Chegou a Primavera e começou a preparação das campanhas para a prevenção e combate aos fogos florestais, em que se destacam sempre as intervenções dos "caça-níqueis" da Associação Nacional de Municípios Portugueses e da Liga dos Bombeiros Portugueses.
Ignorando a grave situação financeira do país, estas duas organizações continuam a exigir mais meios e mais dinheiro para combater os fogos florestais, numa verdadeira atitude de chantagem. Não resistem ao dinheiro. Não resistem a alimentar os interesses instalados. Ora, quando há riscos, há imprevistos e, assim, é óbvio que os meios são sempre escassos. Por isso, nas actuais circunstâncias, este tipo de reivindicações tornam-se ridículas e irresponsáveis.
Ajustem os meios às necessidades e “não me peçam mais dinheiro”. Organizem-se e poupem mais. Adoptem boas práticas. Dêem exemplos de boa utilização dos meios. Sejam responsáveis. Ajudem o país. É em período de dificuldades que se inova e se criam oportunidades.
Com o prestígio de que ainda vão gozando na sociedade portuguesa, prestem um verdadeiro serviço público, contribuindo para a sensibilização e mobilização das populações, assim como para a adopção de políticas de prevenção. Ajudem a aplicar a lei relativa à limpeza da floresta e a promover a criação de pequenas empresas de limpeza florestal mas, por razões eleitorais e pelo hábito de se encostarem ao orçamento do Estado, pouco fazem nessa matéria. Mas não me peçam mais dinheiro!
Era bom que se fizesse um balanço sobre tudo isto…
quarta-feira, 30 de março de 2011
terça-feira, 29 de março de 2011
Pritzker 2011
O arquitecto Eduardo Souto de Moura, natural do Porto e com 58 anos de idade, foi distinguido com o prémio Pritzker 2011, o maior galardão mundial na área da arquitectura, sendo habitualmente considerado o Prémio Nobel da Arquitectura.
O prémio foi instituído em 1979 nos Estados Unidos pela Fundação Hyatt para distinguir um arquitecto vivo, cuja obra combine qualidade, talento e boa integração no espaço envolvente. É a segunda vez que um arquitecto português vence este galardão, depois do arquitecto Álvaro Siza Vieira ter sido o escolhido em 1992, sendo de salientar que só os Estados Unidos, o Japão e o Reino Unido tiveram até agora mais arquitectos premiados do que Portugal.
A obra de Eduardo Souto de Moura que o Pritzker 2011 distinguiu, está dispersa por Portugal, Itália, Alemanha, Áustria e Reino Unido e, de entre os projectos que criou, destacam-se o Mercado Municipal de Braga, a ponte Dell'Accademia, em Veneza, a reconversão do Convento de Santa Maria do Bouro, em Amares, e, aquele que sempre refere como o seu projecto favorito: o Estádio Municipal de Braga.
No período que atravessamos, cheio de dificuldades e de incertezas, esta distinção é o reconhecimento do valor da arquitectura portuguesa, mas também é mais um sinal de que na sociedade civil existe muita inteligência e muito talento que é necessário mobilizar.
O prémio foi instituído em 1979 nos Estados Unidos pela Fundação Hyatt para distinguir um arquitecto vivo, cuja obra combine qualidade, talento e boa integração no espaço envolvente. É a segunda vez que um arquitecto português vence este galardão, depois do arquitecto Álvaro Siza Vieira ter sido o escolhido em 1992, sendo de salientar que só os Estados Unidos, o Japão e o Reino Unido tiveram até agora mais arquitectos premiados do que Portugal.
A obra de Eduardo Souto de Moura que o Pritzker 2011 distinguiu, está dispersa por Portugal, Itália, Alemanha, Áustria e Reino Unido e, de entre os projectos que criou, destacam-se o Mercado Municipal de Braga, a ponte Dell'Accademia, em Veneza, a reconversão do Convento de Santa Maria do Bouro, em Amares, e, aquele que sempre refere como o seu projecto favorito: o Estádio Municipal de Braga.
No período que atravessamos, cheio de dificuldades e de incertezas, esta distinção é o reconhecimento do valor da arquitectura portuguesa, mas também é mais um sinal de que na sociedade civil existe muita inteligência e muito talento que é necessário mobilizar.
segunda-feira, 28 de março de 2011
Ilha do Pico
No grupo central do arquipélago dos Açores, situam-se as ilhas do Pico, Faial e S. Jorge, cujo conjunto é conhecido por “ilhas do Triângulo”.
Neste conjunto destaca-se a ilha do Pico que é a segunda maior ilha dos Açores e que exibe a mais alta montanha de Portugal. Raul Brandão, que visitou os Açores em 1924, não lhe resistiu esteticamente e na sua famosa obra “As Ilhas Desconhecidas”, escreveu:
“O Pico é a mais bela, a mais extraordinária ilha dos Açores, duma beleza que só a ela pertence, duma cor admirável e com um estranho poder de atracção. É mais que uma ilha – é uma estátua erguida até ao céu e moldada pelo fogo”.
Raul Brandão entusiasmou-se, porque o Pico tem ciclos muito distintos.
