quinta-feira, 17 de março de 2011

O novo Museu dos Coches

As obras do novo Museu dos Coches em Lisboa prosseguem e a sua conclusão deverá acontecer no final de 2011.
Depois da sede da Fundação Champalimaud, concebida por Charles Corrêa, um arquitecto indiano de origem goesa, o novo Museu dos Coches também é da autoria de um reputado arquitecto estrangeiro. Trata-se de Paulo Mendes da Rocha, um arquitecto brasileiro que já foi galardoado com o Prémio Pritzker, o chamado Nobel da Arquitectura. É o seu primeiro trabalho em Portugal, tem um custo estimado de 38 milhões de euros e o seu financiamento resulta das contrapartidas da instalação do Casino de Lisboa.
O Museu dos Coches, que é o museu mais visitado do país, passará a ter dois pólos em Belém: um continuará nas suas actuais instalações - o antigo picadeiro do Palácio de Belém – e o outro ficará no novo edifício, que foi concebido de forma a assegurar a fruição pública dos espaços envolventes, ficando levantado do chão e assente em pouquíssimos pilares, quase "a flutuar".
O novo edifício, que como sempre sucede, levantou polémicas museológicas, arquitectónicas e urbanísticas, constituirá um novo pólo de dinamização da área turística e cultural de Belém. A par de edifícios históricos como o Mosteiro dos Jerónimos e a Torre de Belém, a zona de Belém também exibe modernas peças arquitectónicas de referência, como são o Centro Cultural de Belém, a Fundação Champalimaud e, em breve, o novo Museu dos Coches.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Sempre a somar!

Apresento hoje o 8º cromo da minha colecção - um verdadeiro meteoro na sua ascensão política e, sobretudo, na rapidez com que acumulou riqueza.
Andou no seminário, mas não era essa a sua vocação. Por isso veio da serra para a cidade, entrou na política, tornou-se um barão no seu partido e, com 36 anos de idade, chegou a ministro.
Esteve 8 anos no governo. Viu muita coisa. Aprendeu. Deslumbrou-se. Em 1995 deixou de ser ministro e, mais tarde, declarou que "quando saí da política não tinha dinheiro nenhum", mas em 1991 já tinha comprado e remodelado uma vivenda no Estoril, por 150 mil contos. A origem do dinheiro para a compra e obras foi então questionada pelo jornal "Expresso". Como poderia um modesto vencimento de governante e de advogado em part-time suportar tamanho luxo?
Não procurou emprego nas páginas de anúncios, nem mandou currículos para as empresas. Os amigos arranjaram-lhe emprego. Chegou rapidamente à SLN e ao BPN. Aquilo é que foi festa. Sempre a somar!
Seis anos depois, só com os negócios do BPN, parece que tinha ganho 8 milhões de euros. Estava rico e poderoso. Influente. Aquele carro... Continuou com os negócios e internacionalizou-os em Porto Rico e Marrocos. O deslumbramento continuou. Foi somando. Quando o barco do BPN começou a meter água, foi um dos primeiros a abandoná-lo, reconhecendo que, desde que deixou o governo, tinha ganho muito dinheiro.
Tinha sido deputado em 5 legislaturas e membro do Conselho de Estado, mas foi o BPN que o fez assim…
Agora pagamos nós os milhões que os abutres e os trafulhas comeram no BPN, mas o cromo está de férias em Cabo Verde.

Muito maus exemplos!

