As declarações
insultuosas para o presidente Lula da Silva e para o Brasil, feitas no passado
sábado na cidade de S. Paulo por Javier Milei, o presidente da Argentina, estão
a dar origem a “uma escalada sem precedentes de crise diplomática entre os dois
países”, segundo salienta a edição de hoje do centenário jornal paulista Folha
de S. Paulo.
Javier Milei
participou na convenção nacional do Partido Liberal que declarou apoio à
candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro, tendo-se referido ao presidente
do Brasil como “ladrão” e “presidiário” e a Alexandre de Moraes, que é professor
catedrático e ministro e vice-presidente do Supremo Tribunal Federal, como
“lixo careca”.
O governo
brasileiro reagiu a estes insultos proferidos em território brasileiro e chamou
o seu embaixador em Buenos Aires para consultas, segundo a fórmula usada nestes
casos pela diplomacia, o que é considerado um gesto diplomático de elevada
gravidade.
A atitude de
Milei foi também criticada na Argentina, onde Axel Kicillof, o governador da
província de Buenos Aires e potencial candidato peronista à presidência da
Argentina nas eleições do próximo dia 24 de outubro, repudiou a postura de insultuosa e ofensiva de Milei e disse ter tido “vergonha” das suas afirmações, que “não representam o
sentir do povo argentino”. Além disso, Kicillof lembrou que o Brasil é o
principal parceiro económico da Argentina e que as declarações de Milei podem colocar
em risco empregos, investimentos e interesses argentinos, ao fazer aquelas “palhaçadas”
apenas para “apoiar um candidato por ordem de Trump”.
Significa que
Bolsonaro já tem o apoio de Donald Trump, de Javier Milei e do Netanyahu, o
carniceiro que tem um mandato de captura internacional expedido pelo TPI.
É caso para dizer
aos brasileiros que se cuidem…














