O Papa Leão XIV
está em França numa viagem apostólica oficial de quatro dias, cujo itinerário
inclui Paris e Lourdes, terminando no nordeste do país na cidade de Metz.
Depois da visita do Papa Bento XVI realizada em 2008, não acontecera outra visita
papal e, por isso, a República Francesa, a Igreja Católica e os franceses estão
a viver dias de euforia, como mostra toda a imprensa francesa, incluindo o
jornal La Dépêche du Midi, que se publica na cidade de Toulouse, a
pouco mais de cem quilómetros do santuário de Lourdes.
Numa época em que
todos os dias se fala de guerra, de mísseis e de drones, em que uma grave crise
económica e social ameaça muitos países, em que parece não haver preocupações
com as alterações climáticas nem com a IA e em que a Europa se mostra cega e
surda perante o que o escândalo humanitário que acontece na Palestina, a visita
papal é um alerta para os franceses, mas também para os europeus, avisando-os
que não estão apenas em declínio, mas também a caminhar para o abismo.
Emmanuel Macron recebeu
Leão XIV mas deve ter-se sentido pequenino perante a grandeza do Papa. O centro
de Paris foi “uma igreja a céu aberto” e cerca de 800 mil pessoas, católicas e não
católicas, vitoriaram o Papa que pediu a defesa da vida e criticou a eutanásia,
alertou para o terrível “paraíso das máquinas” como já fizera na sua encíclica Magnifica Humanitas, condenou o armamentismo
e exortou os políticos a usarem a diplomacia e o diálogo e, várias vezes, apelou
à paz e condenou a guerra que disse ser “a mais terrível das obras humanas”. Curiosamente,
talvez a pensar no seu país de origem, criticou os governantes que
instrumentalizam a Justiça de acordo com os seus próprios interesses.
É caso para dizer:
Viva o Papa!














