Não é habitual
que nesta “nesga de terra debruada de mar”, como Miguel Torga se referiu ao
continente português”, se destaquem homens ou mulheres cujos êxitos
profissionais, académicos ou desportivos sejam conhecidos e reconhecidos
além-fronteiras.
Por isso, quando alguém como o ciclista Iuri Leitão, se
consagra no ciclismo de pista como Campeão do Mundo de Omnium, como aconteceu ontem em Xangai no Campeonato do Mundo de
Pista, é com satisfação que aplaudimos esse resultado e saudamos o trabalho, o
treino e o esforço deste atleta de Viana do Castelo para conseguir aquele
resultado, que repete o triunfo de 2023 quando também se sagrou Campeão Mundial
em Glasgow.
Porém, Iuri
Leitão já se tinha destacado no mais alto patamar do desporto português quando
nos Jogos Olímpicos de 2024, em Paris, venceu com Rui Oliveira a prova de Madison, conquistando a medalha olímpica
de ouro para Portugal. Nessa mesma competição olímpica, Iuri Leitão ganhou a
medalha de prata na prova de Omnium,
pelo que se tornou no único desportista português que, desde sempre, conquistou
duas medalhas numa mesma edição olímpica.
Contrariamente ao
que é costume, inclusive nos jornais desportivos que, dominados pelos
interesses do futebol quase ignoram estes êxitos desportivos das chamadas
modalidades, o jornal O Jogo homenageou Iuri Leitão com grande
destaque de primeira página e as "lágrimas de ouro" do grande campeão, mas outros jornais também o aplaudiram.
Aqui fica também o
nosso aplauso a Iuri Gabriel Dantas
Leitão, o vianense que aos 28 anos de idade é campeão olímpico e bicampeão mundial de ciclismo
de pista.














