O cessar-fogo em Gaza foi declarado no
dia 10 de outubro de 2025 e, teoricamente continua em vigor, embora haja
frequentes relatos de violações e de confrontos, em que Netanyahu e o Hamas se
acusam mutuamente.
Porém, o que aconteceu ontem foi mais um exemplo da
brutalidade israelita sobre o território de Gaza e sobre a martirizada
população palestiniana, pois um violento ataque matou pelo menos 32 pessoas,
incluindo uma dezena de mulheres e seis crianças, o que constitui o maior
número de mortes num só dia, desde o cessar-fogo. Assim, o número de
palestinianos mortos desde a trégua de outubro já soma mais de meio milhar.
Os
governos do Egipto, Jordânia, Emirados Árabes Unidos, Indonésia, Paquistão,
Turquia, Arábia Saudita e Catar já condenaram “as reiteradas violações por
parte de Israel do cessar-fogo em Gaza, que causaram morte e ferimentos a mais
de mil palestinianos".
Procuramos saber como tinha reagido a imprensa
internacional a esta agressão israelita e, com surpresa, apenas encontramos
dois jornais que, com destaque de primeira página, mostraram a fotografia da
violenta explosão provocada pelo ataque israelita de ontem no território de
Gaza: um deles é o diário La Jornada que se publica na cidade
do México e o outro é o jornal Rio Negro que é publicado na cidade
argentina de General Roca, na Patagónia. Como diria o Papa Francisco foram os
jornais do “fim do mundo” que estiveram atentos à desumanidade e
mostraram que continua a crueldade em Gaza, enquanto a imprensa ocidental
continua a mostrar-se indiferente ao genocídio de Netanyahu, ou alinhada com os
seus falcões extremistas.
Naturalmente, a Europa também continua sem nada fazer, nem nada dizer...
