sexta-feira, 1 de maio de 2026

Cuba e a sua fidelidade a Fidel Castro

O jornal Granma, o “organo oficial del Comité Central del Partido Comunista de Cuba, dedicou a sua edição de hoje a Fidel Castro, que era filho de emigrantes galegos e liderou a guerrilha que tomou o poder em Cuba em 1959, quando tinha 33 anos de idade. Morreu em 2016, mas continua a ser o símbolo da Cuba socialista e anti-imperialista, numa altura em que já decorrem as celebrações do centenário do seu nascimento, cujo ponto alto acontecerá em agosto.
Nessa edição, a propósito do Dia Internacional de los Trabajadores, o presidente Miguel Diaz-Canel convocou o povo cubano para “un desfile por la paz” e, inspirando-se numa frase de Fidel Castro, disse que “la Patria se defiende en calles y plazas este viernes Primero de Mayo al amanecer” e exortou “trabajadores, campesinos, estudiantes, intelectuales, artistas, deportistas, cubanas y cubanos todos”, para desfilar hoje “contra el bloqueo genocida y en defensa de la paz”.
Este tipo de mobilização é habitual em regimes autoritários e personalistas, tanto de esquerda como de direita, assim tendo acontecido com as figuras de Lenine na União Soviética, de Adolfo Hitler na Alemanha, ou de Mao Tse-Tung na República Popular da China, mas também com o português António Salazar, cujas frases infectaram várias gerações de portugueses. Se Fidel Castro procurou a unidade cubana com a frase “La Patria se defiende”, o homem de Santa Comba Dão decretava a unidade nacional em torno da frase “Tudo pela Nação, nada contra a Nação”, procurando impor-se como “Salvador da Pátria” com a sua famosa declaração – “Sei muito bem o que quero e para onde vou”. 
Parafraseando uma conhecida figura política portuguesa, dir-se-ia que, em termos de culto da personalidade, as figuras históricas de Lenine, Mao, Salazar e Fidel foram “farinha do mesmo saco”.

Uma notável proeza de um atleta queniano

Foi no dia 26 de abril que Sabastian Kimaru Sawe, um maratonista queniano de 31 anos de idade, conseguiu a extraordinária proeza atlética de correr os 42,195 quilómetros da Maratona de Londres em 1.59:30. Tratou-se de um resultado histórico pois nunca ninguém completara esta prova em menos de duas horas e o jornal espanhol Marca deu-lhe honras de primeira página e, por um dia, esqueceu o futebol.
A maratona é uma prova que interessa os portugueses que tiveram em Carlos Lopes e Rosa Mota os seus grandes campeões, ambos com medalhas de ouro olímpicas.
No dia 12 de agosto de 1984 – já lã vão quase 42 anos – todos rejubilamos quando Carlos Lopes conseguiu a primeira medalha olímpica de ouro para Portugal ao vencer a Maratona de Los Angeles em 2.09:21, o que na altura constituiu um novo recorde olímpico.
Agora, este queniano gastou quase 10 minutos a menos para fazer o mesmo percurso, o que é verdadeiramente notável. Porém, há uma curiosidade em torno desta proeza. As grandes marcas desportivas vinham procurando criar umas sapatilhas especiais e a Adidas parece que se adiantou à Nike. Sabastian Sawe correu com sapatilhas Adizero Adios Pro Evo 3, o modelo da Adidas com menos de 100 gramas que foi desenvolvido para maximizar a eficiência energética e que cria um efeito de retorno de energia que reduz o custo fisiológico ao longo da prova. “O ténis é muito bom, muito leve, confortável e oferece bastante suporte, além de impulsionar para frente”, disse o Sabastian. Não se lhe tira o mérito, mas