quinta-feira, 31 de março de 2016

Disputas em jogo no Mar do Sul da China

A edição de hoje do The New York Times destaca em primeira página uma reportagem intitulada “Shadowboxing with China in Disputed Waters”, a propósito das ilhas Spratly que se localizam no Mar do Sul da China. Estas ilhas constituem um enorme arquipélado desabitado com mais de sete centenas de ilhéus, recifes e atóis cuja área emersa total é inferior a quatro quilómetros quadrados, dispersos por uma vasta região oceânica. Porém, por razões económicas e militares, há diversos países com interesses e reivindicações sobre estas ilhas, nomeadamente a China, o Vietnam, as Filipinas, Taiwan e a Malásia. Todos estes países afirmam os seus direitos sobre aqueles espaços e, nesse sentido, já dispõem de pistas de aviação nas ilhas, embora a China tenha em construção uma grande pista para fins militares, o que a todos perturba. Enquanto potência global, os Estados Unidos também têm interesses na região e têm alianças que os obrigam a manter uma presença naval e um estado de alerta permanente naquelas águas, onde há sempre hipóteses de haver situações de conflitualidade.
A ilustrar a reportagem do The New York Times encontra-se uma fotografia alusiva a esta disputa de sombras, obtida na ponte do cruzador USS Chancellorsville em patrulha no Mar do Sul da China, em que se vê o comandante do navio Capt. Curt A. Renshaw, provavelmente a observar os movimentos de uma qualquer fragata ou helicóptero chinês.
Pois observem-se todos, mas observem-se com cuidado e contenção.