Através do jornal
ponto
final. que é um dos jornais em língua portuguesa que se publica na
Região Administrativa Especial de Macau (RAEM) da República Popular da China,
vamos conhecendo alguma coisa do que por lá se passa, quando já são decorridos
26 anos desde o fim da soberania portuguesa no território.
A mais recente
edição do jornal destaca na capa uma fotografia das Ruinas de São Paulo, isto
é, da antiga Igreja da Madre de Deus e do anexo Colégio de São Paulo, que em
1835 foram destruídos por um incêndio, dando notícia da Semana Dourada e do
movimento turístico no território. A Semana Dourada abrange os cinco dias de
feriado do Dia do Trabalhador que se festeja no território continental da China
e, nesses dias, o território de Macau atrai ainda mais multidões de chineses.
De acordo com as autoridades macaenses, nos primeiros três dias e meio da Semana Dourada o
território recebeu 772 mil visitantes e, só no dia 2 de maio, entraram cerca de
248 mil visitantes, mais 20 mil que no mesmo dia do ano anterior, o que representava
o número máximo de visitantes de Macau num só dia.
Nos nove postos
fronteiriços de acesso ao território, as Portas do Cerco concentraram quase
metade (49,3%) do total de entradas registadas nos três primeiros dias de
feriado, em que foram contabilizadas 2.481.619 entradas e saídas de visitantes
e não visitantes, perfazendo uma média diária de 827.206 movimentos
transfronteiriços diários, o que significa que há milhares de chineses que
todos os dias entram e saem de Macau, uns como turistas e outros para trabalhar,
estudar ou fazer compras.
Macau, que muitos
portugueses bem conhecem, tem atualmente cerca de 700 mil habitantes e em 2025
recebeu 40,1 milhões de turistas, enquanto Portugal recebe anualmente cerca de
30 milhões de turistas. Estes números mostram que Macau é uma atracção para o turismo chinês, mas que continua a ser uma bela memória da expansão marítima portuguesa.

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