segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

O divertido regresso de Miguel Relvas

No recente congresso do maior partido político português da actualidade, o respectivo presidente decidiu incluir Miguel Relvas como cabeça da sua lista para o Conselho Nacional, que é o órgão mais importante entre congressos e que é uma espécie de parlamento do partido, onde estão representadas as várias sensibilidades internas. Miguel Relvas foi eleito e, portanto, será ele a liderar o Conselho Nacional do PSD e, consequentemente, ele está de regresso à política activa, pouco tempo depois de a ter abandonado. É uma boa notícia! O anedotário nacional andava descaracterizado e pobre, pelo que o regresso de Miguel Relvas é não só um direito que lhe assiste, mas também é uma fonte de inspiração para a blogosfera e para as redes sociais.
Todos recordamos Miguel Relvas e a sua licenciatura-relâmpago na Universidade Lusófona com 32 equivalências, que o Ministério Público ficou de averiguar para lhe ser retirado ou não o grau académico conquistado sem trabalho e, eventualmente, à margem da lei. Recordamos também os cartazes exibidos na Volta à França e nos Jogos Olímpicos que o mandavam estudar e, sobretudo, lembramos o ar aterrorizado com que enfrentou a grandolada com que os estudantes o brindaram, quando há um ano esteve na cerimónia de encerramento da Conferência dos 20 Anos da TVI, que se realizou no ISCTE. Portanto, o regresso de Miguel Relvas é um golo na própria baliza de quem lhe deu a mão e um embaraço para os seus ex-colegas Crato e Poiares, mas também é uma grande alegria para quem anda deprimido e triste com esta governação mentirosa ou com a monumental farsa que é a nossa vida política. O atrevimento de Relvas é realmente uma coisa para nos divertir.

Sochi 2014: um grande espectáculo!

Terminaram ontem os Jogos Olímpicos de Inverno – Sochi 2014    e, depois de duas semanas de transmissões televisivas, algumas delas de grande espectacularidade, as cerimónias de encerramento constituiram uma notável demonstração das capacidades organizativas e artísticas russas. A aposta do Presidente Vladimir Putin para afirmar ao mundo o prestígio da Rússia e para a reposicionar no palco das grandes potências, foi ganha. Sucederam-se os elogios vindos de toda a parte e a imprensa e a televisão mundiais deram larguíssima cobertura ao acontecimento.
No campo desportivo, as medalhas olímpicas foram conquistadas por atletas de 26 países, tendo havido campeões olímpicos de 21 nacionalidades. A Federação Russa foi a grande vencedora não só em termos organizativos, mas também em termos desportivos, tendo os seus atletas conquistado um total de 33 medalhas das quais 13 de ouro, seguindo-se a Noruega (26/11), o Canadá (25/10) , os Estados Unidos (28/9) e a Holanda (24/8).
A cerimónia de encerramento foi um espectáculo memorável. O estádio Fisht começou por se tornar num imenso oceano por onde desfilaram todas as comitivas desportivas participantes, após o que se seguiu um espectáculo em que a Rússia mostrou as diferentes facetas da sua diversificada matriz cultural, destacando alguns dos ícones da sua pintura, literatura, música, bailado e circo. Assim, entre outros, a Rússia lembrou ao mundo Marc Chagall, Tolstoy, Chekhov, Rachmaninoff, Dostoevsky e Solzhenitsyn, entre outros, mas também o Ballet Bolshoi e o Ballet Mariinsky, reunidos para prestar homenagem aos grandes bailarinos russos. Esse desfile cultural e artístico terminou com as artes circenses e com uma verdadeira tenda de circo montada no interior do estádio. Entretanto, começou imediatamente a contagem decrescente para os Jogos Olímpicos de Inverno de 2018, que se realizarão em Pyeongchang, na Coreia do Sul.