No Inverno a ilha é rodeada por mares encapelados e tempestuosos, sendo marcada por dias sombrios e neblinas espessas, chuvas intensas e ventanias atlânticas.
Depois, quando chega a Primavera, inicia-se um novo ciclo de vida, com a paisagem natural a transformar-se com a exuberância verde das pastagens e dos arvoredos, com a neve da alta montanha a desaparecer e com as actividades a surgir com uma renovada energia.
Mais tarde, chegará o Verão e com ele uma paisagem particularmente atraente, com um mar azul apelativo, as bermas das estradas floridas de hortênsias, uma luminosidade intensa, muitas festas e romarias, muitos visitantes e muita vida.
O Pico tem todos estes ciclos bem marcados e sempre sugestivos. Eu gosto de todos eles e, por isso, por lá passei com satisfação no início desta Primavera.
Neste conjunto destaca-se a ilha do Pico que é a segunda maior ilha dos Açores e que exibe a mais alta montanha de Portugal. Raul Brandão, que visitou os Açores em 1924, não lhe resistiu esteticamente e na sua famosa obra “As Ilhas Desconhecidas”, escreveu:
“O Pico é a mais bela, a mais extraordinária ilha dos Açores, duma beleza que só a ela pertence, duma cor admirável e com um estranho poder de atracção. É mais que uma ilha – é uma estátua erguida até ao céu e moldada pelo fogo”.
Raul Brandão entusiasmou-se, porque o Pico tem ciclos muito distintos.
No Inverno a ilha é rodeada por mares encapelados e tempestuosos, sendo marcada por dias sombrios e neblinas espessas, chuvas intensas e ventanias atlânticas.
Depois, quando chega a Primavera, inicia-se um novo ciclo de vida, com a paisagem natural a transformar-se com a exuberância verde das pastagens e dos arvoredos, com a neve da alta montanha a desaparecer e com as actividades a surgir com uma renovada energia.
Mais tarde, chegará o Verão e com ele uma paisagem particularmente atraente, com um mar azul apelativo, as bermas das estradas floridas de hortênsias, uma luminosidade intensa, muitas festas e romarias, muitos visitantes e muita vida.
O Pico tem todos estes ciclos bem marcados e sempre sugestivos. Eu gosto de todos eles e, por isso, por lá passei com satisfação no início desta Primavera.
domingo, 27 de março de 2011
A chata borralheira
O cromo que hoje apresento nasceu de um emocionante conto de fadas.
Eu conto: era uma vez uma menina que vivia numa pequena cidade do Oeste, onde foi rainha das Vindimas. Embora não tivesse acabado o seu curso de Direito, entrou na televisão pública como soldado raso, isto é, como locutora de continuidade. Até adoptou um pseudónimo para vingar, porque o seu verdadeiro nome não lhe servia.
Foi o princípio do sonho. Tinha algum talento. Era sabidona e atrevida. Foi cantora. Fez rádio. Depois entrou na informação. A política e a ambição juntaram-se e foi eleita deputada. Tudo isto numa dúzia de anos!
Com tão promissora ascensão, mudou de estação e tornou-se pivot do diário informativo da TVI, então de formato sensacionalista e que era realizado por gente que fazia da informação uma coisa indigna e degradante. Ela era o rosto desse espectáculo. Dava as “nutícias”. Dava palpites. Humilhava quem queria, sem qualquer pudor. Indecentemente.
Era a concretização de um sonho de fadas, a vingança da menina que vivia numa pequena cidade do Oeste e a quem uma fada protegera com a sua varinha mágica. O poder subiu-lhe à cabeça. Até encontrou um príncipe encantado à porta do estúdio. Julgou-se uma cinderela, mas não passava de uma vulgar chata borralheira!
Até que surgiu alguém que lhe fez frente e em directo. Foi um acontecimento histórico que o youtube ainda regista. Virou-se o feitiço contra o feiticeiro.
Alguns meses depois, foi posta na rua.
Eu conto: era uma vez uma menina que vivia numa pequena cidade do Oeste, onde foi rainha das Vindimas. Embora não tivesse acabado o seu curso de Direito, entrou na televisão pública como soldado raso, isto é, como locutora de continuidade. Até adoptou um pseudónimo para vingar, porque o seu verdadeiro nome não lhe servia.
Foi o princípio do sonho. Tinha algum talento. Era sabidona e atrevida. Foi cantora. Fez rádio. Depois entrou na informação. A política e a ambição juntaram-se e foi eleita deputada. Tudo isto numa dúzia de anos!
Com tão promissora ascensão, mudou de estação e tornou-se pivot do diário informativo da TVI, então de formato sensacionalista e que era realizado por gente que fazia da informação uma coisa indigna e degradante. Ela era o rosto desse espectáculo. Dava as “nutícias”. Dava palpites. Humilhava quem queria, sem qualquer pudor. Indecentemente.
Era a concretização de um sonho de fadas, a vingança da menina que vivia numa pequena cidade do Oeste e a quem uma fada protegera com a sua varinha mágica. O poder subiu-lhe à cabeça. Até encontrou um príncipe encantado à porta do estúdio. Julgou-se uma cinderela, mas não passava de uma vulgar chata borralheira!
