O Estado da Bahia
fica situado no nordeste brasileiro, tendo uma paisagem tropical na costa
atlântica e um interior sertanejo mas, provavelmente, é o estado com a marca
cultural mais intensa de todo o país, tanto pela diversidade da sua população, como
pelo seu património histórico, em que se destaca a arquitectura colonial do
século XVII, sobretudo na cidade de Salvador, ou Salvador da Bahia.
O centro histórico
de Salvado foi o palco principal da fusão das culturas portuguesa, africana e ameríndia,
tendo sido a capital do Brasil desde 1549 a 1763, estando classificado como património
mundial pela Unesco desde 1985. A região é a parte mais antiga do Brasil
colonial e foi aí que os portugueses chegaram em 1500 e que, em consequência da
sua influência e interacção religiosa e cultural, nasceu a devoção ao Senhor do
Bonfim trazida por um capitão português. Na actualidade, essa devoção atrai
multidões à capital baiana por ser uma festa que é um dos maiores símbolos de
fé dos baianos.
A festa é
celebrada em Janeiro na Basílica do Senhor do Bonfim, um templo católico que é
um dos mais importantes monumentos de Salvador, nela se incluindo a tradicional
“lavagem do Bonfim”, ou lavagem das escadarias da basílica com água de cheiro
feita por baianas, em que se confundem o catolicismo e o candomblé. Associada a
esta devoção também existe a tradição das “fitas do Senhor do Bonfim” que se usam
amarradas ao pulso e com três nós, correspondentes a três pedidos que, quando a
fita se desfaz ou rompe, os pedidos são satisfeitos.
Ontem, a edição do
jornal A Tarde que se publica em Salvador, destacou em manchete a fé e
a festa da Senhora do Bonfim, publicando uma fotografia em que se vê a Basílica do Bonfim, construída a partir de 1745.