O Diário de Notícias informa hoje que, no corrente ano de 2011, as despesas com pessoal da Assembleia da República aumentam 2,2 milhões de euros.
Lê-se e quase não se acredita. Embora, no corrente ano, estejam orçamentados cortes em deslocações e estadas, publicidade, estudos, pareceres, exposições, livros, material de escritório, entre outros, há outros gastos que não sofreram contenção e vão mesmo aumentar. São valores relacionados com despesas de pessoal, transportes e subvenções dos grupos parlamentares. A subida mais acentuada é nos gastos de pessoal que, segundo o Diário de Notícias, passou de 49 milhões em 2010 para 51 milhões em 2011.
Lemos isto e ficamos estupefactos. Os cidadãos políticos deviam dar o exemplo. Mas são politicamente vulgares, desonestos, gananciosos e ignorantes.
Nesse aspecto Ele tinha razão: “Muitos dos nossos agentes políticos não conhecem o país real, só conhecem um país virtual e mediático”.
Os limites do bom senso estão ultrapassados. Os sacrifícios têm que ser para todos. Com estes maus exemplos não sairemos desta situação!

Crónica de uma Travessia

Crónica de uma Travessia – A Época do Ai-Dik-Funam foi publicado em 1997, quando ainda se combatia nas montanhas de Timor contra o invasor indonésio e o futuro era incerto, tendo sido reeditado em 2010.
O seu autor – Luís Cardoso – nasceu em Cailaco, na parte ocidental da ilha de Timor, onde viveu até 1979. Nesse ano, com 20 anos de idade, partiu para o exílio em Lisboa, prosseguiu os seus estudos e licenciou-se em Silvicultura. Entre 1992 e 1996 assumiu o cargo de representante em Portugal do Conselho Nacional da Resistência Maubere.
É considerado o primeiro romancista.timorense.
A Crónica de uma Travessia é um registo biográfico sob a forma de crónica ou de romance, constituindo uma narrativa muito interessante em que aparecem acontecimentos e protagonistas que fizeram a história recente de Timor. Li-o com muito interesse e relembrei muitos dos lugares daquela ilha, que conheci antes e depois da independência.
Num país com cerca de 3 dezenas de línguas, a recuperação do português como língua de coesão política e cultural, facilita a comunicação entre os falantes de diversos idiomas locais e torna-se um sinal distintivo, quer do inglês da Austrália, quer do bahasa da Indonésia.
A Crónica de uma Travessia é um contributo para a recuperação da língua portuguesa em Timor e um primeiro passo para a construção de uma literatura timorense de expressão portuguesa.

sábado, 12 de março de 2011

Tsunami no Japão

Estão decorridas 24 horas sobre o violento terramoto que aconteceu no Japão, a que se seguiu um maremoto ou, como ultimamente se diz, um tsunami.
As impressionantes imagens dos efeitos desse fenómeno continuam a chegar-nos a casa em tempo real.
O terramoto de Dezembro de 2004 na região da ilha de Samatra e o catastrófico tsunami que se lhe seguiu no oceano Índico, trouxeram ao conhecimento comum um fenómeno natural quase desconhecido, que teve repercussão mundial devido às chocantes imagens que a comunicação global divulgou.
A enorme tragédia que agora se abateu sobre o Japão, cujas imagens também nos chegam com dramatismo e brutalidade semelhantes às que se verificaram em 2004, mostram como os homens, a sociedade, a tecnologia e o progresso são demasiado vulneráveis às forças da natureza que, como escreveu o poeta António Gedeão, “nunca ninguém as venceu”.
Estas tragédias, ocorridas em tão distantes longitudes, chocam-nos e não nos deixam indiferentes. É uma das facetas da moderna globalização.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Património lusófono

A Sociedade Histórica da Independência de Portugal organizou um ciclo de conferências intitulado “Pensar Portugal”.
No dia 9 de Março, o conferencista foi o Dr. João Loureiro, magistrado jubilado, gestor e conhecedor profundo do tema, que falou sobre “Portugal e as suas relações com os países da CPLP”.
O conferencista focalizou a sua intervenção nas relações dos países africanos de língua oficial portuguesa, no passado comum, na importância da língua portuguesa e na necessidade de ser preservado o património de origem portuguesa existente nesses países. Apoiado em elucidativas imagens, o Dr. João Loureiro defendeu a ideia de património lusófono e a institucionalização do estatuto de Património Cultural da CPLP, tendo lembrado alguns locais que mereceriam esse estatuto, nomeadamente os centros históricos da vila do Ibo (Moçambique) e da cidade de Bolama (Guiné-Bissau).
Uma ideia a desenvolver.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Ruptura ou convergência?

