quarta-feira, 3 de julho de 2013

O fado como paixão lusitana em Pequim

Realizou-se ontem em Pequim um espectáculo de fado para celebrar a “amizade lusófona com a China” e que se integrou na celebração dos 500 anos da chegada dos portugueses à China. A iniciativa pertenceu a uma chinesa residente em Portugal de nome Cao Bei, que parece ser uma das raras estrangeiras que canta o fado e que, nesta digressão, se fez acompanhar pela fadista Cristina Nóbrega e pelo guitarrista João Bengala. Aqueles três artistas, acompanhados por alguns artistas locais, protagonizaram o primeiro espectáculo de fado realizado em Pequim e que teve o título “Amizade Lusófona com a China”.
A edição de hoje do Jornal Tribuna de Macau, que se publica em português na cidade de Macau, destaca na sua primeira página esse acontecimento a que assistiram cerca de uma centena de convidados, em que se incluiam os representantes diplomáticos de vários países da CPLP. A empresária-fadista Cao Bei, que tem dois filhos de pai português e que também tem nacionalidade portuguesa, está empenhada na organização de outros eventos deste tipo, pois considera que a promoção do fado – que recentemente entrou na Lista do Património Imaterial da UNESCO – é essencial para lever os chineses a conhecer Portugal como um país onde não existe apenas o futebol. Cao Bei merece o nosso aplauso pelo seu esforço na promoção dos nossos valores culturais.

 

Lisboa é uma cidade cada vez mais suja

Lisboa tem vindo a ser afectada por uma verdadeira praga canina e, apesar das medidas tomadas pelas autoridades municipais, transformou-se numa cidade cada vez mais suja e num caso de evidente ameaça à saúde pública, cuja responsabilidade maior é dos lisboetas.
Os cães são geralmente uns animais simpáticos e muitas vezes são de grande utilidade para o homem, antigamente como animais de guarda e, mais recentemente, como animais de companhia. Dessa evolução resultou que os cães foram adoptados pelas famílias e que, muitas vezes, passassem a viver com os seus donos em espaços muito limitados. Foram integrados nas famílias e são tratados como tal. Ter animais em casa é um direito. Porém, fechados nessas jaulas que são os pequenos apartamentos urbanos, há a necessidade de trazer os cães à rua para lhes proporcionar exercício e, o acto de passear os cães, tornou-se um ritual quotidiano de muitas famílias. Porém, muitas pessoas manifestam o seu profundo desprezo e indiferença para com as outras pessoas, a sua falta de civismo e a sua irresponsabilidade social, porque a praga canina deixa dejectos um pouco por toda a cidade: nos passeios e nos jardins, junto das árvores e dos postes de luz, nos logradouros, à porta dos prédios e das lojas, afectando a higiene dos locais públicos e podendo ser causadores de graves doenças, sobretudo sobre os grupos mais vulneráveis. Muitos dos relvados da cidade onde antigamente brincaram as crianças, constituem hoje um verdadeiro perigo para a saúde pública pois são transmissores de vírus que podem provocar doenças gastrointestinais e, em casos limite, outras doenças mais graves. A população em geral e principalmente as crianças quando brincam nos espaços públicos estão, assim, sujeitas a doenças transmissíveis pelos cães.
Desde 1997 que a cidade de Lisboa dispõe de um regulamento municipal que impõe obrigações aos donos dos cães, no sentido de procederem à remoção imediata dos dejectos dos seus animais em espaços públicos. Infelizmente, há demasiada gente que não cumpre esse regulamento.  Exige-se, por isso, que os donos dos cães tenham mais vergonha e que a Polícia Municipal actue, em nome da saúde pública.