Até que surgiu alguém que lhe fez frente e em directo. Foi um acontecimento histórico que o youtube ainda regista. Virou-se o feitiço contra o feiticeiro.
Alguns meses depois, foi posta na rua.
O efeito dominó
Quando um jornal europeu e, neste caso espanhol, chama Portugal à sua primeira página, então é porque o assunto é muito importante para a Espanha, para a Europa e, naturalmente, para Portugal.
Trata-se do problema do défice e da dívida portuguesas que a edição do ABC salienta, devido às crescentes dificuldades para controlar essas variáveis. Desde há muito tempo que um problema português não suscitava tanto interesse na Europa. É que, apesar da economia portuguesa representar apenas cerca de 2% da economia europeia, o problema não é exclusivamente português e tem a ver com a crise europeia. De forma semelhante ao que se dizia em 1975, também Merkel, Sarkozy e Barroso não estão preocupados, agora, com o que se passa junto ao Tejo, mas sobretudo com aquilo que se pode vir a passar junto dos rios deles.
Perante a crise financeira portuguesa, há muitas vozes, interna e internacionalmente, que sugerem que Portugal recorra à ajuda externa para satisfazer os seus compromissos e necessidades de financiamento, através do BCE e do FMI. Assim fizeram a Grécia e a Irlanda. Porém, outras vozes, incluindo a do Primeiro-Ministro demissionário e de outros líderes europeus, consideram que esse caminho representa a entrada num perigoso ciclo, se os países europeus passarem a recorrer à ajuda externa sempre que surgirem dificuldades.
É o chamado efeito dominó em que, um após outro, cada país cairá nas garras do FMI e das suas severas regras. É este efeito que os países do Euro querem travar em defesa da moeda única. Daí o inequívoco apoio que as instituições e os líderes europeus expressaram, para que Portugal seja o primeiro país a resistir e não o terceiro país a cair na armadilha do FMI. Durante as próximas semanas será à volta desta problemática que muito se falará em Portugal.
Trata-se do problema do défice e da dívida portuguesas que a edição do ABC salienta, devido às crescentes dificuldades para controlar essas variáveis. Desde há muito tempo que um problema português não suscitava tanto interesse na Europa. É que, apesar da economia portuguesa representar apenas cerca de 2% da economia europeia, o problema não é exclusivamente português e tem a ver com a crise europeia. De forma semelhante ao que se dizia em 1975, também Merkel, Sarkozy e Barroso não estão preocupados, agora, com o que se passa junto ao Tejo, mas sobretudo com aquilo que se pode vir a passar junto dos rios deles.
Perante a crise financeira portuguesa, há muitas vozes, interna e internacionalmente, que sugerem que Portugal recorra à ajuda externa para satisfazer os seus compromissos e necessidades de financiamento, através do BCE e do FMI. Assim fizeram a Grécia e a Irlanda. Porém, outras vozes, incluindo a do Primeiro-Ministro demissionário e de outros líderes europeus, consideram que esse caminho representa a entrada num perigoso ciclo, se os países europeus passarem a recorrer à ajuda externa sempre que surgirem dificuldades.
É o chamado efeito dominó em que, um após outro, cada país cairá nas garras do FMI e das suas severas regras. É este efeito que os países do Euro querem travar em defesa da moeda única. Daí o inequívoco apoio que as instituições e os líderes europeus expressaram, para que Portugal seja o primeiro país a resistir e não o terceiro país a cair na armadilha do FMI. Durante as próximas semanas será à volta desta problemática que muito se falará em Portugal.
sábado, 26 de março de 2011
Small is beautiful
A cidade da Horta é, do ponto de vista paisagístico, uma das mais atraentes cidades portuguesas. Localizada na costa sul da ilha do Faial, estende-se em anfiteatro sobre uma baía enquadrada pelo morro da Espalamaca e pelo Monte da Guia, tendo o mar azul do canal do Faial e a montanha da ilha do Pico a servirem-lhe de pano de fundo.
É uma cidade pequena mas cheia de histórias, de memórias e de vida, que vão desde os tempos de Cumberland e Drake e dos seus ataques à navegação das Índias, até aos tempos mais recentes da actividade baleeira, dos cabos submarinos e dos hidroaviões que cruzavam o Atlântico, sem esquecer as crises sísmicas e vulcânicas. Dela se pode dizer, apropriadamente, que small is beautiful.
Apesar de possuir algumas modernas infra-estruturas, como por exemplo o edifício que alberga a Assembleia Regional, a cidade conserva a sua estrutura urbana tradicional, com belos edifícios com varandas, muitas calçadas e passeios com bonitos empedrados, alguns jardins bem tratados e várias peças de arquitectura religiosa e militar.
A cidade e a sua marina são uma escala e, também, um ex-libris para a navegação de recreio que atravessa o Atlântico, proporcionando sempre imagens de grande beleza. Por vezes parece que o tempo parou na cidade, sobretudo no Inverno, mas é um equívoco que o Verão esclarece.
