segunda-feira, 9 de novembro de 2020

Partiu a Vendée Globe – a grande regata

Partiu ontem do porto de Les Sables-d’Olonne, na costa atlântica francesa, mais uma edição da famosa regata Vendée Globe em que os participantes fazem a circum-navegação do planeta em monocascos com um comprimento máximo de 18,30 metros, em solitário, sem escala e sem assistência, passando obrigatoriamente pelos três cabos de referência do hemisfério sul – cabo da Boa Esperança, cabo Leeuwin e cabo Horn. 
A regata disputa-se de quatro em quatro anos desde 1989 e até agora foi completada por menos de cem navegadores, o que mostra a sua extrema dureza e faz dela a mais perigosa a regata do mundo. É um desafio único no panorama do desporto náutico. Ontem partiram de Les Sables-d’Olonne os 33 participantes, dos quais 18 estreantes e seis mulheres, sendo de nove diferentes nacionalidades, mas dos quais 23 são franceses! Espera-se que sejam percorridas 21.638 milhas e a chegada está prevista para Janeiro de 2021, havendo fortes espectativas de que o actual record de 74 dias, 3 horas, 35 minutos e 46 segundos, que foi conseguido na última edição da prova pelo navegador francês Armel Le Cléac’h, possa ser batido. 
O favorito para a corrida em curso chama-se Alex Thomson e é britânico, tendo sido o segundo classificado na última edição da prova, mas esta é a sua quinta participação na Vendée GlobeOs jornais da Bretanha e em especial Le Télégramme destacaram a largada dos 33 navegadores para a mais perigosa regata do mundo.

Joe Biden e o renascimento da América

Confirma-se a vitória de Joe Biden nas eleições americanas e o mundo parece estar a respirar de alívio, ao mesmo tempo que se sucedem as mensagens de felicitações de Angela Merkel, de Boris Johnson, de Emmanuel Macron, de Ursula von der Leyden, de Justin Trudeau, mas também de Bill Clinton, Barack Obama e até de George W. Bush. Enquanto Joe Biden e a sua vice-presidente Kamala Harris anunciam o propósito de unir a América e sarar as feridas divisionistas criadas pela administração que agora foi derrotada, verificamos que Donald Trump continua barricado na sua teimosia e a reclamar uma fraude eleitoral sem que dela haja evidências, procurando desacreditar um sistema de que ele próprio é o primeiro responsável, enquanto presidente e garante dos princípios constitucionais. Aparentemente o Donald está a ficar cada dia mais isolado, sem o apoio da sua própria família, mas também sem o apoio de uma boa parte do Partido Republicano e dos mass media, que se juntaram à mensagem pacificadora de Biden-Harris, a dupla que o mundo e a América já reconheceram como a nova liderança dos Estados Unidos. Os seus discursos de vitória pronunciados em Wilmington, no estado do Delaware, apelaram com firmeza à unidade e à pacificação nacionais, a uma maior igualdade racial, a uma nova decência na vida política e ao imediato ataque à pandemia que tem afectado o país, tendo sido escutados com entusiasmo e esperança pelos americanos. 
Muitas das mais controversas decisões de Donald Trump deverão ser revertidas e assim é de esperar o regresso americano ao Acordo de Paris, à UNESCO e à Organização Mundial de Saúde, bem como uma aproximação cooperante com a Europa. Os Estados Unidos tinham-se afastado do mundo e o seu presidente humilhava o país com o seu exemplo de ignorância, de fanatismo e de mentira. Trump envergonhou a América e ainda conseguiu enganar 70 milhões de eleitores americanos. O mundo inteiro espera que Joe Biden seja o rosto da renascida América.