O Reino Unido da Grã-Bretanha e
Irlanda, ou simplesmente Reino Unido, está estabelecido desde 1801 e é formado
por quatro nações, ou quatro territórios: Inglaterra, Escócia, País de Gales e
Irlanda do Norte.
A História mostra que nestas nações sempre
existiram movimentos independentistas com formas distintas e muita contestação,
por não aceitarem a tutela “colonial” inglesa.
Recentemente, estes movimentos convergiram
devido a dois factores: a memória do Brexit e o facto de, pela primeira vez na
sua história, as três nações terem governantes de partidos nacionalistas, ou independentistas.
Em 2016 o Brexit foi rejeitado na
Escócia (62%), na Irlanda do Norte (56%) e no País de Gales (48%) e, por isso,
sempre foi grande o descontentamento pela decisão do governo britânico de
abandonar a União Eueopeia e, inversamente, tornou-se um elemento de
contestação ao centralismo de Londres. Agora os líderes dos três territórios
assinaram em Cardiff um memorando de entendimento conjunto, alegando que o modelo
centralizado de Londres faliu e exigem que o governo britânico facilite
mecanismos constitucionais para que as nações decidam o seu próprio futuro,
isto é, exigem referendos.
Mary Lou McDonald e Michelle O’Neill
(Sinn Féin da Irlanda do Norte), Rhun ap Iorwerth (Plaid Cymru do País de Gales) e John Swinney (do SNP – Partido Nacional
Escocês) fizeram-se fotografar e tornaram-se a imagem de um desafio, que o jornal
The
National, que se publica em Glasgow, bem como outros jornais, divulgaram.
O facto é que, embora seja considerada
pouco provável de ir em frente, a hipótese de uma dissolução do Reino Unido
ganhou novos contornos ao serem reivindicados referendos visando a
independência das três nações, a separação de Westminster e uma eventual
reintegração na União Europeia.
A Celtic Alliance
(SNP, Plaid Cymru e Sinn Féin) está em marcha.


























