O Canadá é um
estado federado organizado como uma democracia parlamentar e é uma monarquia
constitucional, que tem o rei Carlos III da Grã-Bretanha como chefe do Estado e
um governo cujo primeiro-ministro é Mark Carney.
O país está dividido em dez
províncias e três territórios, é o segundo maior país do mundo em área total
apenas superado pela Rússia, fazendo fronteira com os Estados Unidos no sul e
no noroeste, a qual é a mais longa fronteira terrestre do mundo. Uma das suas
dez províncias é Alberta, que é cerca de sete vezes maior do que Portugal, tem
pouco mais de quatro milhões de habitantes e tem a sua capital na cidade de
Edmonton, embora a maior cidade da província seja Calgary.
Longe da capital
federal e do Canadá mais desenvolvido, desenvolveu-se na província de Alberta uma
corrente independentista muito apoiada pelos agentes expansionistas norte-americanos,
que conseguiu de forma pacífica e constitucional levar o governo federal a
fazer um referendo para decidir a aceitação ou rejeição da abertura de um
processo de separação do Canadá e da consequente independência de Alberta.
Ontem realizou-se
a consulta à população da província e 76% dos eleitores albertanos rejeitaram a
proposta que daria início ao processo legal que levaria a província de Alberta
à independência, o que significou uma vitória clara para os defensores da
unidade nacional e para o primeiro-ministro canadiano Mark Carney, conforme
discretamente anuncia a edição de hoje do jornal Toronto Star.
Há outras regiões
no Canadá e em alguns outros países do mundo onde existem legítimas aspirações
independentistas, mais ou menos pacíficas, ou mesmo conflituais, mas a forma democrática como tudo aconteceu na província canadiana de Alberta pode ser mesmo um case study.














