segunda-feira, 13 de abril de 2015

Hillary e as mulheres presidenciáveis

Hillary Clinton, a antiga Primeira-dama e Secretária de Estado anunciou a sua candidatura às eleições presidenciais americanas de 2016 e essa iniciativa lembra-me as eleições presidenciais portuguesas que, nos últimos dias, têm ocupado a agenda mediática portuguesa.
Em ano de eleições legislativas que vão escolher as políticas e a equipa que nos vai governar nos próximos quatro anos, o tema das eleições presidenciais é prematuro e inoportuno, mas tem servido para não se falar nos assuntos inconvenientes para o governo, que são muitos. Não se fala na trapalhada das dívidas do Primeiro-ministro à Segurança Social, nem naquela mentirosa afirmação de que não há dívida nova e que os cofres estão cheios, nem naquele Secretário de Estado arrogante e mentiroso que disse que não havia listas VIP, nem nas nomeações de boys e girls para recompensar lealdades partidárias, nem na lata com que o irrevogável se pavoneia sem nada de útil ter feito no governo, para além das passeatas. Não se fala no desemprego, nem na dívida que tem aumentado, nem no défice que encalhou nos 4%, nem na falta de investimento, nem na pobreza que vemos nas ruas desta cidade de Lisboa. O que tem ocupado a agenda mediática são os candidatos presidenciais, já anunciados ou ainda por anunciar, como o neto, o morais, o amaral, o vitorino, o sampaio, o carvalho, o marcelo, o lopes, o rio e outros que hão-de aparecer. É uma grande alegria termos tanta gente capaz de ocupar o palácio de Belém. São todos homens e, com alguma timidez, também têm sido lançadas na praça pública algumas personalidades femininas, o que é muito positivo, mas que tem que ser visto com cuidado.
Já imaginaram se o exemplo dos Estados Unidos atravessa o Atlântico e chega até nós? À semelhança de Hillary Clinton teríamos a actual Primeira-dama candidata e teríamos um Aníbal, tal como o Bill, a fazer de primeiro-damo ou primeiro-cavalheiro. Para quem está satisfeito com os dez anos de cavaquismo presidencial, aqui está uma alternativa para que o Aníbal e a Maria troquem de papéis e nos continuem a divertir. Talvez o primeiro Passos apoie esta divertida solução...