Cristiano Ronaldo
é o português mais conhecido e mais admirado no mundo, mas é também um
futebolista talentoso que por cinco vezes foi distinguido com a Bola de Ouro, o troféu que premeia o
melhor jogador de futebol do planeta. Ele é um ídolo para os portugueses e para
muitos milhões de estrangeiros e, ao longo da sua carreira, já marcou 979 golos
em jogos oficiais. Estreou-se na seleção nacional de futebol em 2003 e, até
agora, teve 233 internacionalizações e marcou 146 golos.
Cristiano Ronaldo
está com 41 anos de idade e os seus desempenhos já não são o que foram, como se
viu recentemente quando jogou contra o País de Gales. No jogo seguinte, que foi
contra a Noruega, o selecionador Jorge Jesus deu oportunidades aos jovens e deixou-o
de fora porque a equipa estava a jogar bem e a ganhar, mas Cristiano Ronaldo
não gostou. Amuou e alheou-se dos festejos dos companheiros e dos
agradecimentos aos adeptos. A partir daí, devem
ter emergido o ego e as vaidades do jogador e do selecionador, acentuados
por uma comunicação social que vive do sensacionalismo.
Ontem, em véspera
do jogo com a Dinamarca, a bomba rebentou quando Cristiano Ronaldo, o capitão e
maior símbolo da equipa nacional, abandonou o estágio da seleção e apanhou o
seu avião privado para regressar a casa. Foi um triste adeus, como titulou o
jornal A Bola, na sua edição de hoje.
Os portugueses
estão relativamente divididos quanto a este imbróglio, que era previsível. Cada
vez mais era a marca Ronaldo que
entrava em campo, mas as marcas não são eternas e os seus conselheiros
bajuladores não o preveniram disso e continuaram a alimentar-lhe o ego. Poucos portugueses compreendem o
amuo, o narcisismo e o egoísmo de Cristiano Ronaldo, que se acentuou nos anos
mais recentes, havendo alguns que se interrogam sobre se será o fim da sua
carreira futebolística, ou se será o princípio de uma carreira de negócios e de
gestão direta da sua fortuna que, em 2025, a Bloomberg avaliou em 1,4 mil milhões de dólares.














