sábado, 13 de junho de 2026

Começou o Mundial e são 38 dias de festa

A 23ª edição do Campeonato Mundial de Futebol da Federação Internacional de Futebol (FIFA) começou no dia 11 de junho na Cidade do México e vai decorrer até ao dia 19 de julho. Pela primeira vez a competição será disputada em três países e terá a presença de 48 equipas nacionais, divididas por 12 grupos de quatro equipas. Serão disputados 104 jogos em 16 cidades-sede: Cidade do México, Guadalajara e Monterrey (México), Atlanta, Boston, Dallas, Houston, Kansas City, Los Angeles, Miami, Nova Iorque/Nova Jersey, Filadélfia, Baía de São Francisco e Seattle (Estados Unidos) e Toronto e Vancouver (Canadá).
O mundo acompanha este Mundial com grande curiosidade e muito entusiasmo, com as guerras e as políticas a passar para segundo plano, mas o mundo dos negócios está atento e tem as suas garras afiadas, sobretudo no maior dos países anfitriões onde tudo tem que gerar rendimento e onde o Donald Trump vai aproveitar para se promover interna e internacionalmente e, certamente, para juntar mais alguns milhões à sua conta pessoal.
A seleção portuguesa está presente e os entendidos dizem que é uma das favoritas à vitória. Não sei se assim é mas, tal como a generalidade dos portugueses, vou acompanhar o Mundial com entusiasmo e vou desejar que tudo corra bem e que marquem mais golos do que os que tiverem que sofrer. Os nossos compatriotas vibram com a “equipa das quinas” e com as prestações artísticas dos seus ídolos. Se a “equipa de todos nós” tiver bons resultados, desperta uma onda de alegria e felicidade nos portugueses e anestesia-os das dores que sofrem diariamente com os baixos salários, o custo de vida, o aumento dos combustíveis, as esperas no SNS, a ausência de oiliciamento na via pública, a sujidade urbana e a mediocridade e impreparação de muitos políticos.
A imprensa mundial tem dedicado edições especiais a este fenómeno desportivo, mediático e comercial, assim acontecendo com o jornal italiano Corriere dello Sport que, não podendo falar da “escandalosa” ausência da Itália, evoca a rivalidade entre os “históricos” ícones Ronaldo e Messi, que vão ter “the last dance”, apontando como favoritos à vitória a França, a Argentina e a Espanha.