A Horta é uma cidade cosmopolita e com carisma. É sempre com entusiasmo e interesse que, desde há mais de quarenta anos, a visito e a percorro.
É uma cidade pequena mas cheia de histórias, de memórias e de vida, que vão desde os tempos de Cumberland e Drake e dos seus ataques à navegação das Índias, até aos tempos mais recentes da actividade baleeira, dos cabos submarinos e dos hidroaviões que cruzavam o Atlântico, sem esquecer as crises sísmicas e vulcânicas. Dela se pode dizer, apropriadamente, que small is beautiful.
Apesar de possuir algumas modernas infra-estruturas, como por exemplo o edifício que alberga a Assembleia Regional, a cidade conserva a sua estrutura urbana tradicional, com belos edifícios com varandas, muitas calçadas e passeios com bonitos empedrados, alguns jardins bem tratados e várias peças de arquitectura religiosa e militar.
A cidade e a sua marina são uma escala e, também, um ex-libris para a navegação de recreio que atravessa o Atlântico, proporcionando sempre imagens de grande beleza. Por vezes parece que o tempo parou na cidade, sobretudo no Inverno, mas é um equívoco que o Verão esclarece.
A Horta é uma cidade cosmopolita e com carisma. É sempre com entusiasmo e interesse que, desde há mais de quarenta anos, a visito e a percorro.
sexta-feira, 25 de março de 2011
Cegueira política
O primeiro Ministro de Portugal decidiu apresentar a sua demissão ao Presidente da República, na sequência de uma votação em que a maioria da Assembleia da República rejeitou a proposta governamental de medidas adicionais, visando a redução do défice público e do endividamento do Estado.
Esse facto, ocorrido na véspera do início da Cimeira da Primavera, foi chamado à primeira página de inúmeros jornais portugueses e estrangeiros, porque pode significar uma grave crise política em Portugal, mas também porque pode gerar contágios em países como a Espanha, a Itália e a Bélgica e, consequentemente, na moeda única e na própria economia europeia.
Para o governo, a aprovação destas medidas, vulgarmente designadas por PEC 4, era um elemento essencial para assegurar a confiança dos mercados financeiros e para garantir a correcção estrutural do défice e da dívida pública portuguesas.
Para a oposição, as medidas propostas eram demasiado gravosas para a população de menores rendimentos e a forma como foi conduzida a sua apresentação foram consideradas desleais e feriram a sua confiança no governo.
As linhas gerais desse programa já tinham sido apresentadas e tinham merecido o apoio do Banco Central Europeu e da Comissão Europeia, mas foi exactamente essa apresentação sem prévia discussão, que despoletou a situação de crispação entre o governo e a oposição e a demissão do Primeiro Ministro.
Agora, o cenário mais provável são eleições antecipadas, embora até lá se agravem dramaticamente as condições de financiamento e a credibilidade internacional do nosso país. Mas certamente que, nesta grave emergência, haveria outras soluções democráticas se os principais agentes políticos, incluindo os partidos políticos, se tivessem empenhado como o interesse nacional exigia.
Sinto-me defraudado e pergunto-me como é possível, tanto egoísmo e tanta cegueira política.
Esse facto, ocorrido na véspera do início da Cimeira da Primavera, foi chamado à primeira página de inúmeros jornais portugueses e estrangeiros, porque pode significar uma grave crise política em Portugal, mas também porque pode gerar contágios em países como a Espanha, a Itália e a Bélgica e, consequentemente, na moeda única e na própria economia europeia.
Para o governo, a aprovação destas medidas, vulgarmente designadas por PEC 4, era um elemento essencial para assegurar a confiança dos mercados financeiros e para garantir a correcção estrutural do défice e da dívida pública portuguesas.
Para a oposição, as medidas propostas eram demasiado gravosas para a população de menores rendimentos e a forma como foi conduzida a sua apresentação foram consideradas desleais e feriram a sua confiança no governo.
As linhas gerais desse programa já tinham sido apresentadas e tinham merecido o apoio do Banco Central Europeu e da Comissão Europeia, mas foi exactamente essa apresentação sem prévia discussão, que despoletou a situação de crispação entre o governo e a oposição e a demissão do Primeiro Ministro.
Agora, o cenário mais provável são eleições antecipadas, embora até lá se agravem dramaticamente as condições de financiamento e a credibilidade internacional do nosso país. Mas certamente que, nesta grave emergência, haveria outras soluções democráticas se os principais agentes políticos, incluindo os partidos políticos, se tivessem empenhado como o interesse nacional exigia.
Sinto-me defraudado e pergunto-me como é possível, tanto egoísmo e tanta cegueira política.
segunda-feira, 21 de março de 2011
Começou como caixa e encaixou-se!
Um cromo topo de gama, cuja meteórica carreira o levou da caixa de uma agência bancária em Mogadouro, até à administração da Caixa. Encaixou-me a preceito e, na capital, passou pela política até chegar ao capital.
