Ontem, na cidade
australiana de Melbourne, realizou-se a final do Australian Open, em que o tenista espanhol Carlos Alcaraz, de 22
anos de idade, venceu o tenista sérvio Novak Djokovic, de 38 anos de idade.
Este resultado desportivo, entre dois atletas de 38 e de 22 anos de idade que se
enfrentaram, tem um enorme simbolismo geracional, porque representa um “render
da guarda” e significa que tem plena justificação o conhecido provérbio “rei
morto, rei posto”. Ninguém é insubstituível e a partir de agora Djokovic
tenderá a ser esquecido pelo público, enquanto Alcaraz se vai tornar, ou já é,
o novo ídolo do ténis mundial.
Novak Djokovic, com
Roger Federer e Rafael Nadal, representou uma era e é, provavelmente, o melhor
tenista de todos os tempos, possuindo os recordes como número um do mundo
durante 428 semanas e com vitórias em 24 torneios de Grand Slam e em 40 Masters
1000.
Carlos Alcaraz
representa uma nova geração do ténis mundial, já venceu 7 títulos do Grand Slam e oito Masters 1000, sendo o mais jovem tenista que venceu cada um dos
quatro torneios do Grand Slam (Australian
Open, Roland Garros, Wimbledon e US Open).
Inúmeros jornais
de todo o mundo destacaram nas suas edições de hoje, em primeira página e com
fotografia, a vitória de Carlos Alcaraz, assim acontecendo com o diário The
Age, que se publica em Melbourne. Naturalmente, os jornais espanhóis
não se pouparam nos adjectivos – historico,
leyenda, imparable, grande, total, el rey, de ensueño – tratando
de transformar Carlos Alcaraz no novo ídolo da Espanha.














