o objetivo de, nos próximos dez anos, reduzir as emissões globais de gases com efeito estufa em 45% e de alcançar a neutralidade carbónica até 2050. Disse António Guterres que “ainda não é demasiado tarde” e pediu que aquele encontro não fosse utilizado para discursos ou negociações, mas apenas para acções concretas e compromissos. “A emergência climática é uma corrida que estamos a perder, mas que ainda podemos ganhar”, acrescentando que “a crise climática é provocada por nós e as soluções devem vir de nós”.
Portugal esteve bem representado nesta cimeira pelo Presidente da República que, uma vez mais, se fez acompanhar por demasiados jornalistas que até o questionaram sobre Tancos, a demonstrar que a sua deslocação, que é paga com os meus impostos, não é necessária e que bastava a cobertura noticiosa da Agência Lusa.
O Diário de Notícias registou na sua primeira página a fotografia de António Guterres e de Marcelo Rebelo de Sousa, amigos de longa data e que tão bem representam o nosso país.

terça-feira, 10 de setembro de 2019

Subir ao topo dá mesmo muito trabalho

Na Sala Cid dos Santos da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa assisti hoje às provas públicas de doutoramento de um amigo de há muitos anos e tive a grande alegria de presenciar a forma como foi justamente reconhecido e elogiado pelos seuspares. Foi, por isso, um dia memorável para o meu amigo, para a sua família e para aqueles que, como eu, prezam aquele jovem médico tão devotado à carreira que escolheu.
Não costuma ser aconselhável que se fale dos amigos, porque há sempre uma natural tendência para o exagero no elogio e no uso do adjectivo, mas este caso é realmente incontornável porque, se não é único, é mesmo um caso muito raro e, por isso, aqui lhe deixo uma breve mensagem.
O meu amigo, que entrou naquela sala como candidato, apresentou-se perante o meretíssimo júri depois de mais de vinte anos de estudo e de trabalho hospitalar e após ter adquirido experiências e saberes em alguns centros de referência mundial, desde os Estados Unidos ao Japão, para além de um longo período de investigação clínica no mais conhecido hospital de Barcelona.
Porém, para atingir o patamar de excelência a que chegou, não confiou apenas na sua privilegiada inteligência, nem nas suas superiores qualidades de trabalho e de metódica organização. Venceu todas as barreiras com a humildade, a solidariedade e a esmerada educação que o caracterizam. Definiu um objectivo e uma estratégia, não dando tréguas à sua avidez pelo conhecimento científico, nem pela sua valorização profissional. Durante mais de vinte anos estudou com determinação e persistência, adiou outros projectos e privou-se de muitas coisas, mas tornou-se um bom médico, daqueles que acompanham e se interessam pelos seus pacientes.
A sua tese intitilou-seNon-tumoral portal vein thrombosis in patients with and without cirrhosis – Clinical significance, natural history of varices and efficacy of anticoagulation”. No fim, os elogios foram unânimes e o júri aprovou-o com distinção e louvor, por unanimidade. É a mais alta classificação que pode ser atribuida a um doutoramento. Fiquei orgulhoso. Parabéns ao CNF.

