Os presidentes
dos Estados Unidos e da China decidiram encontrar-se pessoalmente e Donald
Trump viajou para Pequim, onde foi recebido por Xi Jinping. O encontro dos
líderes das duas maiores potências mundiais, numa altura em que há duas guerras
a perturbar a paz e uma crise económica a ameaçar o mundo, é um sinal muito
positivo para atenuar tensões, para aproximar posições e dar alguma estabilidade à ordem mundial. Mesmo que não se venham
a conhecer as exatas conclusões do encontro de Trump e Xi, certamente que dele
sairão melhores perspectivas para a paz mundial.
Diz a
generalidade dos especialistas que Donald Trump está em Pequim numa posição de
fraqueza, com demasiadas derrotas no seu ativo, embora continue a apregoar a
sua superioridade sobre tudo e sobre todos. Porém, não é necessário saber muito
de política internacional para ver que a China está a ganhar posições e prestígio
no mundo, enquanto os Estados Unidos estão em declínio económico e em rumo muito
incerto, mesmo quando usam o seu singular poderio militar. Os chineses fazem pontes,
aeroportos, estradas, hospitais e desenvolvem muitos outros negócios em África e
na América do Sul, enquanto os americanos optam por gastar milhares de milhões de
dólares em guerras no Médio Oriente.
Conhecedora do narcisismo
e da vaidade de Trump, a China estendeu-lhe a passadeira vermelha como anuncia o
jornal Californian Post na sua edição de hoje, mas isso é apenas a sabedoria
chinesa a funcionar. Donald Trump não consegue convencer Xi Jinping, que não hesitou em afirmar
que vai continuar a apoiar o Irão e de, sem papas na língua, alertar Trump sobre um possível confronto
por causa de Taiwan.
É de prever que Donald Trump regresse a Washington de orelhas caídas e sem a sua habitual exuberância...














