A reviravolta na política brasileira parece estar a caminho de acontecer, como ficou evidenciado na primeira volta das eleições gerais realizadas no dia 4 de outubro, em que a direita e a extrema-direita conseguiram a maioria na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, mas também o maior número de governadores nos 26 estados e, mais decisivo ainda, tiveram o seu candidato presidencial como o mais votado, embora tenha que disputar uma segunda volta.
Essa segunda volta vai realizar-se no próximo dia 25 de outubro e de acordo com os primeiros resultados divulgados pela Datafolha, o mais credível instituto de pesquisa brasileiro, o candidato Flávio Bolsonaro recolhe 52% das intenções de voto, enquanto o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva se fica pelos 48% de votos, conforme anunciou hoje o jornal O Povo que se publica na cidade de Fortaleza e que é o mais antigo diário do estado do Ceará.
A diferença que se verifica entre os dois candidatos encontra-se dentro das margens estatísticas de erro na pesquisa efetuada e, por isso, ainda não é certa a derrota do atual presidente, nem a vitória do filho de Jair Bolsonaro. Faltam quinze dias para a votação e, conforme tem mostrado a televisão, as duas candidaturas estão na rua com muito entusiasmo.
Porém, os brasileiros e em especial a juventude brasileira, têm pela frente o dever de apoiar o legado do presidente Lula da Silva e a sua luta contra a pobreza e contra a fome, bem como a sua firme recuperação da dignidade e do prestígio internacional do Brasil e, de forma simétrica, têm a obrigação de rejeitar o caciquismo bolsonarista, a sua ignorância, a sua boçalidade e a sua subordinação ao autoritarismo narcisista de Donald Trump e, evidentemente, combater o regresso do Brasil à condição de satélite norte-americano.
Os brasileiros saberão escolher, mas o seu futuro vai ser muito turbulento.