sábado, 29 de junho de 2019

Talento e humor inteligente em Macau

No fim-de-semana que se aproxima o humorista e comentador político Ricardo Araújo Pereira (R.A.P.) vai apresentar dois espectáculos em Macau no âmbito de uma iniciativa do Consulado Geral de Portugal e de outras entidades portuguesas que se intitula “Junho, mês de Portugal na RAEM”. O programa cultural é muito diversificado e aposta no humor e na música, mas também noutras actividades como o teatro, a gastronomia, a ciência e a dança.
A presença de R.A.P. em Macau está a despertar grande curiosidade na comunidade portuguesa e, nas suas edições de hoje, os três jornais macaenses que se publicam em português – JTM (Jornal Tribuna de Macau, Hojemacau e Ponto final – destacaram a sua apresentação no território de Macau e todos ilustraram a notícia com a sua fotografia em primeira página.  É, por isso, um grande acontecimento.
É natural este interesse em ouvir quem se tem destacado no panorama humorístico português pela sua inteligência e pelo seu talento, mas também pela oportunidade da sua crítica política. O público tem correspondido e transformou R.A.P. numa figura nacional de grande notoriedade e de imagem de excelência. Porém, como diz o povo, não há bela sem senão e, mesmo aqueles que apreciam o inteligente humor de R.A.P., como é o nosso caso, lamentam que, por vezes, ele caia em facilitismos e se decida a desancar naqueles que estão na mó de baixo por questões judiciais ou por acção de alguma imprensa que, para ganhar audiências, se especializou em condenações na praça pública. Humilhar pessoas indefesas e fragilizadas não é coisa que faça rir, nem é símbolo de coragem cívica. Nesses casos, a utilização do poder da televisão para humilhar quem não se pode defender, é desumana, injusta e pouco séria.

quinta-feira, 13 de junho de 2019

António Guterres é referência mundial

António Guterres, o cidadão português que ocupa o cargo de secretário-geral das Nações Unidas foi escolhido pela revista Time para ilustrar a capa da sua última edição, a propósito da sua luta pela defesa do ambiente e do seu combate contra as alterações climáticas. Na fotografia utilizadada, António Guterres aparece de fato e gravata, com ar de poucos amigos e com água pelos joelhos, sendo essa imagem completada com as frases “oceanos a subir, residentes em fuga, aldeias a desaparecer. O nosso planeta está a afundar-se”.
A mensagem é objectiva e reflecte uma situação que começa a ser dramática, pela sucessão de acontecimentos meteorológicos anormais – ciclones devastadores, cheias torrenciais, incêndios florestais, secas severas, entre outras calamidades.
O Acordo de Paris celebrado em 2015 foi patrocinado pelas Nações Unidas e visou a redução de emissão de gases estufa a partir de 2020, a fim de conter o aquecimento global, mas o anúncio da saída dos Estados Unidos e as reticências do Brasil, são apenas algumas das dificuldades que estão a colocar em causa os objectivos do acordo.
A iniciativa da Time relança o problema das alterações climáticas que Guterres considera “a batalha das nossas vidas”. O tempo está a esgotar-se, o “planeta está a afundar” e essa realidade torrnou-se uma bandeira para o antigo primeiro-ministro português, pelo que foi escolhido para ilustrar a capa de uma das mais importantes revistas internacionais. Naturalmente, a escolha da Time agrada-nos e reforça o estatuto de figura mundial de António Guterres. Até agora apenas dois portugueses tinham aparecido na capa daquela prestigiosa revista: António Salazar em 22 de Julho de 1946 e António de Spínola em 6 de Maio de 1974. Agora foi o terceiro um terceiro António fez capa da Time.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

A fama de Ronaldo parece estar de volta

Apesar de ser campeão europeu e de ter marcado um golo sensacional no dia 3 de Abril de 2018, no Allianz Stadium de Turim, quando com a camisola do Real Madrid defrontou a Juventus, o futebolista Cristiano Ronaldo não foi eleito pela UEFA nem pela FIFA como o melhor futebolista do mundo em 2018. As imagens desse golo correram mundo e esse momento foi adjectivado como fantástico, incrível e antológico, tendo sido aplaudido pelos próprios adeptos italianos mas, apesar disso, nenhuma dessas organizações escolheu Ronaldo como o melhor do ano. Os fãs de Ronaldo ficaram tristes, até porque essas “derrotas” coincidiram com uma grave acusação que contra ele foi feita nos Estados Unidos.  
Porém, Cristiano Ronaldo foi agraciado esta quinta-feira no Dubai com o prémio de melhor jogador do ano nos Globe Soccers Awards e, para além desta distinção, ainda recebeu o troféu relativo ao melhor golo do ano, exactamente aquele que marcou ao serviço do Real Madrid contra a sua actual equipa.
Muitos tinham pensado que Ronaldo estava definitivamente afastado do top do futebol mundial por não ter sido escolhido pela UEFA e pela FIFA, apesar do seu histórico golo em Turim. Agora com um título de melhor jogador do mundo, embora um prémio menos valioso que os prémios da FIFA ou da UEFA, Cristiano Ronaldo pode ter “ressuscitado” e os seus fãs recuperaram uma boa razão para idolatrarem o seu ídolo. O jornal italiano TuttoSport, que tanto tem apoiado a carreira italiana de Ronaldo, não deixou passar em claro este acontecimento.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

