Tal como está a
acontecer em outros países da Europa ocidental, os incêndios florestais também
estão a lavrar intensamente em várias regiões da França, o que é noticiado em
toda a sua imprensa nacional e regional.
A edição de hoje do jornal Le
Parisien escolheu como título de primeira página a frase “La France en
feu”, mas outro jornal regional francês escolheu como manchete “Incendies: un
été d’apocalypse”, referindo que são “incêndios XXL”, que estão fora de
controlo e que já obrigaram à evacuação de 110 mil pessoas. As zonas mais
atingidas por esta devastadora tragédia localizam-se no sul do país, sobretudo
nos departamentos de Gironda (Bordéus), das Landes (Mont-de-Marsan) e do Var
(Toulon).
Este fenómeno dos
fogos florestais vem juntar-se à falta de água e à seca, por vezes extrema, que
tem alarmado a França nas últimas semanas e que, a propósito de uma lei de
urgência agrícola e de armazenamento de água em discussão pública, fez manchete
em diversos jornais com títulos como “La France à sec”, “la guerre de l’eau”, ou
“il faudra partager l’eau”.
Significa que os
fogos florestais, a seca e a escassez de água são problemas que, nos últimos
anos, se têm acentuado na França, mostrando que a França também é vítima das
alterações climáticas.
Apesar da sua grandeza
histórica, da robustez da sua economia, da sua capacidade tecnológica e da
exibição de poder que fez ao mundo no passado dia 14 de julho, a França também
tem muitos problemas, que vão desde a diversidade do tecido social à enorme
dívida pública, entre os quais assumem uma crescente importância os efeitos das
alterações climáticas.














