A capa da mais
recente edição da revista The Economist é ilustrada com uma
fotomontagem que mostra o presidente chinês Xi Jinping a sorrir atrás de Donald
Trump, enquanto a manchete ajuda a esclarecer ainda mais aquele sorriso:
"Nunca interrompa o seu inimigo quando ele está a cometer um erro".
O texto principal
da edição explica que foram consultados diplomatas, académicos e especialistas
e que quase todos consideram a guerra no Irão como “um grave erro americano”,
acrescentando que “muitos chineses dizem que a guerra acelerará o declínio dos
Estados Unidos”, o que reforça a ideia dominante na China de que caminham para
a perda da sua hegemonia no cenário mundial. Apesar de ser aliada do Irão, a
China mantém o seu princípio da não intervenção e defende o fim imediato das
hostilidades, esperando vir a tirar proveito do desgaste americano que já se
começa a notar.
De facto, já
passou mais de um mês desde o início da ilegal agressão americano-israelita ao
Irão e são muito contraditórias as notícias que nos chegam da guerra, com ambas
as partes a afirmar que vão destruir o adversário. O fanfarrão Donald anda
desorientado e diz tudo e o seu contrário, enquanto o fanático Netanyahu
continua a matar e destruir barbaramente os seus vizinhos, sem que a Europa o
condene com clareza pelo seu comportamento criminoso e atentatório dos direitos
humanos.
A iniciativa de
Trump foi criticada por alguns líderes como António Guterres, Pedro Sánchez, Emmanuel
Macron e poucos mais, mas nos Estados Unidos são cada vez mais as vozes que
condenam a guerra e a loucura do Donald, com destaque para Robert de Niro e
Bruce Springsteen.
Como mostra The
Economist o sorriso de Xi Jinping vale mais do que mil palavras.