MRS: personalidade portuguesa do ano

Como é habitual, a comunicação social está a fazer um balanço do ano que hoje termina, escolhendo os acontecimentos internos e internacionais mais relevantes e elegendo as personalidades que no seu entendimento mais se destacaram. São coisas subjectivas, mas no que respeita à personalidade portuguesa do ano parece haver uma unanimidade em torno da figura de Marcelo Rebelo de Sousa.
O jornal i fez um curioso estudo que intitulou “por onde andou Marcelo em 2018” e publicou-o com uma infografia apropriada e sugestiva.
O actual Presidente da República é conhecido por estar em todo o lado e, de facto, ele tem sido uma presença assídua e frenética nos locais e circunstâncias mais ou menos difíceis, como na tragédia de Borba, nos incêndios de Monchique ou nos funerais das vítimas do acidente com o helicóptero do INEM. Fala com Trump e com Putin, recebe Xi Jimping e abraça João Lourenço e Filipe VI. Visita escolas, hospitais e centros de terceira idade, vai a concertos, passa férias no interior do país e é uma presença diária na televisão, onde fala de tudo como se ainda fosse comentador. Está-lhe no sangue e não consegue resistir quando vê um microfone à sua frente, mas por vezes fala demais e embaraça o governo, com o qual deveria ser solidário. É certo que Marcelo Rebelo de Sousa diz sempre o que o povo gosta de ouvir e que é cada vez mais o seu provedor, mas também é verdade que com as selfies, os abraços e os beijos que distribui por todos, é cada vez mais um caso raro de popularidade ou talvez mesmo de populismo, sobretudo quando as câmaras e os microfones estão por perto. 
Se em relação à nomeação da procuradora-geral da República ou no caso de Tancos conseguiu vencer a ondulação social e os ventos que sopravam, a sua recente espécie de veto ao orçamento do Estado, por causa das reivindicações dos professores, é um desafio ao governo. Esperemos que “o caldo não se entorne” porque, no nosso sistema constitucional, o governo e o presidente não têm que estar de acordo... mas não podem estar em desacordo.  
Em suma, eu também elejo Marcelo Rebelo de Sousa como personalidade portuguesa do ano e até lhe dou uma boa nota, não só por mérito dele, mas também por contraste com o traste que o antecedeu.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

A dura vida de um treinador de futebol...

