terça-feira, 3 de abril de 2012

O Ocean Revival no Algarve

O Projecto Ocean Revival que vai ser desenvolvido na costa algarvia em frente de Portimão, em zona de águas limpas e pouco profundas, já está em andamento.
O projecto visa a criação de um núcleo de recifes artificiais a partir de navios afundados para o efeito, que se constituirão como um espaço museológico subaquático, vocacionado para o turismo de mergulho. O projecto está a ser coordenado pela MUSUBMAR - Associação para a Promoção e Desenvolvimento do Turismo Subaquático, uma organização não lucrativa criada para transformar esta ideia em realidade, tendo o apoio da Marinha Portuguesa, da Câmara Municipal de Portimão, do Instituto do Turismo de Portugal, do PADI – Professional Association of Diving Instructors e de outras entidades.
A Marinha disponibilizou quatro dos seus navios já abatidos ao efectivo há alguns anos para, em vez de serem desmantelados numa qualquer sucata, continuarem a prestar outros serviços ao país, agora como atracções subaquáticas: fragata Hermenegildo Capelo (F 481), corveta Oliveira e Carmo (F 489), navio-patrulha Zambeze (P 1147) e navio-hidrográfico Almeida Carvalho (A 527).
Dois desses navios já se encontram em Portimão onde irão ser submetidos aos necessários trabalhos de descontaminação, antes do seu afundamento. Estima-se que o projecto importe em três milhões de euros, mas no seu financiamento não estão previstos quaisquer fundos públicos.
O Ocean Revival será um parque inovador e será uma atracção turística para os visitantes e, em especial, para os mergulhadores do mundo inteiro.

Malvinas/Falklands

Há trinta anos, entre os dias 2 de Abril e 14 de Junho de 1982, a Argentina e o Reino Unido envolveram-se numa imprevista, improvável e dura guerra de 74 dias pela disputa da soberania de umas ilhas do Atlântico Sul, respectivamente as Malvinas (a que os ingleses chamam Falklands), a Geórgia do Sul e a Sandwich do Sul.
Estas ilhas foram ocupadas militarmente pelo Reino Unido em 1833, poucos anos depois da independência argentina, mas sempre foram reclamadas pela Argentina como parte integrante do seu território e consideradas ilegalmente ocupadas por uma potência invasora. Assim aconteceu durante muitos anos.
Há trinta anos atrás, numa precipitada atitude nacionalista, a Junta Militar que governava a Argentina decidiu invadir as Malvinas, mas o governo de Margaret Thatcher reagiu e promoveu uma operação militar que derrotou as tropas argentinas e recuperou as ilhas. Ontem, essa guerra foi evocada nos dois países que homenagearam os seus mortos – 655 argentinos, 255 ingleses e 3 habitantes locais. Porém, essa evocação serviu também para ressuscitar as reivindicações e estimular o orgulho nacional dos argentinos que há trinta anos foram humilhados pelos britânicos.
Todos os jornais argentinos destacam o assunto e a presidente Cristina Kirchner assumiu pela primeira vez a reivindicação argentina e a defesa de soluções pacíficas para o conflito, solicitando a abertura de negociações sobre a soberania das Ilhas Malvinas sob a égide das Nações Unidas.
Embora o actual governo britânico afirme que não há nada para se discutir, se não houver o prévio consentimento dos três mil kelpers ou moradores das ilhas, o facto é que o problema das Malvinas está de novo na agenda internacional.