O Presidente da República, eleito nas eleições realizadas no dia 23 de Janeiro, tomou posse no dia 9 de Março e, naturalmente, os jornais do dia seguinte destacaram esse acontecimento.
Na cerimónia da posse presidencial, o chamado discurso da posse é, porventura, um dos actos mais simbólicos e é sempre aguardado com muita expectativa. Desta vez não foi excepção, porque o país vive uma grave crise económica e financeira, está com um elevado nível de desemprego, tem baixos índices de poupança e de investimento, suporta os vícios consumistas da sociedade e dos poderes políticos e tem um governo minoritário muito desgastado.
O discurso da posse correspondeu à generalidade das expectativas e retrata bem “ao que isto chegou”, mas causa espanto verificar como o Presidente sacudiu a água do capote, como se não tivesse sido Ministro das Finanças, depois 1º Ministro durante dez anos e Presidente da República desde 2006.
Mas o discurso tem lacunas, como por exemplo a ausência de referências ao contexto de crise internacional, além de incluir mensagens um pouco enigmáticas, como aquela do esforço colectivo, ou da resposta verdadeiramente colectiva ou do alargado consenso político e social. Uma das mais destacadas ideias da mensagem presidencial é o apelo a um sobressalto cívico, que é uma ideia bonita mas perigosa, vinda sobretudo de quem tem o dever de unir e de reforçar a coesão nacional.
O Presidente disse, ainda, que "Portugal está hoje submetido a uma tenaz orçamental e financeira – o orçamento apertando do lado da procura e o crédito apertando do lado da oferta". A anunciada viagem presidencial a Timor-Leste, Indonésia e Tailândia, com as alargadas comitivas do costume, não contribuem para aliviar a pressão dessa tenaz e não são um bom exemplo para um país que "vive uma situação de emergência económica e financeira".
Em síntese, os jornais falaram em ruptura, mas o discurso também tem sinais de convergência. Provavelmente, uma vez mais, cada um vai pensar em si e poucos vão pensar no país.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Não há dificuldades, há desafios.

Os últimos tempos têm sido financeiramente muito difíceis para Portugal e para a banca. Depois das crises do BPN e do BPP, circularam rumores de falência do Millennium BCP e, além disso, o banco ainda enfrentou questões de credibilidade e reputação.
Nestas circunstâncias de crise, o banco decidiu promover uma campanha publicitária para recuperar os graus de confiança pública e, em especial dos seus clientes, de modo a assegurar que continuem a preferir os seus serviços.
Os bancos costumam apoiar as suas campanhas publicitárias em rostos de referência e de grande notoriedade pública, pelo que o Millennium BCP escolheu o potencial mediático de José Mourinho, recentemente eleito pela FIFA como o melhor treinador de futebol do mundo, porque o público tende a associar os seus méritos aos da empresa anunciante.
Mourinho já antes tinha promovido o BPI com a frase “se não fosse para ganhar, eu não estaria aqui”. Agora, aquele que diz ” eu não sou o melhor, mas ninguém é melhor do que eu ”, empresta ao Millennium BCP mais uma frase emblemática: “para mim não há dificuldades, há desafios”.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Um rottweiler à solta.

Um cromo verdadeiramente internacional, que viaja, viaja, viaja…
Desde a infância que sonhava com viagens, muitas viagens em executiva, com muitas mordomias e salamaleques, sempre a acumular pontos e a ganhar o estatuto de frequent flyer.
Na sua passagem pela Indonésia ganhou um elevado capital de simpatia, mas optou por desbaratá-lo pela natureza das causas que tem apoiado e pela agressividade das suas desbocadas intervenções.
Uma espécie de Passionaria, mas com tiques demasiado burgueses.
Entrou na política partidária e foi logo para Bruxelas. Depois, convenceu-se e quis governar Sintra, mas tramou-se porque os sintrenses não lhe aturaram os disparates. Continuou instalada em Bruxelas, atacando os seus próprios companheiros de partido. O Parlamento Europeu tem-lhe permitido os protagonismos de que tanto gosta, com algumas comissões e muitas viagens.
Dela disseram, ser pior que um rottweiler à solta. Lá sabem porquê.

