domingo, 2 de outubro de 2011

Austeridade e crescimento económico

Na passada semana a câmara baixa do Parlamento alemão (Bundestag) aprovou a expansão do Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF), o que foi considerado pelo Le Figaro como a luz verde da Alemanha para salvar a Grécia. Outros, menos optimistas, disseram que era apenas um balão de oxigénio para a Grécia, mas também para a moeda única e para a própria União Europeia.
A aprovação do reforço de 211 mil milhões de euros do FEEF foi decisiva para se avançar com o novo pacote de ajuda à Grécia, aprovado na cimeira de 21 de Julho. Porém, para muita gente, este pacote só adia o problema grego e continua a deixar a Europa e a América à beira de uma recessão desastrosa.
A receita de austeridade em curso na Grécia, mas também em Portugal, na Itália e na Espanha, será indispensável para reduzir os défices e travar as dívidas públicas, mas está associada à recessão económica, ao empobrecimento, ao desemprego e à fragmentação social. É um preço muito alto. Não é a solução perfeita, como vem mostrando a realidade social. As medidas adoptadas não atingem todos da mesma forma e algumas delas são desproporcionadas. Os calendários impostos são muito apertados. É caso para dizer que não se morre da doença, mas morre-se da cura.
O equilíbrio orçamental e o pagamento das dívidas exigem austeridade, mas também precisam de crescimento económico para gerar os recursos necessários à normalização da vida financeira dos aflitos.
Austeridade e crescimento económico têm que ser equilibrados tal como as torneiras da água quente e da água fria. Quem é que, aqui e lá por fora, tem a necessária solução de equilíbrio entre as torneiras da austeridade e do crescimento económico?

A Festa do Japão em Lisboa

Em 1543 os portugueses foram os primeiros europeus que chegaram ao Japão, onde introduziram a espingarda e novos conhecimentos nos domínios da medicina, astronomia, matemática e arte de navegar.
O contacto entre as duas civilizações deixou marcas duradouras e, durante muito tempo, a língua portuguesa foi o meio de comunicação dos estrangeiros com os japoneses, havendo ainda muitos vocábulos de origem portuguesa na língua japonesa. Foi com os portugueses que entrou no Japão a imprensa de tipos metálicos, tendo sido o Padre João Rodrigues o autor da Arte Breve da Lingoa Japoa, a primeira gramática impressa da língua japonesa. Actualmente, o português é a terceira língua estrangeira no Japão, estimando-se que cerca de 330 mil japoneses nativos falem português (por via das relações com o Brasil).
Com o objectivo de celebrar a amizade e cultura entre o Japão e Portugal, a Embaixada do Japão promoveu a Festa do Japão em Lisboa na área do Jardim do Japão, situado à beira-Tejo, entre o Museu de Arte Popular e o Hotel Altis Belém.
O programa foi muito diversificado e proporcionou a criação de um certo ambiente japonês, com demonstrações de shodo (caligrafia), de Ikebana (arte floral japonesa), Orikata/Furoshiki (técnicas de embrulho), exposições de bonsais, artes marciais, música, actividades de palco e gastronomia, onde também se destacava a "castella do Paulo", um dos melhores exemplos da relação cultural luso-japonesa.
Nota: A "castella do Paulo" já aqui foi tratada num post de 10 de Abril de 2011.