A República de
Cabo Verde, ou simplesmente Cabo Verde, é um país constituído por dez ilhas, divididas entre o grupo de Barlavento e o grupo de Sotavento e com a sua capital na cidade da Praia, na ilha de Santiago.
Cabo Verde tem um pouco
mais de 500 mil habitantes, mas haverá mais caboverdianos em Portugal, em França
e nos Estados Unidos, do que no próprio país. Independente desde 1975, é uma
democracia estável em que existe paz social e uma verdadeira alternância do
poder.
No passado dia 17
de maio realizaram-se eleições legislativas para escolher os seus 72 deputados.
Havia 414.088 eleitores inscritos e entraram nas urnas 192.746 votos, isto é, o
país também sofre da "abstencionite",
embora o fenómeno da emigração caboverdiana justifique uma boa parte dessa
elevada abstenção.
Apresentaram-se ao
sufrágio cinco partidos, com destaque para o Partido Africano da Independência
de Cabo Verde (PAICV) de Francisco Carvalho que conseguiu eleger 36 deputados e
para o Movimento para a Democracia (MpD) de Ulisses Correia e Silva, que conseguiu
32 deputados. Estes partidos inverteram posições: o PAICV ganhou 6 lugares e ficou
com a maioria absoluta, enquanto o MpD perdeu 6 deputados e vai perder o atual 1º ministro Ulisses
Correia e Silva, que vai ceder o cargo a Francisco Carvalho. Tudo com exemplar normalidade democrática e, assim, Cabo Verde avança.
Também concorreram às eleições a União Caboverdiana Independente e Democrática (UCID) que elegeu 2 deputados, o
Partido de Trabalho e Solidariedade (PTS) e o Partido Social Democrata (PSD) que
não elegeram quaisquer deputados.
O que aqui se regista
com agrado é a exemplar maturidade democrática de Cabo Verde, que a edição do semanário Expresso das Ilhas acentua e, porque aí vem o
Mundial de Futebol, aqui se deseja que a equipa de Cabo Verde tenha muito sucesso para alegria de caboverdianos e de portugueses.

