sábado, 30 de maio de 2026

A soberania de Cuba está sob ameaça

A República de Cuba é uma antiga colónia espanhola que depois da guerra hispano-americana de 1898 se tornou um protetorado americano e que em 1902 se tornou independente. Desde então, Cuba é um estado soberano com autoridade completa sobre um território, com uma população permanente, tem um governo com jurisdição em todo o território, tem a capacidade de se relacionar com outros estados e, no dia 24 de outubro de 1945, foi um dos cinquenta membros fundadores das Nações Unidas.
O país era governado pelo ditador Fulgencio Batista e contra ele se revoltaram Fidel Castro e os seus guerrilheiros, em que se destacavam Che Guevara, Raul Castro, Camilo Cienfuegos e Juan Almeida. No dia 1 de janeiro de 1959 o ditador fugiu de Cuba e Fidel Castro e os homens tomaram o poder, que nunca mais largaram e já passaram 67 anos.
Os princípios da revolução cubana eram o idealismo revolucionário, o nacionalismo, a luta contra uma ditadura, o anti-imperialismo, a procura da justiça social e a solidariedade internacional, pelo que despertou muitas simpatias pelo mundo. 
Os americanos também começaram por apoiar Fidel, mas depressa viram os seus interesses económicos na ilha serem afrontados e passaram a hostilizar Cuba. Então, o regime virou-se para a URSS, a sua revolução radicalizou-se e o país tornou-se “exportador da revolução” para a América Latina e para a África. Com a queda da URSS o futuro de Cuba ficou ameaçado porque os Estados Unidos condenaram Cuba ao isolamento. Com Donald Trump a situação agravou-se porque “ele não gosta de Cuba” e tratou de ameaçar o país militarmente, naquilo que poderá ser mais uma intervenção ilegal a que Trump já nos habituou.
Com esse quadro é surpreendente a última edição da revista Newweek que, um pouco contra a sua linha editorial centrista e não alinhada e contra a sua credibilidade editorial, ou porque cedeu ao trumpismo, parece apoiar as intenções de Donald Trump e faz o “funeral” do regime cubano, num evidente desrespeito pela sua soberania e pelo direito internacional.