Embora as notícias sejam muito
contraditórias e estejam viciadas pela propaganda, parece evidente que Israel,
a pretexto de garantir a sua segurança, está a seguir uma política
expansionista agressiva e ilegal, que passou pela destruição de Gaza, pela presença
militar activa na Cisjordânia que é solo palestiniano, pela ocupação de
território de um país soberano que é a Síria e, mais recentemente, pela
operação em curso que quer fazer ao sul do Líbano o mesmo que fez em Gaza. Como
argumento, o regime do carniceiro Netanyahu invoca o seu direito para combater
o Hamas e o Hezbollah, bem como a humilhação permanente da Autoridade Nacional
Palestiniana, criada em 1994 e que, desde 2012, tem assento nas Nações Unidas
com o estatuto de observador.
Porém, na sua desenfreada e criminosa
corrida bélica contra tudo o que não se lhe submeta, o carniceiro de Israel
decidiu atacar a cidade de Beirute, até porque continua a tirar partido da hipocrisia
europeia e dos seus líderes medíocres e desprovidos de coragem, que uma vez mais
se calaram. O mesmo não fez o Irão, cujo regime é controlado de forma
autoritária e opressiva por líderes religiosos fanáticos, que, em solidariedade
para com o Líbano, decidiu responder à ofensiva israelita com uma vaga de
mísseis, no primeiro ataque desde o cessar-fogo de abril. Acontece que, no dia 8
de junho, um grande míssil balístico iraniano lançado contra Israel, caiu e ficou encravado no solo
perto de Jericó, na Cisjordânia.
Muitos jornais internacionais, como por
exemplo o diário belga DeMorgen,
ilustraram as suas primeiras páginas com a insólita fotografia do míssil
iraniano.
