Adam Smith
(1723-1790) foi um filósofo e economista escocês que em 1776 publicou An Inquiry into the Nature and Causes of the
Wealth of Nations, ou simplesmente The
Wealth of Nations, uma obra que é considerada como um importante contributo
para que a Economia se tivesse tornado uma ciência autónoma e que fez com que o
seu autor seja considerado o pai da economia moderna.
Ontem, o jornal
canadiano National Post que se publica em Toronto, evocou Adam Smith e os
250 anos da publicação da sua mais importante obra, que continua a ser estudada nas escolas de economia e se popularizou pelo
uso da expressão “mão invisível”.
Esta
expressão foi usada para explicar como os sistemas económicos e outros sistemas
naturais e sociais se auto-regulam naturalmente e sem intervenção exógena, isto
é, a economia é regulada por uma “mão invisível”. Segundo Adam Smith, os
agentes económicos atuam no mercado em concorrência livre sendo movidos pelo
seu próprio interesse. Assim, para vencerem a concorrência e venderem os seus
produtos, os produtores fazem constantes inovações para valorizar os seus
produtos e para baixar o seu preço. Tudo isto acontecia sem intervenção do
Estado, com os mercados a ser controlados por uma “mão invisível”, que os
regulava automaticamente, chegando à situação óptima ou de máxima eficiência.
Dessa forma e segundo Adam Smith, é a “mão invisível” que determina as regras
da oferta e da procura, que fixa os preços, que indica os limites da produção e
do consumo, que orienta o mercado do trabalho.
Porém,
as necessidades de equilíbrio social implicam a intervenção do moderno Estado
na prestação de serviços sociais - saúde, justiça, educação, segurança e outros
- pelo que a economia passou a ser planeada e, não contrariando a iniciativa
individual, trata de “corrigir” as lições de Adam Smith.














