É cada vez mais
evidente que as lideranças europeias são fracas, medíocres, subalternas, incompetentes
e deslumbradas, vivem afastadas dos interesses das populações, protegem os seus
amigos com lucrativos tachos em
Bruxelas e participam conjuntamente numa espécie de competição de vaidades, de
exibicionismos serôdios e de lamentáveis fotos de família a mostrar uma unidade
e uma firmeza que não têm.
Não se imagina
como é possível haver dirigentes europeus como Friedrich Merz, Emmanuel Macron,
Ursula von der Leyen, Mark Rutte e alguns mais, tão subservientes a Donald
Trump e tão cobardemente silenciosos perante o criminoso Benjamin Netanyahu,
sem uma palavra de crítica à brutal agressão ao Irão, enquanto outros dirigentes
como Winston Churchill, Charles de Gaulle, François Miterrand, Margaret
Thatcher, Jacques Dellors e outros mais, devem dar saltos nos seus túmulos por
assistirem a esta contínua auto-humilhação da Europa, em que as excepções serão
Pedro Sánchez e Mette
Frederiksen, pela forma corajosa como enfrentam as exigências de Trump.
O primeiro-ministro britânico Keir Starmer, que não
está em competição directa com franceses e alemães, parecia ser uma voz
autónoma e até negou autorização para que os aviões que estão a atacar o Irão
usassem as suas bases, mas foi sol de pouca dura e depressa cedeu, esquecendo
que o apoio directo para atacar o Irão tem menos de 10% de apoio no Reino Unido
e que 50-58% dos britânicos se opõem a que os Estados Unidos ataquem o Irão a partir de bases
britânicas.
Essa informação é divulgada hoje pela edição do
jornal londrino Morning Star
que anuncia que “a opinião pública britânica diz não a guerra”.
Haverá algum país na Europa onde a maioria da
população não seja contra a guerra? Será que o Eurobarómetro tem essa resposta?














