O solstício de
verão ocorreu há cerca de 48 horas, o que significa que em Lisboa aconteceu o
dia maior do ano com luz solar durante 14 horas e 52 minutos, enquanto nas
cidades de Murmansk (Rússia) e de Bodø (Noruega), não houve noite
e os seus residentes estiveram 24 horas consecutivas a ver o sol.
O hemisfério norte
do nosso planeta recebe agora maior incidência solar e as temperaturas são mais
altas, embora a desigual distribuição de continentes e oceanos altere as condições
locais, mas tudo isto acontece num quadro anual repetitivo e que a ciência geofísica
prevê com antecipação e rigor.
Porém, o fenómeno das alterações climáticas que vai
acontecendo, está a contrariar cada vez mais os ciclos meteorológicos e sucedem-se
chuvas torrenciais, ciclones destruidores, inundações diluvianas e ondas de calor
extremo, sempre com consequências mais ou menos trágicas.
Actualmente há uma
onda de calor histórica na frente ocidental da Europa com temperaturas muito
altas – acima de 40 graus – tendo sido emitidos alertas em Itália, no Reino
Unido, na Alemanha, na Bélgica, na Espanha e em Portugal, mas de acordo com a
imprensa francesa, será em França que a situação é mais preocupante. Quase
todos os jornais franceses referem a palavra canicule e a edição de hoje do diário La Dépêche du Midi, que se publica em Toulouse, diz que a França
sufoca com as temperaturas a ultrapassar os 40 graus e que os franceses estão
assustados, com as escolas fechadas, os transportes públicos afectados, a
economia perturbada e com os serviços de saúde de prevenção. As cidades de
Toulouse (41,9º) e Poitiers (41,2º) foram aquelas onde se registaram as
temperaturas mais altas, mas nas regiões ibéricas da Andaluzia e do Alentejo
estiveram um pouco acima.
Assim, para quem
ande por esta frente ocidental da Europa, há que evitar o sol e aumentar a
hidratação.




























