segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Djokovic e Alcaraz: rei morto, rei posto!

Ontem, na cidade australiana de Melbourne, realizou-se a final do Australian Open, em que o tenista espanhol Carlos Alcaraz, de 22 anos de idade, venceu o tenista sérvio Novak Djokovic, de 38 anos de idade. Este resultado desportivo, entre dois atletas de 38 e de 22 anos de idade que se enfrentaram, tem um enorme simbolismo geracional, porque representa um “render da guarda” e significa que tem plena justificação o conhecido provérbio “rei morto, rei posto”. Ninguém é insubstituível e a partir de agora Djokovic tenderá a ser esquecido pelo público, enquanto Alcaraz se vai tornar, ou já é, o novo ídolo do ténis mundial.
Novak Djokovic, com Roger Federer e Rafael Nadal, representou uma era e é, provavelmente, o melhor tenista de todos os tempos, possuindo os recordes como número um do mundo durante 428 semanas e com vitórias em 24 torneios de Grand Slam e em 40 Masters 1000.  
Carlos Alcaraz representa uma nova geração do ténis mundial, já venceu 7 títulos do Grand Slam e oito Masters 1000, sendo o mais jovem tenista que venceu cada um dos quatro torneios do Grand Slam (Australian Open, Roland Garros, Wimbledon e US Open).
Inúmeros jornais de todo o mundo destacaram nas suas edições de hoje, em primeira página e com fotografia, a vitória de Carlos Alcaraz, assim acontecendo com o diário The Age, que se publica em Melbourne. Naturalmente, os jornais espanhóis não se pouparam nos adjectivos – historico, leyenda, imparable, grande, total, el rey, de ensueño – tratando de transformar Carlos Alcaraz no novo ídolo da Espanha.