Alberta é uma das
dez províncias do Canadá, tem 661.848 km² de extensão (sete vezes maior que
Portugal) e, com quase cinco milhões de habitantes, é a quarta província mais
populosa do país depois de Ontário, Quebec e Colúmbia Britânica. É a região
mais rica do Canadá, com abundantes recursos naturais, designadamente carvão,
petróleo e gás, mas há quem queira torná-la independente, conforme revela a
edição de hoje do jornal National Post, que se publica em
Toronto.
Embora as
reivindicações independentistas sejam correntes na Europa, por exemplo na
Catalunha, na Escócia, na Flandres, na Córsega ou no País Basco, são uma
verdadeira surpresa no Canadá, mas o facto é que o jornal alerta os seus
leitores com a manchete “why Canadians need to take Alberta’s Separatist
Movement seriously”.
Segundo o jornal,
há razões históricas para alimentar o movimento separatista, pois os
albertenses acusam as províncias ocidentais e os Liberais que têm governado o
país, de “alienação ocidental”, isto é, de uma contínua sabotagem ao seu
desenvolvimento e de aproveitamento dos seus recursos naturais, que serão mais
dirigidos para a economia nacional do que para a economia local. Daí que o
movimento separatista Stay Free Alberta,
dirigido por Mitch Sylvestre, tenha apresentado uma petição formal para a
realização de um plebiscito pela independência de Alberta, que deverá ser
realizado ainda no corrente ano. Era necessário recolher 178 mil assinaturas
para o efeito (10% dos eleitores de Alberta), mas os organizadores da petição
terão recolhido mais de 300 mil. Porém, também há movimentos activos que
resistem à ameaça de ser separados do Canadá, ou de se tornarem no 51º estado
americano, que afirmam “chegou a hora de defender o Canadá e dizer 'não' ao
separatismo”. Um desses movimentos é o Forever
Canadian que já recolheu 404.293 assinaturas dos que querem manter-se
no Canadá.
O tema está na
ordem do dia e justifica-se a manchete do jornal, isto é, o separatismo no
Canadá deve ser olhado seriously…

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