sábado, 13 de junho de 2026

A Espanha recebeu Leão XIV em euforia

No dia 21 de abril de 2025 foi anunciado o falecimento do Papa Francisco aos 88 anos de idade e 17 dias depois, no dia 8 de maio, os cardeais reunidos em Conclave elegeram Robert Francis Prevost como o 267º Papa da Igreja Católica, que escolheu o nome de Leão XIV. Como quase sempre acontece, esta escolha dos cardeais foi uma surpresa e na sua biografia, que rapidamente foi publicada pelo jornalista Christophe Henning, o novo Papa foi classificado como “o Sucessor Inesperado”.
O Cardeal Robert Prevost é americano e era pouco conhecido.
Durante os primeiros meses do seu pontificado, o Papa Leão XIV foi muito discreto, mas em novembro realizou a primeira viagem apostólica à Turquia e ao Líbano, depois esteve um dia no Mónaco e seguiu-se uma longa viagem à Argélia, Camarões, Angola e Guiné Equatorial. Nessas viagens falou de paz, criticou a guerra e apelou à reconciliação, o que não agradou ao seu compatriota Donald Trump que o criticou. Porém, o Papa declarou não ter medo do governo de Trump e com essa corajosa declaração mostrou que o Papa e a Igreja Católica são confiáveis.
Agora, entre 6 e 12 de junho, o Papa realizou uma importante viagem apostólica a Espanha com passagens por Madrid, Barcelona, Las Palmas de Gran Canaria e Santa Cruz de Tenerife, tendo levado consigo uma mensagem de união para toda a Espanha, enquanto importante país de maioria católica, mas também a afirmação do direito dos migrantes a serem tratados com dignidade, tendo inaugurado a imponente torre central da Basílica da Sagrada Família em Barcelona.
Toda a imprensa espanhola acompanhou a visita do Papa Leão XIV e a euforia com que foi recebido, mas o jornal El Día de Santa Cruz de Tenerife publicou uma edição especial alusiva à sua passagem pela ilha de Tenerife, que foi a primeira visita realizada por um Papa àquela ilha e que aconteceu no dia 12 de junho de 2026.

Começou o Mundial e são 38 dias de festa

A 23ª edição do Campeonato Mundial de Futebol da Federação Internacional de Futebol (FIFA) começou no dia 11 de junho na Cidade do México e vai decorrer até ao dia 19 de julho. Pela primeira vez a competição será disputada em três países e terá a presença de 48 equipas nacionais, divididas por 12 grupos de quatro equipas. Serão disputados 104 jogos em 16 cidades-sede: Cidade do México, Guadalajara e Monterrey (México), Atlanta, Boston, Dallas, Houston, Kansas City, Los Angeles, Miami, Nova Iorque/Nova Jersey, Filadélfia, Baía de São Francisco e Seattle (Estados Unidos) e Toronto e Vancouver (Canadá).
O mundo acompanha este Mundial com grande curiosidade e muito entusiasmo, com as guerras e as políticas a passar para segundo plano, mas o mundo dos negócios está atento e tem as suas garras afiadas, sobretudo no maior dos países anfitriões onde tudo tem que gerar rendimento e onde o Donald Trump vai aproveitar para se promover interna e internacionalmente e, certamente, para juntar mais alguns milhões à sua conta pessoal.
A seleção portuguesa está presente e os entendidos dizem que é uma das favoritas à vitória. Não sei se assim é mas, tal como a generalidade dos portugueses, vou acompanhar o Mundial com entusiasmo e vou desejar que tudo corra bem e que marquem mais golos do que os que tiverem que sofrer. Os nossos compatriotas vibram com a “equipa das quinas” e com as prestações artísticas dos seus ídolos. Se a “equipa de todos nós” tiver bons resultados, desperta uma onda de alegria e felicidade nos portugueses e anestesia-os das dores que sofrem diariamente com os baixos salários, o custo de vida, o aumento dos combustíveis, as esperas no SNS, a ausência de oiliciamento na via pública, a sujidade urbana e a mediocridade e impreparação de muitos políticos.
A imprensa mundial tem dedicado edições especiais a este fenómeno desportivo, mediático e comercial, assim acontecendo com o jornal italiano Corriere dello Sport que, não podendo falar da “escandalosa” ausência da Itália, evoca a rivalidade entre os “históricos” ícones Ronaldo e Messi, que vão ter “the last dance”, apontando como favoritos à vitória a França, a Argentina e a Espanha.