A correr e a saltar

Nos Campeonatos Europeus de Atletismo em Pista Coberta realizados em Paris entre os dias 4 e 6 de Março, os participantes portugueses alcançaram uma medalha de ouro (Francis Obikwelu) e uma medalha de prata (Naide Gomes).
Entre participantes de 32 países, os resultados dos atletas portugueses colocaram-se no 9º lugar no ranking das medalhas e em 11º lugar no ranking dos pontos, o que constitui um resultado desportivamente muito positivo e merecedor de elogios, até porque é uma consequência de muito trabalho e aturado treino.
Numa época em que na Europa se olha para Portugal devido sobretudo ao seu défice orçamental, dívida externa e taxa de desemprego, não deixa de ser estimulante verificar que ainda há matérias em que somos falados por boas razões.

domingo, 6 de março de 2011

Tachos dourados

As embaixadas portuguesas têm mais de 100 conselheiros e adidos técnicos nomeados politicamente. Ganham salários milionários, são equiparados a diplomatas e estão concentrados em capitais como Madrid, Washington, Londres ou Bruxelas. Aqui, no centro político da Europa, atropelam-se. São os boys e as girls do Centrão & Companhia.
Frequentemente, os cargos não se justificam e o processo de selecção e nomeação deste pessoal caracteriza-se por uma absoluta falta de transparência. Os responsáveis justificam estas nomeações através do critério da confiança política e, por isso, aos nomeados não é exigível qualidade, formação adequada ou sequer a noção do que é o serviço do Estado. E lá vão. Às vezes até cumprem. Além do salário-base tributável, recebem subsídio de representação, subsídio de habitação e outros abonos mensais por cônjuge e filhos. São entre 10 a 15 mil euros mensais. Bem bom!
Alguns deles são conhecidos e saberão do seu ofício, como Carneiro Jacinto, Maria Elisa ou Carlos Fino, mas há muitas dezenas deles que são apenas filhos, primos ou afilhados de alguém. São clientelismos mais discretos do que aqueles que temos intra-muros, mas que são verdadeiros tachos dourados. Assim, não vamos longe, porque estes abutres não deixam.

209 mil euros a voar!

A edição de hoje do Público destaca uma notícia na capa com o título: “Estado paga 209 mil euros a grupo de trabalho que só fez uma reunião”.
Este grupo foi criado para fazer um levantamento exaustivo do património cultural imaterial português e era constituído por 5 pessoas, supostamente muito competentes na matéria.
O grupo foi agora extinto e, na sua efémera existência de menos de 14 meses, custou 209 mil euros ao erário público, que resultaram, por exemplo, do pagamento aos seus membros de uma remuneração mensal de 2613 euros, paga 14 vezes por ano.
O Ministério da Cultura justifica a extinção do grupo por razões de improdutividade dos membros do grupo, mas estes acusam o Instituto dos Museus e Conservação por não lhes ter proporcionado as condições indispensáveis ao funcionamento do grupo. É o costume: tudo a sacudir a água do capote e sem que sejam apuradas responsabilidades.
E lá se foram mais 209 mil euros dos nossos impostos!