Entrou na política muito cedo e por vocação. Nunca fez outra coisa. Alimentou-se da política. Subiu a escada do sucesso político. Aos 30 anos foi deputado e vice-presidente do seu grupo parlamentar. Depois foi Secretário de Estado e chegou a Ministro. Deslumbrou-se e meteu-se em sarilhos. Teve que se demitir devido a alegadas irregularidades cometidas pela Fundação para a Prevenção e Segurança, que fundara em 1999, mas foi quando abandonou o seu cargo político que viu a sua vida financeira prosperar.
Em Chelas carimbou uma rápida licenciatura, na versão simplex. E progrediu socialmente. No Alentejo comprou uma confortável casinha. E progrediu economicamente.
Já licenciado com um canudo em Relações Internacionais, voltou à Caixa que muito carecia da experiência e do saber do seu antigo caixa. Se como caixa tinha enfrentado a clientela, com a entrada na Caixa passou a fazer parte da clientela.
Saiu com uma licença sem vencimento e com uma promoção ao mais nível. Foi para o BCP, o que lhe rendeu muito mais dinheiro em salários e indemnizações, além de lhe engordar o tempo de reforma. Voltou a meter-se em sarilhos. Emigrou e agora dedica-se aos cimentos.
Tem feito muita coisa ao longo da vida, com muitos tachos, amigos, habilidades, espertezas e falcatruas. Soube sempre encaixar-se muito bem!
Entrou na política muito cedo e por vocação. Nunca fez outra coisa. Alimentou-se da política. Subiu a escada do sucesso político. Aos 30 anos foi deputado e vice-presidente do seu grupo parlamentar. Depois foi Secretário de Estado e chegou a Ministro. Deslumbrou-se e meteu-se em sarilhos. Teve que se demitir devido a alegadas irregularidades cometidas pela Fundação para a Prevenção e Segurança, que fundara em 1999, mas foi quando abandonou o seu cargo político que viu a sua vida financeira prosperar.
Em Chelas carimbou uma rápida licenciatura, na versão simplex. E progrediu socialmente. No Alentejo comprou uma confortável casinha. E progrediu economicamente.
Já licenciado com um canudo em Relações Internacionais, voltou à Caixa que muito carecia da experiência e do saber do seu antigo caixa. Se como caixa tinha enfrentado a clientela, com a entrada na Caixa passou a fazer parte da clientela.
Saiu com uma licença sem vencimento e com uma promoção ao mais nível. Foi para o BCP, o que lhe rendeu muito mais dinheiro em salários e indemnizações, além de lhe engordar o tempo de reforma. Voltou a meter-se em sarilhos. Emigrou e agora dedica-se aos cimentos.
Tem feito muita coisa ao longo da vida, com muitos tachos, amigos, habilidades, espertezas e falcatruas. Soube sempre encaixar-se muito bem!
Um tiro no escuro?
No dia 19 de Março, aviões franceses e ingleses iniciaram operações de bombardeamento sobre diversas cidades líbias, a fim de destruir blindados e diversas instalações antiaéreas e de comunicações, enquanto navios americanos e britânicos dispararam 124 mísseis de cruzeiro Tomahawk contra alvos militares do regime líbio. Estas acções resultam da aplicação de uma Resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas que autoriza o estabelecimento de uma zona de exclusão aérea no leste da Líbia, destinada a assegurar a protecção das populações civis dos ataques das forças do regime do coronel Kadhafi. Porém, a acção militar não se tem destinado apenas a impedir que a aviação líbia se movimente porque, de facto, tem obrigado as forças de Kadhafi a recuar no terreno, sobretudo na área de Benghazi, a segunda maior cidade do país.
Esta acção militar não tem apoios unânimes. A Alemanha não a apoia, a Rússia e a China já se demarcaram dela e a Liga Árabe considera que o que está a acontecer é um ataque maciço e desproporcionado, que ultrapassa o espírito da Resolução da ONU.
Os Estados Unidos e os seus aliados reagem à arrogância, à tirania e às ameaças do regime de Kadhafi, com quem até há pouco conviviam com alguma intimidade, mas a acção militar dos falcões pode ser um tiro no escuro. De facto, este tipo de acções acontece onde há tiranos e petróleo, mas não acontece onde há tiranos sem petróleo. Depois das lições do Iraque e do Afeganistão, será que temos um novo imbróglio, agora aqui bem perto? E o que se passará com os interesses portugueses na Líbia, designadamente com as empresas de construção e os investimentos do BES e da Cabelte?
Esta acção militar não tem apoios unânimes. A Alemanha não a apoia, a Rússia e a China já se demarcaram dela e a Liga Árabe considera que o que está a acontecer é um ataque maciço e desproporcionado, que ultrapassa o espírito da Resolução da ONU.
Os Estados Unidos e os seus aliados reagem à arrogância, à tirania e às ameaças do regime de Kadhafi, com quem até há pouco conviviam com alguma intimidade, mas a acção militar dos falcões pode ser um tiro no escuro. De facto, este tipo de acções acontece onde há tiranos e petróleo, mas não acontece onde há tiranos sem petróleo. Depois das lições do Iraque e do Afeganistão, será que temos um novo imbróglio, agora aqui bem perto? E o que se passará com os interesses portugueses na Líbia, designadamente com as empresas de construção e os investimentos do BES e da Cabelte?
sábado, 19 de março de 2011
Todos à rasca
A situação económico-financeira portuguesa tem-se deteriorado ao longo dos últimos anos e as principais variáveis dessa realidade são o défice público, a dívida externa e o crescimento económico.
