O devastador
ataque que Donald Trump e o seu parceiro Benjamin Netanyahu desencadearam contra
o Irão é uma violação do direito internacional, sem a cobertura das Nações
Unidas e sem justificação, mesmo considerando a extrema violência do regime
iraniano sobre a sua população. É um confronto de regimes cujos dirigentes são
fanáticos que excluem qualquer negociação para as suas divergências e que tudo querem
resolver através das bombas, da morte e da destruição. Como mostram todas as
sondagens conhecidas, a maioria dos americanos está contra a guerra. Na Europa,
embora não se conheçam sondagens sobre essa questão, certamente que a maioria
também não quer a guerra. Porém, os seus líderes calam-se, encolhem-se,
amedrontam-se e deixam-se humilhar por essa parelha de fanáticos, com a honrosa
excepção de Pedro Sánchez que, corajosamente, afirmou que “não vamos ser
cúmplices de algo que é mau para o mundo e contrário aos nossos interesses,
simplesmente por medo de represálias de alguém”.
Quanto ao que se
passa no terreno, apenas sabemos aquilo que as partes querem que se saiba. É
sempre assim. A guerra da propaganda é tão intensa como a guerra das bombas,
dos mísseis e dos drones, mas não há dúvidas que os pontos estratégicos
iranianos estão a ser massacrados e que os iranianos estão a tentar atingir
Israel e as bases americanas da região com os seus mísseis.
Hoje o jornal
holandês AD - Algemeen Dagblad, que se publica em Roterdão, destacou na sua
primeira página a fotografia de um míssil iraniano que errou o alvo junto do aeroporto de Qamishli, no Curdistão sírio, que não explodiu. Esse míssil tornou-se uma quase atracção turística
e foi muito fotografado, tendo servido de ilustração de primeira página a
muitos jornais americanos e europeus.
Vai ser, certamente, uma fotografia que
ficará para a história desta guerra,