sábado, 5 de março de 2011

Reabilitação urbana

A cidade de Lisboa é uma das mais belas cidades europeias, devido às suas características físicas, nomeadamente as suas peculiares sete colinas, a extensa frente ribeirinha do Tejo e a sua imponente luminosidade crepuscular, mas também pelas suas raízes históricas, as suas tradições e festividades, os bairros e as marchas populares, o cheiro da castanha assada e da sardinha, as olaias e os jacarandás, os seus miradouros e o seu património construído.
Os visitantes gostam da cidade e da sua gastronomia, dos pequenos jardins de bairro e do empedrado das calçadas, das ruas estreitas e das casas de fado, dos pastéis de Belém, do cais das Colunas e da costa do Castelo.
Porém, há uma evidente decadência patrimonial da cidade, com muitas centenas de belos edifícios desocupados e em eminente risco de derrocada que, estética e quotidianamente, magoam e entristecem os lisboetas.
A reabilitação urbana e patrimonial da cidade de Lisboa é actualmente uma imperiosa necessidade. Há que encontrar soluções urgentes e desburocratizadas para esta situação, através de intervenções coercivas ou não, com modelos de financiamento adequados e com mais ou menos incentivos. A Câmara Municipal tem, naturalmente, uma enorme responsabilidade mobilizadora e anti-especulativa nesta matéria. A reabilitação urbana e patrimonial criará muitos postos de trabalho e contribuirá para a dinamização da economia e, com ela, a cidade atenuará a actual tendência de desertificação e adquirirá um renovado dinamismo.

quinta-feira, 3 de março de 2011

O novo pré-pago da TMN

Um anúncio da TMN chamou-me a atenção, isto é, cumpriu o primeiro passo do processo de comunicação publicitária - chamar a atenção. Provavelmente, em relação a mim, o anúncio não cumprirá os passos seguintes: despertar o interesse, criar o desejo e conduzir à aquisição do bem ou do serviço anunciado.
A publicidade faz parte da vida contemporânea e o elemento essencial da comunicação publicitária é a mensagem.
É habitual afirmar-se que "a publicidade faz a diferença" e que, dentro de certos limites, é a mensagem publicitária e não a qualidade, utilidade ou o preço do produto ou serviço, que determinam as preferências dos consumidores. Nessas condições, cada mensagem publicitária ou cada anúncio tem uma função social e é, também, um exercício de imaginação e de criatividade para atrair o público.
Neste caso, para atrair clientes para um novo produto ou para fidelizar os actuais, a TMN decidiu associar os nomes de dois dirigentes desportivos rivais, o que nesta altura é uma improbabilidade ou mesmo um paradoxo. Mas, na publicidade, os paradoxos por vezes funcionam.

terça-feira, 1 de março de 2011

A festa do cinema

Através de um interessante trabalho publicado pelo Diário de Notícias, ficamos a saber que o Estado paga uma média de 36 euros por cada espectador que vê um filme português.
O apoio ao cinema é um elemento essencial da política cultural do Estado, sobretudo porque se trata de uma arte que não mobiliza receitas suficientes, como sucede em geral com as artes performativas. Porém, o que se passa com o cinema português ultrapassa as regras do bom senso e da boa gestão dos dinheiros públicos. Um único filme realizado por Edgar Feldman recebeu quase 450 mil euros e teve 78 espectadores, enquanto um trabalho de Paulo Rocha teve um apoio de 648 mil euros e foi visto por 527 pessoas! O realizador Fernando Lopes recebeu mais de dois milhões de euros para fazer três filmes, que foram vistos por 14 877 pessoas, o que significa que o Estado pagou 147 euros por cada espectador.
O mundo do cinema e da crítica cinematográfica é demasiado opaco para os cidadãos comuns e, por isso, esta revelação vem mostrar como é escandalosa a afectação de dinheiros públicos ao cinema, além de mostrar, também, que os jornalistas e os críticos preferem bajular-se ao chamado cinema de autor, do que denunciar esta escandalosa realidade.
Assim, ficamos a saber que a festa do cinema não é a distribuição dos Óscares em Hollywood. A festa do cinema é aqui e, esta gente, faz a festa, lança os foguetes e ainda apanha as caninhas. Nós pagamos.