Porém, não é necessário conhecer os respectivos indicadores para percebermos como as coisas estão porque, como escreveu Sophia, “vemos, ouvimos e lemos, não podemos ignorar”.
Quanto ao Estado, todos sabemos como se gasta “à tripa forra” e todos conhecemos situações de despesismo, tráfico de influências, clientelismo, favorecimento, corrupção e incompetência. É chocante ver como muitos dos seus agentes abdicaram do dever do serviço público. Estão lá de pedra e cal. Servem-se e governam-se.
Quanto às Famílias, também conhecemos como vivem e como se queixam, apesar de muito novo-riquismo, dos carros novos, das viagens de férias para destinos exóticos, dos consumos supérfluos, do endividamento e de tantos casos de surpreendente enriquecimento.
A situação tem-se degradado continuadamente e as desigualdades sociais acentuam-se. A classe política anda muito distraída nas suas discussões redondas e estéreis. Os seus interesses e egoísmos têm bloqueado as respostas necessárias, que implicam sempre menos despesa e mais poupança do Estado e das Famílias. Ora isso representa a necessidade de mudar de vida. E, aparentemente, nem o Estado, nem as Famílias, querem mudar de vida. E reagem.
À classe política e aos seus agentes há que exigir bons exemplos e boas práticas. A arte para mobilizar os portugueses. A coragem para travar os exageros. A humildade para servirem o país. O imperativo para pensarem no que nos une e para desvalorizarem aquilo que nos separa. Consensos. Acordos. Coligações. Acção convergente e comum. É que o momento é muito grave.
Por isso, como titulava a Visão, os grandes protagonistas da nossa vida política estão “todos à rasca”.
Porém, não é necessário conhecer os respectivos indicadores para percebermos como as coisas estão porque, como escreveu Sophia, “vemos, ouvimos e lemos, não podemos ignorar”.
Quanto ao Estado, todos sabemos como se gasta “à tripa forra” e todos conhecemos situações de despesismo, tráfico de influências, clientelismo, favorecimento, corrupção e incompetência. É chocante ver como muitos dos seus agentes abdicaram do dever do serviço público. Estão lá de pedra e cal. Servem-se e governam-se.
Quanto às Famílias, também conhecemos como vivem e como se queixam, apesar de muito novo-riquismo, dos carros novos, das viagens de férias para destinos exóticos, dos consumos supérfluos, do endividamento e de tantos casos de surpreendente enriquecimento.
A situação tem-se degradado continuadamente e as desigualdades sociais acentuam-se. A classe política anda muito distraída nas suas discussões redondas e estéreis. Os seus interesses e egoísmos têm bloqueado as respostas necessárias, que implicam sempre menos despesa e mais poupança do Estado e das Famílias. Ora isso representa a necessidade de mudar de vida. E, aparentemente, nem o Estado, nem as Famílias, querem mudar de vida. E reagem.
À classe política e aos seus agentes há que exigir bons exemplos e boas práticas. A arte para mobilizar os portugueses. A coragem para travar os exageros. A humildade para servirem o país. O imperativo para pensarem no que nos une e para desvalorizarem aquilo que nos separa. Consensos. Acordos. Coligações. Acção convergente e comum. É que o momento é muito grave.
Por isso, como titulava a Visão, os grandes protagonistas da nossa vida política estão “todos à rasca”.
quinta-feira, 17 de março de 2011
O novo Museu dos Coches
As obras do novo Museu dos Coches em Lisboa prosseguem e a sua conclusão deverá acontecer no final de 2011.
Depois da sede da Fundação Champalimaud, concebida por Charles Corrêa, um arquitecto indiano de origem goesa, o novo Museu dos Coches também é da autoria de um reputado arquitecto estrangeiro. Trata-se de Paulo Mendes da Rocha, um arquitecto brasileiro que já foi galardoado com o Prémio Pritzker, o chamado Nobel da Arquitectura. É o seu primeiro trabalho em Portugal, tem um custo estimado de 38 milhões de euros e o seu financiamento resulta das contrapartidas da instalação do Casino de Lisboa.
O Museu dos Coches, que é o museu mais visitado do país, passará a ter dois pólos em Belém: um continuará nas suas actuais instalações - o antigo picadeiro do Palácio de Belém – e o outro ficará no novo edifício, que foi concebido de forma a assegurar a fruição pública dos espaços envolventes, ficando levantado do chão e assente em pouquíssimos pilares, quase "a flutuar".
O novo edifício, que como sempre sucede, levantou polémicas museológicas, arquitectónicas e urbanísticas, constituirá um novo pólo de dinamização da área turística e cultural de Belém. A par de edifícios históricos como o Mosteiro dos Jerónimos e a Torre de Belém, a zona de Belém também exibe modernas peças arquitectónicas de referência, como são o Centro Cultural de Belém, a Fundação Champalimaud e, em breve, o novo Museu dos Coches.
segunda-feira, 14 de março de 2011
Sempre a somar!
