A revista semanal
The
New Yorker tem 101 anos de idade e tem sido uma publicação de
referência nos Estados Unidos pela sua diversidade temática, pois inclui
jornalismo, comentário, crítica, ensaio, ficção, poesia e sátira, mas também
pelo seu posicionamento político, tendo apoiado os candidatos presidenciais
do Partido Democrata, incluindo John Kerry, Barack Obama, Hillary Clinton, Joe
Biden e Kamala Harris. Segundo os estudos de opinião conhecidos, é a revista da
classe média e média alta, do centro-esquerda e dos liberais americanos, daí resultando que assuma posições muito críticas em relação à administração de Donald Trump.
Na sua mais
recente edição a revista escolheu George Washington para ilustrar a sua capa e,
se “uma imagem vale mais que mil palavras”, a capa do The New Yorker é bem
elucidativa e o editor não precisou de quaisquer palavras para a completar. A imagem fala
por si mesma.
George Washington
é “um dos pais fundadores dos Estados Unidos”, pois comandou as tropas
americanas na guerra da independência contra a Grã-Bretanha, presidiu à
convenção que elaborou a Constituição e foi o primeiro presidente dos Estados
Unidos. Agora, ao olhar
para o que vai fazendo Donald Trump e os seus seguidores, George Washington evidencia
a sua mágoa e a sua tristeza expressas no seu olhar melancólico, refugia-se em
copos e cigarros como se vê na ilustração e pensa nas voltas que o mundo dá, designadamente nos Estados
Unidos, onde os eleitores escolheram um homem que tem sido caracterizado com
adjectivos como controverso, arrogante, populista, narcisista, impulsivo,
autoritário, provocador, incompetente, imprevisível e fanfarrão.
Com uma taxa de desaprovação
de 62%, a impopularidade do presidente Donald Trump atinge actualmente o valor mais
alto de sempre, porque tem semeado ventos por todo o lado e muitos americanos temem
que possam vir a colher tempestades.