José Mourinho tornou-se aos 55 anos de idade, por mérito próprio e por circunstâncias dos tempos mediáticos em que vive o nosso planeta, numa das grandes figuras do futebol mundial. Porém, hoje está desempregado.
A sua carreira no mundo do futebol foi meteórica. Depois de ter tido um papel secundário como preparador físico, adjunto do treinador principal e tradutor, tornou-se treinador da equipa do Benfica no ano 2000. Desde então, trabalhou como treinador principal e foi campeão em Portugal, Inglaterra, Itália e Espanha, tendo conquistado 25 títulos, entre os quais duas Ligas dos Campeões e duas Ligas da Europa. Actualmente treinava a equipa do Manchester United, uma das mais importantes equipas de futebol do mundo, mas as coisas não estavam a correr bem. Muitas derrotas, muitos empates e poucas vitórias. Foi despedido ontem. A notícia correu mundo e o L’Équipe dedicou-lhe a sua primeira página. Os jornais portugueses não ficaram indiferentes ao despedimento de Mourinho e um jornal anunciou que o seu despedimento lhe dá direito a uma indemnização de 27 milhões de euros, enquanto outro jornal destaca que, enquanto treinador, Mourinho já arrecadou 55 milhões de euros em indemnizações.
Ao mesmo tempo que divulgam estes números, alguns jornais revelam preocupações com a situação de desemprego de Mourinho e parecem querer sossegar os portugueses ao anunciar que o Real Madrid e o Benfica o querem de volta. Não sei se é verdade, nem sei se Mourinho percebe muito ou pouco de futebol, mas é óbvio que é um homem muito inteligente e que a sorte o tem acompanhado. Agora, no desemprego, vai ter a dura vida de gerir mais 27 milhões de euros.

segunda-feira, 27 de agosto de 2018

Fernando Pimenta é o rei da canoagem

Nas pistas de Montemor-o-Velho, o canoísta Fernando Pimenta sagrou-se este sábado pela primeira vez campeão do mundo na categoria K1 1000 metros, depois de ter conquistado a medalha de bronze em 2015 e a medalha de prata em 2017.  No dia seguinte, se não fosse a manchete do Diário de Coimbra, poucos teriam sabido desta notável proeza de Fernando Pimenta, porque nem a imprensa generalista nem a imprensa desportiva compreendem que isto de se conseguir ser campeão do mundo deve ser coisa que dá muito trabalho, que implica devoção e que exige muito sacrifício, mas que também carece de reconhecimento. Por isso, essas figuras são tão raras em Portugal e podem contar-se pelos dedos das mãos. É o caso de Nélson Évora e Rosa Mota, de Rui Costa e de Carlos Lopes e poucos mais. Esses é que são os nossos campeões, mas a nossa imprensa não é sensível aos grandes feitos desportivos e prefere o sensacionalismo e os julgamentos na praça pública.
Passaram 24 horas e Fernando Pimenta apresentou-se para disputar a final da prova de K1 5000, a mais longa do programa, na qual iria defender o seu título de campeão mundial conquistado no ano passado em Racice, na República Checa. Foram 21 minutos e 43 segundos de luta e Fernando Pimenta ganhou. Foi a sua segunda medalha de ouro e, dessa forma, Portugal aparece em 7º lugar no medalheiro do Campeonato do Mundo de canoagem de velocidade. É realmente um acontecimento.
Hoje, o jornal A Bola dedicou a sua primeira página, ao bicampeão do mundo, o que é raro e se saúda. Porém, as manchetes dos outros jornais desportivos são a vinda de Ramires para o Benfica e os reforços para a defesa do Porto. Tanta mediocridade jornalística até dá vontade de rir.

segunda-feira, 13 de agosto de 2018

O salto e a vitória de Nélson Évora

Terminaram ontem em Berlin os XXIV Campeonatos da Europa de Atletismo e aconteceu que o atleta português Nélson Évora triunfou na prova do triplo-salto com a marca de 17,10 metros. Os jornais desportivos não deram grande destaque a este feito atlético pois começara o futebol, mas o Público percebeu o significado desta vitória para a auto-estima nacional e deu-lhe o devido destaque.
Nélson Évora tinha vencido o tripo-salto nos Campeonatos do Mundo de 2007 em Osaka e em 2008 tornou-se campeão olímpico nos Jogos Olímpicos de Pequim, onde se afirmou como o quarto atleta português a trazer uma medalha de ouro para Portugal. Passaram-se dez anos e muitas lesões e já poucos acreditavam no atleta português mas, aos 34 anos de idade, Nélson Évora superou-se e ganhou a sua prova, batendo um cubano que a organização aceitou a concorrer pelo Azerbaijão. De resto, está a ser uma prática muito frequente a “compra” de atletas que, num verdadeiro processo de mercenarismo ou de nova escravidão atlética, são aceites nas competições internacionais a concorrer por quem lhe paga mais. Uma vergonha para o desporto e para os seus ideais!
Quanto a Nélson Évora temos que com o seu brio e esforço se tornou campeão europeu, depois de ja ter sido campeão do mundo e campeão olímpico.
Nestes campeonatos disputados em Berlin também houve uma outra medalha de ouro ganha por portugueses, pois Inês Henriques tinha arrecadado o primeiro lugar nos 50 quilómetros marcha. Com estes dois resultados, Portugal fixou-se no 11º lugar do medalheiro destes campeonatos, o que é digno de nota e se aplaude.