Apresento hoje o 8º cromo da minha colecção - um verdadeiro meteoro na sua ascensão política e, sobretudo, na rapidez com que acumulou riqueza.
Andou no seminário, mas não era essa a sua vocação. Por isso veio da serra para a cidade, entrou na política, tornou-se um barão no seu partido e, com 36 anos de idade, chegou a ministro.
Esteve 8 anos no governo. Viu muita coisa. Aprendeu. Deslumbrou-se. Em 1995 deixou de ser ministro e, mais tarde, declarou que "quando saí da política não tinha dinheiro nenhum", mas em 1991 já tinha comprado e remodelado uma vivenda no Estoril, por 150 mil contos. A origem do dinheiro para a compra e obras foi então questionada pelo jornal "Expresso". Como poderia um modesto vencimento de governante e de advogado em part-time suportar tamanho luxo?
Não procurou emprego nas páginas de anúncios, nem mandou currículos para as empresas. Os amigos arranjaram-lhe emprego. Chegou rapidamente à SLN e ao BPN. Aquilo é que foi festa. Sempre a somar!
Seis anos depois, só com os negócios do BPN, parece que tinha ganho 8 milhões de euros. Estava rico e poderoso. Influente. Aquele carro... Continuou com os negócios e internacionalizou-os em Porto Rico e Marrocos. O deslumbramento continuou. Foi somando. Quando o barco do BPN começou a meter água, foi um dos primeiros a abandoná-lo, reconhecendo que, desde que deixou o governo, tinha ganho muito dinheiro.
Tinha sido deputado em 5 legislaturas e membro do Conselho de Estado, mas foi o BPN que o fez assim…
Agora pagamos nós os milhões que os abutres e os trafulhas comeram no BPN, mas o cromo está de férias em Cabo Verde.
Andou no seminário, mas não era essa a sua vocação. Por isso veio da serra para a cidade, entrou na política, tornou-se um barão no seu partido e, com 36 anos de idade, chegou a ministro.
Esteve 8 anos no governo. Viu muita coisa. Aprendeu. Deslumbrou-se. Em 1995 deixou de ser ministro e, mais tarde, declarou que "quando saí da política não tinha dinheiro nenhum", mas em 1991 já tinha comprado e remodelado uma vivenda no Estoril, por 150 mil contos. A origem do dinheiro para a compra e obras foi então questionada pelo jornal "Expresso". Como poderia um modesto vencimento de governante e de advogado em part-time suportar tamanho luxo?
Não procurou emprego nas páginas de anúncios, nem mandou currículos para as empresas. Os amigos arranjaram-lhe emprego. Chegou rapidamente à SLN e ao BPN. Aquilo é que foi festa. Sempre a somar!
Seis anos depois, só com os negócios do BPN, parece que tinha ganho 8 milhões de euros. Estava rico e poderoso. Influente. Aquele carro... Continuou com os negócios e internacionalizou-os em Porto Rico e Marrocos. O deslumbramento continuou. Foi somando. Quando o barco do BPN começou a meter água, foi um dos primeiros a abandoná-lo, reconhecendo que, desde que deixou o governo, tinha ganho muito dinheiro.
Tinha sido deputado em 5 legislaturas e membro do Conselho de Estado, mas foi o BPN que o fez assim…
Agora pagamos nós os milhões que os abutres e os trafulhas comeram no BPN, mas o cromo está de férias em Cabo Verde.
Muito maus exemplos!
O Diário de Notícias informa hoje que, no corrente ano de 2011, as despesas com pessoal da Assembleia da República aumentam 2,2 milhões de euros.
Lê-se e quase não se acredita. Embora, no corrente ano, estejam orçamentados cortes em deslocações e estadas, publicidade, estudos, pareceres, exposições, livros, material de escritório, entre outros, há outros gastos que não sofreram contenção e vão mesmo aumentar. São valores relacionados com despesas de pessoal, transportes e subvenções dos grupos parlamentares. A subida mais acentuada é nos gastos de pessoal que, segundo o Diário de Notícias, passou de 49 milhões em 2010 para 51 milhões em 2011.
Lemos isto e ficamos estupefactos. Os cidadãos políticos deviam dar o exemplo. Mas são politicamente vulgares, desonestos, gananciosos e ignorantes.
Nesse aspecto Ele tinha razão: “Muitos dos nossos agentes políticos não conhecem o país real, só conhecem um país virtual e mediático”.
Os limites do bom senso estão ultrapassados. Os sacrifícios têm que ser para todos. Com estes maus exemplos não sairemos desta situação!
Lê-se e quase não se acredita. Embora, no corrente ano, estejam orçamentados cortes em deslocações e estadas, publicidade, estudos, pareceres, exposições, livros, material de escritório, entre outros, há outros gastos que não sofreram contenção e vão mesmo aumentar. São valores relacionados com despesas de pessoal, transportes e subvenções dos grupos parlamentares. A subida mais acentuada é nos gastos de pessoal que, segundo o Diário de Notícias, passou de 49 milhões em 2010 para 51 milhões em 2011.
