A Islândia é um
país situado numa ilha do Atlântico Norte nas proximidades do Círculo Polar
Ártico, com cerca de 193 mil quilómetros quadrados e aproximadamente 396.500
habitantes, a maior parte dos quais vive na região da sua capital, a cidade de
Reykjavik.
É uma ilha
vulcânica, com mais de duas centenas de vulcões, dos quais há cerca de três dezenas
activos e alguns deles com erupções recentes, mas também tem glaciares e
fiordes, lagos, alguns rios e muito gelo. A economia islandesa assenta sobretudo
no sector das pescas, especialmente a pesca do bacalhau, mas também na
exploração de alguns recursos minerais como o alumínio.
No passado sábado
os islandeses foram chamados a participar num referendo em que lhes era pedido
para responder à pergunta: “A Islândia deve reabrir as negociações de adesão
com a União Europeia?”
Segundo foi ontem
divulgado, houve 225.031 votos contabilizados, tendo 52,8% dos eleitores
rejeitado a proposta do governo e 47,2% votado a favor. O
governo islandês que é chefiado pela primeira-ministra Kristrún Frostadóttir, uma
economista de 38 anos de idade que também é líder do partido social-democrata, de
centro-esquerda, sofreu uma derrota, mas a União Europeia e os seus principais dirigentes
em Bruxelas. também foram derrotados.
Como
anuncia hoje a primeira página da edição do jornal romano La Reppublica - um diário
fundado em 1976 e que adoptou o seu nome em homenagem ao jornal República que então existia em Portugal –
na “Islanda, vince il no, la Ue non attrae più”. De facto, a União Europeia
parece cada vez mais um navio sem rumo, desgovernado, sem coesão, sem liderança
e a meter água por várias brechas.
Os islandeses mostraram
que a União Europeia já não atrai como antes.














