Desde que no dia
1 de janeiro de 1959 o ditador Fulgencio Batista fugiu de Havana para a
Republica Dominicana e os guerrilheiros barbudos de Fidel de Castro tomaram o
poder em Cuba – já passaram 67 anos – que o país tem vivido no fio da navalha,
devido à hostilidade americana em relação ao seu alinhamento com o bloco
soviético. Com a implosão da União Soviética ocorrida em 1991, a situação
agravou-se, embora se pensasse que o fim de Fidel Castro, que aconteceu em
2016, levasse a um progressivo afastamento cubano dos seus aliados
tradicionais, sobretudo a Rússia e a Venezuela.
Embora os Estados
Unidos mantenham sanções económicas muito duras contra o regime cubano desde há
muitos anos, a administração Trump decidiu subir a parada, depois da captura do
presidente Nicolás Maduro no passado dia 3 de janeiro. Com esse golpe foi
interrompida a entrega de 27.000 barris diários de petróleo que o regime
chavista fazia a Cuba e, paralelamente, foi anunciada a ameaça de imposição de
sanções comerciais a quem venda petróleo a Cuba, pelo que os países amigos de
Cuba e os fornecedores alternativos estão hesitantes. A economia de Cuba começa
a estar asfixiada e próximo do colapso, o turismo caiu, enquanto é relatada uma
gravíssima crise social. Não há electricidade, não há água, não há comida e a fome
ameaça os 11 milhões de cubanos. O jornal espanhol El País escreveu que é
“el hundimiento de Cuba”.
A crise humanitária
cubana é muito grave e a Espanha decidiu enviar ajuda alimentar e de produtos sanitários
de primeira necessidade, tal como fez o México que enviou mais de 800 toneladas
de alimentos, mas ninguém se atreve a enviar o petróleo de que Cuba necessita.
Entretanto, na sua
edição de hoje, o jornal Granma, o “órgano
oficial del Comité Central del Partido Comunista de Cuba”, destaca em primeira página
que “Cuba resiste y resistirá esta agresón inhumana”, embora seja cada vez mais
evidente que o regime e o povo cubano estão cada vez mais afastados.














