No passado dia 24
de junho o território venezuelano, sobretudo a cidade de Caracas e o estado
costeiro de La Guaira, foi devastado por um duplo abalo sísmico de grande
intensidade, com magnitudes de 7,2 e 7,5 na escala de Richter, que aconteceram
com apenas 39 segundos de intervalo. Mais tarde, foi anunciado que já se
registaram 138 réplicas desde a ocorrência dos dois sismos.
As primeiras
notícias sobre o sismo anunciavam uma catástrofe e informavam sobre a enorme
destruição causada e, algumas delas, referiam que “o número de vítimas pode
chegar a 100 mil”. Porém, de forma prudente, na sua edição de 25 de junho, o
jornal Diário 2001 que se publica em Caracas, limitou-se a anunciar em
manchete que “dos terremotos sacuden el país”, informando que a presidente
Delcy Rodriguez “reportó 32 fallecidos y más de 700 heridos”, que “La Guaira es
un caos” e que “Donald Trump ofreció ayuda a Venezuela”.
As imagens
divulgadas mostram muita destruição e a ansiedade das pessoas que procuram
familiares e amigos desaparecidos, certamente bloqueados pelos destroços dos prédios
que ruíram. Vários países mobilizaram-se com equipas especializadas para ajudar
na busca de sobreviventes e com auxílios materiais diversos.
Cinco dias depois
da tragédia, estão contabilizados 1.450 mortos e 3.150 feridos, mas mais de 50
mil pessoas continuam desaparecidas. As
operações de busca e salvamento já resgataram com vida 33 pessoas que estavam
soterradas. Na importante comunidade portuguesa que vive na Venezuela
estão registadas 53 mortos e 89 desaparecidos.
Muito duros têm sido os tempos recentes para a Venezuela e
para os venezuelanos!
