quinta-feira, 2 de março de 2023

As redes sociais ao serviço da espionagem

As redes sociais são estruturas que ligam as pessoas ou as organizações. Nos últimos anos essas redes têm-se desenvolvido rapidamente com base nos suportes online, permitindo a troca de informações e o relacionamento social. Tem sido uma revolução cultural contínua em todo o mundo e, entre outras, destacam-se as chamadas redes sociais de relacionamento como o Facebook, o Twitter, o WhatsApp, o Telegram, o Instagram, o Google+, o Youtube, o My Space e o Badoo, bem como as redes profissionais como o Linkedin e outras de natureza diversa. São tantas as redes sociais que os cidadãos têm grande dificuldade em acompanhar as suas evoluções e adaptações aos tempos, às modas ou à concorrência entre si, mas não há dúvidas que têm uma importância cada vez maior nas sociedades modernas, ao construir realidades virtuais, sociabilidades e acontecimentos fictícios, sem qualquer tipo de regulação. As redes sociais têm contribuído largamente para o progresso cultural e social das comunidades, mas têm gerado grandes problemas como a invasão da privacidade, a difamação gratuita e sentimentos de medo, para além de estarem na primeira linha do estabelecimento de uma nova ordem mundial.
Uma das mais recentes redes sociais é o TikTok que apareceu em 2019 com grande sucesso ao permitir partilhar vídeos muito curtos, é detida por uma empresa chinesa e há suspeitas de que possa ser usada para fazer espionagem, o que compromete a segurança nacional. Assim, em 2020 a Índia proibiu a utilização do TikTok, juntamente com dezenas de outras aplicações chinesas, alegando serem potencialmente prejudiciais à segurança e à integridade do país. Nos Estados Unidos e no Canadá a rede TikTok vem sendo considerada como uma perigosa porta de entrada da China na sociedade americana e na União Europeia também o Parlamento Europeu, o Comité das Regiões e o Conselho Económico e Social decidiram proibir a rede social TikTok nos telemóveis profissionais, recomendando ainda a sua exclusão em dispositivos pessoais. 
O jornal Libération dedica a sua edição de hoje ao TikTok e salienta que se multiplicam as interdições contra a rede social chinesa por suspeitas de espionagem, isto é, as crescentes tensões internacionais também passam pelas redes sociais.