quinta-feira, 16 de julho de 2026

Espanha e Argentina na final do Mundial

A seleção argentina de futebol venceu ontem a Inglaterra e está na final do Mundial, que vai disputar no próximo domingo com a seleção da Espanha. No seu percurso defrontou e venceu a Argélia (3-0), a Áustria (2-0), a Jordânia (3-1), Cabo Verde (3-2), Egito (3-2), Suíça (3-1) e Inglaterra (2-1), isto é, foram sete jogos e sete vitórias, sob a orientação de Lionel Messi, a estrela que já meteu 8 golos e que, embora isso custe aos fãs de Cristiano Ronaldo, talvez possa ser classificado como o melhor futebolista de todos os tempos.
Houve muito talento dos argentinos, mas também houve grande determinação, muita intensidade competitiva e muita sorte, pois a vitória sorriu-lhes nos últimos minutos em alguns jogos decisivos. A imprensa argentina festejou a vitória sobre a Inglaterra, por vezes com algum exagerado nacionalismo e publicou a fotografia de Messi aos ombros do seu colega Enzo Fernández, o que levou a euforia aos argentinos que agora “exigem” que a sua equipa vença o Mundial pela quarta vez.
O jornal La Capital, que é o “decano de la prensa argentina” e que se publica na cidade de Rosário, a capital da província de Santa Fé e onde em 1987 nasceu Lionel Messi, também dedicou toda a sua primeira página à “histórica remontada frente a Inglaterra”.
No próximo sábado vão defrontar-se as seleções da França e da Inglaterra para discutir o 3º lugar do Mundial e, no domingo, entrarão em campo as poderosas seleções da Espanha e da Argentina à procura do título de campeão mundial.
Ao vermos estas quatro equipas, ainda nos interrogamos sobre se teria sido possível à seleção portuguesa ter ido mais longe, mas os jogadores portugueses correram pouco e perderam com os espanhóis, que correram muito. Talvez por isso estejam na final...

A falência hídrica global ameaça o mundo

As estações de televisão portuguesas têm dedicado alargados espaços às quebras no abastecimento de água na rede pública em várias localidades do concelho de Almada. As populações protestaram com toda a legitimidade, mas as televisões encheram os seus espaços noticiosos com conversa da treta, enquanto as forças políticas aproveitaram para atacar a gestão municipal, isto é, não se aproveitou a ocasião para colocar a escassez de água na agenda das preocupações nacionais.O problema da escassez de água é um dos mais graves do nosso tempo, após muitos anos de uso excessivo, de poluição nos rios e nos lagos e, mais recentemente, devido aos efeitos das alterações climáticas. Assim se provocaram “danos irreversíveis” no abastecimento de água, o que levou as Nações Unidas a declarar que as actividades humanas empurraram o mundo para uma era de "falência hídrica global", porque o uso humano superou a capacidade da natureza de repor a água e cerca de metade da população mundial já sofre com a escassez severa.O cenário global da água ameaça tornar-se cada vez mais catastrófico, pois a maioria dos rios do mundo estão poluídos e recebem esgoto sem tratamento, uma situação que tanto afeta os países com grandes rios como o Brasil, como as regiões mais áridas do nosso planeta, em África e no Médio Oriente.A edição de hoje do jornal económico francês La Tribune lança um alerta aos franceses sobre a escassez de água, sobre a crise da produção mundial de alimentos que se aproxima e sobre os possíveis conflitos sociais que se desenham no horizonte.Afinal não é só em Almada que há problemas…