Não é clara a situação bélica que se vive
no estreito de Ormuz, nem no Irão, nem nos países do golfo Pérsico, embora
todos os dias haja comentadores televisivos que não têm dúvidas e que tudo
explicam.
Ontem, a edição
do The
Washington Post anunciava em primeira página que “war has Trump in a
quagmire”, o que significa que “a guerra deixou Trump atolado num lamaçal”. As
últimas sondagens mostram que o apoio interno a Donald Trump caiu ao nível mais
baixo do seu mandato e que é rejeitado por 64% dos americanos, insatisfeitos
com a guerra e os seus efeitos, com a situação económica e com o comportamento
quotidiano do presidente que, ao tomar posse, prometera “evitar conflitos
militares prolongados”.
Assim não
aconteceu e Donald Trump decidiu apoiar o extremista Netanyahu e atacar
directamente o Irão na noite de 21 para 22 de junho de 2025. Terá sido avisado
para não se meter nisso, mas não ouviu ninguém. Passaram alguns meses e, em
março de 2026, declarou que “war will last four weeks”, disse “we don’t need
Nato help against Iran” e, já em abril, afirmou “make a deal by tonight or
entire country can be taken out”. Com estas declarações mais ou menos
fantasiosas e propagandísticas, até os americanos se cansaram de tanta mentira,
tanta trapalhada e tanta fanfarronice – eram quatro semanas, mas já vai em 14 meses.
Não se sabe
exactamente o que se passa, mas o mundo ficou estarrecido quando o Donald veio
declarar que “will declare Strait of Hormuz a U.S. territory when Iran war
ends”.
Embora não
conheça os actuais indicadores da economia americana e estejamos sujeitos a
muita desinformação, este tipo de declarações presidenciais e as suas constantes ameaças,
dão total credibilidade à notícia do The Washington Post: o presidente
Donald Trump está atolado num lamaçal.