quinta-feira, 26 de julho de 2018

O “milagre” de Carlos Tavares na Opel

A última edição do jornal económico francês La Tribune publica na sua primeira página a fotografia do gestor português Carlos Tavares e destaca em título “la méthode Tavares que a sauvé Opel”.
Nas páginas interiores, o jornal inclui um artigo intitulado “Opel: autópsia de um espectacular salvamento industrial”, no qual salienta que ninguém esperava uma tão rápida recuperação da Opel, uma marca que desde 2000 até ao Verão de 2017, quando foi vendida pela General Motors à PSA, tinha perdido cerca de 15 mil milhões de euros. Em entrevista ao jornal, Carlos Tavares explicou que o plano que aplicou à Opel foi exactamente o mesmo plano que tinha aplicado na PSA, quando em 2014 assumiu a sua presidência, isto é, reduzir custos fixos, reduzir custos variáveis e melhorar os preços de venda para aumentar as receitas. Ora isto é o que está nos mais elementares livros de Economia e não se percebe como não é aplicado em todas as empresas em dificuldades, nomeadamente em Portugal.
Porém, Carlos Tavares esclarece que não tem sido fácil a sua tarefa, pois tem obrigado a aposentações antecipadas, despedimentos por acordo mútuo e duras negociações com os sindicatos. Paralelamente, os novos modelos foram adaptados às necessidades do mercado e as economias de escala entre as diferentes marcas do grupo têm aumentado, enquanto em menos de um ano, a margem operacional passou de -2,5% para 5%.
O “milagre” de Carlos Tavares não passou ao lado do mercado financeiro e na terça-feira, dia 24 de Julho, os títulos da PSA subiram quase 10%.
Que pena não termos muitos Tavares destes em Portugal…

sábado, 21 de julho de 2018

No centenário de Nelson Mandela

Se fosse vivo, Nelson Mandela (1918-2013) teria completado 100 anos na passada quarta-feira. O mundo não o esqueceu e, um pouco por toda a parte, foram-lhe rendidas justas homenagens e foi enaltecido o seu contributo para a pacificação étnica e política na África do Sul e para a paz no mundo. O seu contributo para a defesa dos direitos humanos e de uma forma geral para a paz entre os homens é comparado aos contributos de outras figuras como o Mahatma Ghandi, Martin Luther King ou João Paulo II.
A sua vida orientou-se sempre pela defesa da igualdade racial. Foi condenado a prisão perpétua em 1964 mas veio a ser libertado em 1990 devido à pressão internacional. Nelson Mandela passou 27 anos na prisão, nomeadamente na prisão de alta segurança de Robben Island onde tinha o número 46664, tendo-se tornado o mais famoso prisioneiro do mundo e, após a sua libertação, tornou-se no político mais aplaudido e mais galardoado do mundo, responsável pelo fim do apartheid e pela refundação da África do Sul como uma sociedade democrática e multiétnica. Em 1993 foi-lhe atribuído o Prémio Nobel da Paz e, entre 1994 e 1999, foi presidente da República da África do Sul.
Em Portugal também houve quem evocasse o legado de Nelson Mandela e o Jornal de Letras dedicou-lhe a primeira página da sua última edição. Aqui também fica expressa a nossa admiração por esse homem e pela forma como conseguiu evitar uma guerra de grandes proporções no sul da África.

