A poucos dias do
início do Campeonato do Mundo de Futebol da FIFA, ou simplesmente Mundial, quando
se publicam por todo o mundo edições especiais e “Guias do Mundial” com
informações sobre jogadores, equipas, jogos e estádios, foi com surpresa que
assistimos ao aparecimento de uma edição da revista americana Newsweek
com 100 páginas e dezenas de fotografias, totalmente dedicada ao futebolista
Cristiano Ronaldo.
O Mundial é um importante
evento mediático, provavelmente mais comercial do que desportivo, sendo
uma incomparável plataforma para a promoção de países, de marcas, de produtos,
de ideias e até de personalidades. Neste aspecto, o presidente dos Estados
Unidos não vai perder a oportunidade para se promover e está preparado para ser
“o rei da festa” mas, com surpresa, também vemos que o nosso mais famoso
futebolista, que de facto é “the pride of Portugal”, parece querer disputar-lhe
o protagonismo e a popularidade com esta inesperada edição de promoção. Será mais ou menos justa, mas é desproporcionada.
O nosso maior
poeta, que foi Luís de Camões, escreveu que “mudam-se os tempos, mudam-se as
vontades” e que “todo o mundo é composto de mudança”. De facto assim é e a
comunicação social é um bom exemplo desse tempo de mudança, especialmente os jornais e as
televisões, que cada vez mais são suportes para tudo e, por vezes, até para
algumas notícias. E não são apenas os chamados pasquins que alinham nessa moda, pois até os títulos de referência como é o Newsweek, parecem alinhar nos novos tempos. Como dizia Emídio Rangel, as televisões tanto vendem
sabonetes como Presidentes da República. É preciso é que alguém pague…
Independentemente
deste episódio mediático, espera-se que no Mundial a equipa portuguesa e o seu capitão
Cristiano Ronaldo tenham boas prestações e entusiasmem os portugueses, que bem precisam de
algumas alegrias.
