Há muitos países
que, embora não estando representados no Mundial de Futebol, continuam
presentes nas agendas mediáticas mundiais e um deles é a Índia.
A Índia ou União
Indiana é uma república constituída por 28 estados e sete territórios da União,
tem uma grande diversidade em termos culturais, étnicos e linguísticos, sendo o
país mais populoso do mundo.
Independente
desde 1947, é uma democracia parlamentar que foi dirigida durante muitos anos
por Nehru, pela sua família e pelo Partido do Congresso,
que tinham lutado contra o domínio colonial britânico. Em 1980 nasceu o Bharatiya
Janata Party ou BJP,
um partido populista da direita radical, de base religiosa e cultural hindu, ultranacionalista
e conservador que, com 180 milhões de membros, reclama ser “o maior partido
político do mundo”. Tem associada uma temida organização paramilitar de
voluntários de extrema-direita que é o Rashtriva Swavamsevak Sangh (RSS), que mantém
grande hostilidade e violência para com as comunidades muçulmanas e católicas do país. O BJP teve sucesso popular e hoje governa 22 dos 28 estados
indianos e, desde há 12 anos, tem Narendra Modi como primeiro ministro da União.
A Índia aspira tornar-se a potência dominante da Ásia do Sul
e tem fortalecido as suas Forças Armadas, pelo que todos os grandes fabricantes
de armamento – Estados Unidos, Rússia, França e Reino Unido – se aproximam de
Narendra Modi e esquecem o seu patrocínio às actividades violentas dos fanáticos
do RSS.
Na Índia é vulgar que as empresas publiquem anúncios
laudatórios dirigidos aos dirigentes políticos… A propósito dos seus 12 anos de
governo, a empresa Apollo Tyres Ltd publicou um anúncio de felicitações a Narendra
Modi no jornal Hindustan Times, que tem sede em Nova Delhi. É apenas um entre muitos anúncios, talvez a desejar que Modi se conserve no poder por muito mais tempo.














