Ontem, que foi o dia
12 de agosto de 2026, aconteceu em Portugal um eclipse do Sol, isto é, no seu
movimento em volta da Terra, a Lua passou entre a Terra e o Sol e o disco solar
foi ocultado pelo disco lunar. O fenómeno durou cerca de duas horas,
aproximadamente entre as 18 horas e 33 minutos e as 20 horas e 23 minutos.
Naturalmente, a ocultação total do disco solar – o eclipse total – só aconteceu
na região de Bragança e durou menos de meio minuto, mas nas outras regiões do
país o eclipse foi parcial, com a percentagem do disco solar que foi encoberto
pela Lua a situar-se entre os 100% e os 92%.
O fenómeno foi
intensamente anunciado pelas televisões, que o aproveitaram para montar
emissões sensacionalistas, como tanto gostam de fazer, recolhendo inúmeras
entrevistas do povo anónimo que se preparava para viver aquele instante, único e imperdível, “com
grande emoção”.
Alguns milhares de pessoas dirigiram-se para o noroeste do país,
com a hotelaria e a restauração a terem uma imprevista e elevada procura, isto
é, “o eclipse do sol trouxe enorme retorno económico a Bragança”, como declarou
a autarca da cidade. Em Espanha o eclipse também gerou uma anormal onda de
curiosidade e, lá como cá, os jornais escolheram uma fotografia do momento do
eclipse total do Sol para ilustrar as suas edições. O jornal El País escreveu que “el eclipse hipnotiza España”, enquanto em
Portugal o jornal Público foi ainda mais poético e escreveu que “e do dia se fez noite”.
Entretanto, já
foi anunciado que haverá um novo eclipse solar no dia 2 de agosto de 2027, que
será parcialmente visível no sul do continente português, enquanto o próximo
eclipse total do Sol só será visível em Portugal no ano de 2144.














