A Europa tem
estado em destaque com as notícias do que vai acontecendo, sobretudo as
inúmeras manifestações de protesto que mostram muita inquietação e muita
ansiedade quanto ao futuro, sobretudo das novas gerações. Embora o argumento
invocado para o protesto seja o custo de vida, a carência de habitações, os
baixos salários ou a insegurança no emprego, a razão mais profunda da
inquietação dos europeus é a ameaça de um futuro de dificuldade, de privações e
de pobreza, com mais injustiça e mais desigualdade social.
Porém, na mesma
Europa do protesto e da inquietação, também há notícias que nos animam, como
nos revela hoje o jornal londrino The Sunday Telegraph, ao publicar em
primeira página uma fotografia de dois idosos ucranianos que a guerra separara em
2022 e que, quatro anos depois, envoltos na sua bandeira nacional se se reencontraram.
O caso aconteceu próximo da
cidade ucraniana de Oleshky, situada na região de Kherson, no sul do país e na
margem esquerda do rio Dnipro, ocupada pelas
forças russas desde 2022. Foi aí que russos e ucranianos, com mediação
americana, chegaram a um temporário acordo de cessar-fogo humanitário e de
repatriamento dos moradores que desejassem partir para território controlado
pela Ucrânia. A evacuação da cidade de Oleshky implicou que centenas de moradores
ucranianos viajassem num comboio de 25 autocarros e várias ambulâncias,
passando por território russo e bielorusso, mas segundo
foi anunciado pelas autoridades e pelas organizações de voluntários, cerca de
duas mil pessoas decidiram permanecer em Oleshky.
Muito curioso e surpreendente
é a informação avançada por algumas agências noticiosas de que teria sido Melania Trump a intermediária desta
operação, quem sabe se a posicionar-se, ou a ser posicionada, para se candidatar a um
Prémio Nobel da Paz, que o Donald tanto tem perseguido.














