quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Quatro anos de derramamento de sangue

O dia 24 de fevereiro de 2022 marca o início da tentativa russa de ocupar Kiev e da guerra que, desde então, se intensificou na Ucrânia. Quatro anos depois, alguns jornais evocaram essa data a priori e aqui foram referenciados, mas outros trataram-na a posteriori e apresentam-no nas suas edições de hoje, evidenciando uma grande solidariedade para com a resistência e coragem ucranianas. Porém, são evidentes dois tipos de posicionamento: alguns jornais anunciam mais solidariedade e mais apoio de armas e dinheiro à Ucrânia, com a presença em Kiev de António Costa, Ursula von der Leyen e outros líderes, enquanto outros jornais mostram a fotografia dos cemitérios ucranianos numa verdadeira mensagem de apelo à paz.
Entre estes destaca-se o jornal canadiano Toronto Star que, para além do título “quatro anos de derramamento de sangue”, publica uma fotografia de um cemitério em Kharkiv, a segunda maior cidade da Ucrânia, em que foram colocadas bandeiras nacionais nas campas dos mortos.
É sabido que a guerra tem sido muito violenta e que até o próprio Donald Trump argumenta que é preciso acabar com “a matança e o massacre”, porque está a morrer muita gente jovem, mas nenhuma das partes tem sido clara na divulgação dessa informação. Segundo algumas estimativas, o número combinado de militares mortos, feridos ou desaparecidos dos dois lados pode chegar a 1.800.000.
Como aqui desde sempre tem sido salientado, é necessário que a guerra acabe depressa para que o povo ucraniano tenha a paz, o sossego e o progresso a que tem direito e  possa escolher livremente as suas opções, sem a pressão de Moscovo, nem de Bruxelas, nem de Washington.