Lemos isto e ficamos estupefactos. Os cidadãos políticos deviam dar o exemplo. Mas são politicamente vulgares, desonestos, gananciosos e ignorantes.
Nesse aspecto Ele tinha razão: “Muitos dos nossos agentes políticos não conhecem o país real, só conhecem um país virtual e mediático”.
Os limites do bom senso estão ultrapassados. Os sacrifícios têm que ser para todos. Com estes maus exemplos não sairemos desta situação!
Crónica de uma Travessia
Crónica de uma Travessia – A Época do Ai-Dik-Funam foi publicado em 1997, quando ainda se combatia nas montanhas de Timor contra o invasor indonésio e o futuro era incerto, tendo sido reeditado em 2010.
O seu autor – Luís Cardoso – nasceu em Cailaco, na parte ocidental da ilha de Timor, onde viveu até 1979. Nesse ano, com 20 anos de idade, partiu para o exílio em Lisboa, prosseguiu os seus estudos e licenciou-se em Silvicultura. Entre 1992 e 1996 assumiu o cargo de representante em Portugal do Conselho Nacional da Resistência Maubere.
É considerado o primeiro romancista.timorense.
A Crónica de uma Travessia é um registo biográfico sob a forma de crónica ou de romance, constituindo uma narrativa muito interessante em que aparecem acontecimentos e protagonistas que fizeram a história recente de Timor. Li-o com muito interesse e relembrei muitos dos lugares daquela ilha, que conheci antes e depois da independência.
Num país com cerca de 3 dezenas de línguas, a recuperação do português como língua de coesão política e cultural, facilita a comunicação entre os falantes de diversos idiomas locais e torna-se um sinal distintivo, quer do inglês da Austrália, quer do bahasa da Indonésia.
A Crónica de uma Travessia é um contributo para a recuperação da língua portuguesa em Timor e um primeiro passo para a construção de uma literatura timorense de expressão portuguesa.
O seu autor – Luís Cardoso – nasceu em Cailaco, na parte ocidental da ilha de Timor, onde viveu até 1979. Nesse ano, com 20 anos de idade, partiu para o exílio em Lisboa, prosseguiu os seus estudos e licenciou-se em Silvicultura. Entre 1992 e 1996 assumiu o cargo de representante em Portugal do Conselho Nacional da Resistência Maubere.
É considerado o primeiro romancista.timorense.
A Crónica de uma Travessia é um registo biográfico sob a forma de crónica ou de romance, constituindo uma narrativa muito interessante em que aparecem acontecimentos e protagonistas que fizeram a história recente de Timor. Li-o com muito interesse e relembrei muitos dos lugares daquela ilha, que conheci antes e depois da independência.
Num país com cerca de 3 dezenas de línguas, a recuperação do português como língua de coesão política e cultural, facilita a comunicação entre os falantes de diversos idiomas locais e torna-se um sinal distintivo, quer do inglês da Austrália, quer do bahasa da Indonésia.
A Crónica de uma Travessia é um contributo para a recuperação da língua portuguesa em Timor e um primeiro passo para a construção de uma literatura timorense de expressão portuguesa.
sábado, 12 de março de 2011
Tsunami no Japão
Estão decorridas 24 horas sobre o violento terramoto que aconteceu no Japão, a que se seguiu um maremoto ou, como ultimamente se diz, um tsunami.
As impressionantes imagens dos efeitos desse fenómeno continuam a chegar-nos a casa em tempo real.
O terramoto de Dezembro de 2004 na região da ilha de Samatra e o catastrófico tsunami que se lhe seguiu no oceano Índico, trouxeram ao conhecimento comum um fenómeno natural quase desconhecido, que teve repercussão mundial devido às chocantes imagens que a comunicação global divulgou.
A enorme tragédia que agora se abateu sobre o Japão, cujas imagens também nos chegam com dramatismo e brutalidade semelhantes às que se verificaram em 2004, mostram como os homens, a sociedade, a tecnologia e o progresso são demasiado vulneráveis às forças da natureza que, como escreveu o poeta António Gedeão, “nunca ninguém as venceu”.
Estas tragédias, ocorridas em tão distantes longitudes, chocam-nos e não nos deixam indiferentes. É uma das facetas da moderna globalização.
As impressionantes imagens dos efeitos desse fenómeno continuam a chegar-nos a casa em tempo real.
O terramoto de Dezembro de 2004 na região da ilha de Samatra e o catastrófico tsunami que se lhe seguiu no oceano Índico, trouxeram ao conhecimento comum um fenómeno natural quase desconhecido, que teve repercussão mundial devido às chocantes imagens que a comunicação global divulgou.
A enorme tragédia que agora se abateu sobre o Japão, cujas imagens também nos chegam com dramatismo e brutalidade semelhantes às que se verificaram em 2004, mostram como os homens, a sociedade, a tecnologia e o progresso são demasiado vulneráveis às forças da natureza que, como escreveu o poeta António Gedeão, “nunca ninguém as venceu”.
Estas tragédias, ocorridas em tão distantes longitudes, chocam-nos e não nos deixam indiferentes. É uma das facetas da moderna globalização.
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