A política
conduzida por Benjamin Netanyahu é verdadeiramente terrorista, pela forma como
tem conduzido uma contínua agressão contra os seus vizinhos, com guerra,
violência e destruição, crimes de guerra e limpeza étnica. Daí que tenha sido declarado
criminoso de guerra pelo TPI, o tribunal que este ano viu uma sua ex-juíza ganhar o Prémio
Nobel da Paz e que ele próprio foi agora galardoado com o Prémio Sakharov pelo Parlamento Europeu.
A Faixa de Gaza
foi completamente destruída e o assalto à Cisjordânia e aos seus três milhões de habitantes
está em curso, com provocações, atentados, perseguições e a ocupação de terras
por colonos judeus radicalizados e agressivos, com o apoio das forças militares
israelitas. Uma grande ocupação militar está agora em curso em todo aquele território, com especial incidência na cidade de Hebrón onde, na
sequência de uma emboscada foram mortos dois soldados israelitas. Como retaliação, a cidade foi
isolada, os habitantes dela não podem sair e há revistas "casa a casa", além da
demolição de casas e de tendas.
Alguma imprensa
denuncia hoje a brutalidade do criminoso Netanyahu e dos seus extremistas, com
destaque para o jornal católico francês La Croix que, com base em
reportagens feitas no país, declara que a Cisjordânia está confiscada.
A Europa passa
por grandes sobressaltos por razões muito diversas, desde o custo de vida à
crise da habitação, passando também pela sua crescente irrelevância mundial e pela incapacidade dos seus dirigentes para
travar aquele que o TPI classificou como criminoso de guerra. É realmente
lamentável o silêncio cobarde e vergonhoso da União Europeia sobre o que se
passa em Israel e é caso para nos interrogarmos sobre o que fazem pelo ideal europeu "de paz e de concórdia" as figuras de Macron, Merz,
Meloni, von der Leyen e até o Costa…