quinta-feira, 12 de julho de 2018

Ronaldo continua a construir uma lenda

Estava prevista para a próxima segunda-feira, quando estivessem a esgotar-se os últimos episódios do Mundial de Futebol com festa em Paris ou em Zabreg, a apresentação em Turim de um novo jogador da Juventus Football Club: Cristiano Ronaldo. Foi isso que anunciou hoje La Gazzetta dello Sport, ao referir uma verdadeira presentazione show con CR7.
Porém, a mega-apresentação que estava a ser preparada com contornos hollywoodescos foi suspensa, segundo uns devido a dificuldades logísticas e de segurança na preparação de uma festa grandiosa e, segundo outros, apenas para não agravar os problemas causados pela greve de protesto que foi desencadeada pelos sindicatos da FIAT.
A transferência de Cristiano Ronaldo do futebol espanhol para o futebol italiano é um acontecimento inesperado que encheu as primeiras páginas de muitos jornais, sobretudo em Espanha e na Itália. Depois de nove anos no Real Madrid onde se tornou um ídolo e uma referência, é caso para perguntar porquê esta transferência de um jogador com 33 anos de idade pelo qual foram pagos ao Real Madrid mais de uma centena de milhões de euros e vão ser pagos ao jogador todos os anos, contratualmente, 30 milhões de euros. A resposta é simples: é uma grande operação de marketing que visa mobilizar a Juventus e os seus adeptos, potenciar novos negócios de publicidade e merchandising e, em última análise, transferir de Espanha para a Itália alguns dos centros de interesse do futebol mundial. Com Ronaldo em Turim, a Itália vai esquecer-se que nem sequer esteve no Mundial da Rússia e o mundo vai deixar de pensar que futebol é apenas Real Madrid e Barcelona ou o United e o City de Manchester. Ronaldo vai esquecer o fisco espanhol e, mais do que os golos que vai marcar, a Juventus comprou a marca Ronaldo porque precisa dela para se reerguer e para reerguer o futebol italiano no contexto do futebol mundial.

sábado, 30 de junho de 2018

Vitorino: mais um português em destaque

Os 169 Estados-membros da Organização Internacional das Migrações (OIM), criada em 1951 para encontrar soluções para o problema das migrações, elegeram ontem António Vitorino para o cargo de director-geral daquele organismo que integra a estrutura multilateral da ONU. A candidatura foi formalizada pelo governo português em Dezembro do ano passado e António Vitorino foi eleito depois de eliminar na quarta ronda de votação a candidata costa-riquenha Laura Thompson, a actual vice-directora geral da OIM. Vitorino veio a ser eleito na quinta ronda de votação, à qual compareceu sozinho, tendo sido em todas as rondas o candidato mais votado, enquando o polémico candidato americano Ken Isaacs que fora escolhido por Trump, ficou sempre em último lugar.
A eleição foi muito festejada em Portugal porque se trata de mais um português a ocupar um alto importante da cena internacional para o qual foi eleito por aclamação, tal como acontecera com António Guterres e com Mário Centeno. Estas eleições para altos cargos internacionais evocam-nos outros portugueses que, podendo ter sido candidatos a altos cargos internacionais, escolheram a porta pequena e trabalham como lobistas, por exemplo na Goldman Sachs, ou como funcionários de uma qualquer organização ou, ainda, como facilitadores de negócios.
Não conheço, nem tenho qualquer simpatia pessoal por António Vitorino, mas reconheço que a sua eleição resulta do reconhecimento dos seus méritos e da campanha institucional que foi conduzida a seu favor pelo governo. Porém, a imprensa portuguesa vai de mal a pior e apenas dois jornais referiram numa pequeníssima notícia de primeira página a eleição de Vitorino. Então a sua eleição não é uma grande notícia? Não merecia ao menos uma fotografia na primeira página? Que pobreza de imprensa!

