sábado, 28 de julho de 2012

Gente famosa: ousadias & atrevimentos


Segundo ela própria anuncia, a revista GQ foi eleita a melhor revista masculina do ano. Nem a Playboy, nem a Penthouse, nem a Maxim. A audiência masculina prefere a GQ!
Embora eu não seja leitor dessa revista, suponho que uma das razões da apetência masculina por esta revista são as suas capas ousadas, com esbeltas jovens despidas e em poses sugestivas, que procuram notoriedade e popularidade a troco de um qualquer cachet. Aparecer na capa de uma revista, seja cor de rosa ou de outra natureza, é certamente um dos melhores caminhos para se ter acesso à profissão de modelo, para uma eventual entrada no mundo do cinema ou, de uma forma mais geral, para se tornar naquilo a que a prensa amarilla convencionou chamar famoso.
Porém, na edição de Julho/Agosto não foi uma jovem à procura de fama que aceitou aliviar-se da roupa para, como se diz na gíria, fazer capa da revista. Bárbara Guimarães é uma popular profissional do entertainment televisivo, mas terá aceite este ousado papel, ou porque ainda ambiciona mais fama do que a que já tem ou porque precisava do dinheiro do cachet, porque os tempos estão nublados e a vida está realmente muito difícil. Porém, a motivação parece ter sido outra, como revelou numa entrevista alusiva aos seus vinte anos de carreira e à sua natureza sedutora. Foi apenas ousadia e atrevimento. A mulher do ex-ministro Carrilho disse: “Sou atrevida por natureza. O meu marido adora, não acha mal nenhum”. Ficamos todos descansados por saber que não é uma questão de fama, nem de dinheiro. É apenas um atrevimento dela, que ele adora. Assim, sim. Não é barbaridade nenhuma!



Londres foi o centro do mundo

Ontem à noite Londres foi o centro do mundo, durante a cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos mas, provavelmente, durante duas semanas, a cidade vai continuar a estar no centro das atenções mundiais devido às esperadas proezas atléticas.
O espectáculo ontem oferecido a muitos milhões de telespectadores foi grandioso e deslumbrante de imaginação, de tecnologia, de luz e de simbolismo, conseguindo mostrar algumas das facetas mais marcantes da história da Grã-Bretanha, desde os primórdios da sua vida rural até à criação do seu famoso Serviço Nacional de Saúde (NHS), passando naturalmente pela revolução industrial. A imprensa mundial e os jornais britânicos não se pouparam em elogios à noite gloriosa e de maravilha.
A cerimónia foi marcada por diversos momentos de grande espectacularidade, como a breve viagem que levou a rainha Isabel II e o agente secreto James Bond a percorrerem Londres de helicóptero e, depois, a saltarem de paraquedas sobre o estádio, que é uma ideia verdadeiramente genial e que ultrapassa muitas convenções que pudéssemos imaginar. Só a ficção do cinema permite esses efeitos. Porém, alguns dos mais conhecidos ícones britânicos contemporâneos que todo mundo conhece e admira, passaram pelo estádio. Houve o humor de Mr. Bean. A fantasia de Mary Poppins e de Harry Potter. A evocação dos Beatles e a música de Paul McCartney. Como se a Grã-Bretanha quisesse mostrar que Londres ainda é o centro ou um dos centros do mundo.
Depois houve o desfile das delegações olímpicas, os discursos apropriados e o acender da chama olímpica, que também foi um espectáculo dentro do espectáculo. Agora, os amantes do desporto vão ter duas semanas de grande interesse televisivo.