segunda-feira, 9 de março de 2026

Os povos da Europa dizem “não à guerra”

É cada vez mais evidente que as lideranças europeias são fracas, medíocres, subalternas, incompetentes e deslumbradas, vivem afastadas dos interesses das populações, protegem os seus amigos com lucrativos tachos em Bruxelas e participam conjuntamente numa espécie de competição de vaidades, de exibicionismos serôdios e de lamentáveis fotos de família a mostrar uma unidade e uma firmeza que não têm.
Não se imagina como é possível haver dirigentes europeus como Friedrich Merz, Emmanuel Macron, Ursula von der Leyen, Mark Rutte e alguns mais, tão subservientes a Donald Trump e tão cobardemente silenciosos perante o criminoso Benjamin Netanyahu, sem uma palavra de crítica à brutal agressão ao Irão, enquanto outros dirigentes como Winston Churchill, Charles de Gaulle, François Miterrand, Margaret Thatcher, Jacques Dellors e outros mais, devem dar saltos nos seus túmulos por assistirem a esta contínua auto-humilhação da Europa, em que as excepções serão Pedro Sánchez e Mette Frederiksen, pela forma corajosa como enfrentam as exigências de Trump.
O primeiro-ministro britânico Keir Starmer, que não está em competição directa com franceses e alemães, parecia ser uma voz autónoma e até negou autorização para que os aviões que estão a atacar o Irão usassem as suas bases, mas foi sol de pouca dura e depressa cedeu, esquecendo que o apoio directo para atacar o Irão tem menos de 10% de apoio no Reino Unido e que 50-58% dos britânicos se opõem a que os Estados Unidos ataquem o Irão a partir de bases britânicas.
Essa informação é divulgada hoje pela edição do jornal londrino Morning Star que anuncia que “a opinião pública britânica diz não a guerra”.
Haverá algum país na Europa onde a maioria da população não seja contra a guerra? Será que o Eurobarómetro tem essa resposta?