quinta-feira, 28 de junho de 2018

O êxito de Salvador Sobral em Málaga

Salvador Sobral, o músico português que ganhou o Festival da Eurovisão em 2017, iniciou uma tournée por Espanha e actuou ontem no Teatro Cervantes de Málaga. O seu concerto foi um êxito que o jornal Málaga hoy destacou hoje com uma fotografia de primeira página a seis colunas.
Seis meses depois de um transplante cardíaco que se realizou em Lisboa no Hospital de Santa Cruz, o músico português retomou a sua vida normal, embora tenha passado de um quase anonimato artístico para um pedestal de fama. Comunicador, poliglota e com um discurso inteligente e bem humorado, Salvador Sobral foi solicitado para dar entrevistas em que, com humor, recordou uma sua apresentação em Málaga há três anos:
“Toquei em Málaga com mais músicos que público. Éramos um quarteto e havia três pessoas a ouvir-nos. Superdeprimente. Mas voltarei a tocar em bares quando tudo isto (a fama), que é efémera, acabar”.
Uma outra ideia que se destaca nas suas entrevistas é a sua referência à musica dos festivais da canção:
“Foi uma ingenuidade da minha parte pensar que podia mudar alguma coisa. Ganhei a Eurovisão porque era diferente e o que é diferente ganha sempre. Um ano ganhou uma mulher com barba, no outro ano ganhou uma fulana que emite sons de galinha e no outro ano ganhei eu com uma canção bonita”.
O triunfo no Festival da Eurovisão de 2017 projectou-o e permite-lhe ter inúmeros concertos agendados para os próximos tempos em Espanha, Suiça, Alemanha e, naturalmente, Portugal. Ainda bem. Ele mostra-se realista e parece não se deslumbrar com o que lhe está a acontecer. Ele é um homem muito inteligente, de muito valor e de muita coragem, que até sabe que a fama é coisa efémera. O seu êxito não pode deixar de nos emocionar. Parabéns, Salvador Sobral.

quarta-feira, 9 de maio de 2018

Um português de visita oficial a Cuba

Muitos portugueses viajam para Cuba e parece que os hotéis e as praias da estância balnear de Varadero são os locais por eles mais desejados. Porém, a edição do Granma, o órgão oficial do comité central do Partido Comunista de Cuba, deu ontem grande destaque à visita oficial de António Guterres, o português que ocupa o cargo de Secretário-geral das Nações Unidas. Não é costume que as visitas de Guterres sejam notícia de primeira página nos jornais e por isso aqui a destacamos.
Ao contrário dos habituais turistas portugueses, Guterres apenas esteve em Havana no âmbito das sessões da Comissão Económica para a América Latina e Caribe das Nações Unidas, tendo sido recebido por Miguel Díaz-Canel, o novo presidente do Conselho de Estado que, como foi muito repetido, não tem no seu nome o habitual apelido Castro. Segundo refere o Granma, os dois homens falaram sobre paz e segurança internacionais e sobre alterações climáticas, mas certamente que Guterres incentivou Díaz-Canel a abrir-se à democracia e ao mundo, encorajando-o no caminho das reformas que os novos tempos reclamam para Cuba.
Durante a sua estadia em Havana, Guterres visitou a Old Havana and its Fortification System, que desde 1982 está inscrita na Lista do Património Mundial da Unesco e mostrou-se impressionado com a sua boa conservação, tendo felicitado os homens e as mulheres que trabalharam no seu restauro com grande rigor histórico e declarado que tendo conhecido a cidade há vinte anos, não podia imaginar que perante as dificuldades económicas e o bloqueio, fosse possível fazer tão importante trabalho de recuperação.
Quem sabe se Guterres conseguiu ou não dar um contributo para a "desfossilização" do regime cubano que dura há sessenta anos?