A partir de 2028 a conhecida marca MG
vai voltar a produzir automóveis na Europa e escolheu a Galiza para localizar
a sua fábrica, segundo informou a edição de hoje do centenário jornal La
Voz de Galicia, que se publica na cidade de La Coruña. Trata-se de um
investimento de 200 milhões de euros, que criará 2.300 postos de trabalho e
terá uma produção de 120.000 automóveis por ano.
A MG foi fundada em 1924 no Reino
Unido, mas em 2005 foi adquirida por uma sociedade chinesa e passou a ter a sua
sede na China, mas em 2007 foi comprada pelo grupo SAIC Motor (Shanghai
Automobile Industry Corporation), o gigante chinês da indústria automóvel. Em
2016 deixou de produzir automóveis no Reino Unido, apesar de ter mantido
a matriz britânica nos seus automóveis e de estar muito presente no mercado
europeu, embora passasse a utilizar a engenharia de ponta chinesa.
A decisão
da localização deste importante investimento chinês na Galiza, certamente ponderou
todas as variáveis que determinam este tipo de escolhas, que vão desde o preço
do terreno e das acessibilidades, até à existência de um bom porto (Ferrol),
passando pela qualidade da mão-de-obra disponível, fiscalidade e ambiente
político, entre muitos outros, incluindo a persuasão/pressão das autoridades locais e
as contrapartidas que estas oferecem ao investidor.
Portugal
parece que ficou a ver navios. Porém, sempre ouvimos dizer que Macau era uma
porta giratória para o investimento chinês em Portugal e até temos a AICEP - Agência para o Investimento e Comércio Externo de
Portugal, responsável pelo acolhimento de projectos de investimento
estrangeiro, para o que dispõe de cerca de 500 funcionários e um orçamento de
547 milhões de euros em 2025.
Palavras para quê?
