No prosseguimento
da sua política de MAGA (Make America
Great Again) o presidente Donald Trump parece apostado em concretizar
muitas das medidas que anunciou em campanha eleitoral, nas quais poucos
acreditaram. No campo da política internacional destacam-se os apetites sobre
os recursos naturais da Gronelândia e da Ucrânia, enquanto no campo do
fortalecimento da economia americana a aposta parece centrar-se na produção
interna de muitos bens que até agora eram importados. Na política económica não
é mais do que a conhecida política de substituição de importações, que passa
pela redução das importações e pelo estímulo à produção nacional, inclusive
através do investimento estrangeiro nos Estados Unidos.
Enquanto prepara
estas medidas - que podem ter efeitos muito perversos porque as economias são
demasiado interdependentes - o DT vai avançando com “provocações ao Canadá e ao
México” e com a prometida deportação de emigrantes ilegais que já ultrapassou
as cem mil pessoas. Ontem, através de uma ordem executiva, o DT decretou uma
guerra comercial ao mundo, ao aumentar em 10% as tarifas alfandegárias sobre os
produtos importados pelos Estados Unidos, embora haja excepções mais gravosas, como a importação de automóveis europeus que passa a ter uma tarifa de 25%.
A fotografia do
DT aparece nas primeiras páginas da imprensa de todo o mundo e as manchetes
variam entre a simples informação de “aumento das tarifas”, como faz o jornal The
Times, ou a informação do começo de uma "guerra comercial" como fazem por exemplo o El País e o Le Figaro. Porém, a imprensa portuguesa é uma excepção e em primeira
página trata outros assuntos, como se estas medidas do DT não nos afectassem.