segunda-feira, 22 de julho de 2019

Os incêndios florestais estão de volta

Na sua edição de Badajoz, o jornal Hoy publica hoje na sua primeira página uma fotografia a seis colunas dos incêndios florestais que estão a afectar a região centro de Portugal, com a legenda “los incendios de Portugal llenan de humo Extremadura”. Acontece que o fumo derivado desses grandes incêndios que estão a acontecer nas florestas portuguesas em conjugação com as condições atmosféricas locais, deram origem a um “nuvem” que cobriu uma boa parte da Extremadura espanhola e afectou algumas localidades, como as cidades de Badajoz, Cáceres e Mérida.
Depois dos catastróficos incêndios de 2017 e das inúmeras medidas tomadas, a dimensão dos actuais incêndios é surpreendente. No entanto, o excesso de informações e de directos televisivos, bem como as repetidas declarações dos deslumbrados comandos da Protecção Civil, dos autarcas, dos bombeiros e da população, não nos ajudam a compreender o que realmente se passa, porque ora nos dizem que está quase tudo controlado, ora nos informam que há reacendimentos. Dizem-nos que há centenas de operacionais e de meios aéreos envolvidos, mas também nos dizem que os meios são insuficientes. O cidadão comum tem dificuldade em saber o que de facto se passa.
Desta vez, a luta e o aproveitamento político parecem estar ausentes dos teatros de operações e a Cristas ainda não apareceu a dar palpites. Ainda bem. Deixem trabalhar os Bombeiros. O que há a fazer agora é combater as chamas e só depois se deverão fazer balanços e comparações. Já o pequeno Marques Mendes, esse “comerciante político” como lhe chamou Carlos César, não se conteve e tratou de dizer que “há muito boa gente que está indignada com o que se está a passar, com a forma com que tudo isto uma vez mais está a acontecer. Parece que tem semelhanças com há dois anos. Parece que afinal nada mudou“. Porque é que essa criatura não espera para saber o que se passou e fala depois? Porquê essa mania deste pequenote se pôr em bicos dos pés e falar de tudo, mesmo daquilo que não sabe? 

Nova Iorque está sob uma onda de calor

No passado fim-de-semana a cidade de Nova Iorque, tantas vezes coberta de neve no Inverno, esteve sob uma invulgar onda de calor e a sofrer os efeitos das alterações climáticas. O jornal New York Post anunciou a temperatura de 110ºF (43,3ºC), informando que o sábado foi o dia mais quente do ano desde 2011. Por outro lado, o Daily News destacava que a cidade estava a derreter e que o mercúrio dos termómetros passava para além dos 100ºF (37,7ºC), tendo recorrido a uma frase popular para caracterizar o desespero dos nova-iorquinos - “sun of a bitch” – que em português popularucho poderá ser traduzido, entre outras traduções menos suaves, por “um calor do caraças”.
Na realidade, uma onde de calor muito severo está a assolar o centro e a costa Leste dos Estados Unidos e os termómetros têm registado temperaturas superiores a 40ºC, enquanto as autoridades de Nova Iorque, Boston, Filadélfia, Baltimore e Washington já decretaram o estado de emergência nas respectivas cidades. Muitos eventos programados foram cancelados e as populações estão a ser avisadas quanto às precauções que devem tomar.
Espera-se que o Donald esteja na costa Leste e que, apesar de estar ao abrigo e no conforto do ar condicionado, fique mais sensibilizado para reconsiderar e mudar de posição em relação aos acordos de Paris de 2015 sobre a redução da emissão de gases de estufa, a fim de travar o aquecimento global que afecta todo o planeta, como agora se vê numa das regiões mais prósperas do mundo.
Em Junho de 2017 o Donald decidiu retirar-se dos acordos de Paris, mas pode ser que agora apanhe uma caloraça das grandes e mude de ideias sob a pressão dos seus concidadãos, o que de resto aconteceu no Brasil onde a intenção declarada do Jair de abandonar os acordos de Paris foi contrariada pelos brasileiros. Oxalá!