A Câmara dos
Representantes dos Estados Unidos, cuja designação oficial é United States House of Representatives,
ou simplesmente House, votou e
aprovou uma resolução sobre os poderes presidenciais em relação à guerra contra
o Irão. Embora a maioria desta câmara de deputados seja republicana, a minoria
democrata prevaleceu com apoio de quatro votos republicanos e a resolução foi
aprovada por 215 a 208 votos.
A resolução é
indicativa para Donald Trump, no sentido de “retirar as forças armadas
americanas das hostilidades com o Irão, a menos que o Congresso vote pela
declaração de guerra, ou autorize o uso da força militar contra o país”, o que
nunca aconteceu.
O jornal
nova-iorquino Daily News destacou na sua edição de ontem que “a Câmara repreende
Trump a respeito do Irão” ao votar pela suspensão da guerra e, se bem que seja uma declaração
simbólica e a nada obrigue, ficam muito limitados os poderes presidenciais. Os
membros da Câmara dos Representantes são eleitos pelo voto popular em
cada estado e, de certo modo, representam a vontade dos eleitores que se estão
a mostrar mais descontentes com a política de Trump, sobretudo em relação ao
aumento do custo de vida e dos combustíveis, mas que também se mostram, cada
vez mais, não apoiantes da guerra contra o Irão e os seus astronómicos custos.
O facto é que nos
últimos tempos Donald Trump parece estar sem saber o que fazer, não tem
mostrado o seu habitual ar fanfarrão e até já critica Benjamin Netanyahu, o
criminoso a quem o Tribunal Penal Internacional expediu um mandato de captura
com acusações de crimes de guerra e de crimes contra a humanidade, mas que
continua a destruir e a matar os seus vizinhos... com a Europa calada.
O Donald tem feito quase tudo o que lhe apetece e anda a incendiar o mundo, mas é um bom sinal que lhe tenha sido mostrado este cartão amarelo. Já não era sem tempo.















