Enquanto todas as
atenções futebolísticas e outras, estão concentradas no Mundial e na final que
hoje se vai disputar entre as equipas da Espanha e da Argentina, os franceses
vivem o Tour de France com enorme
euforia e com o seu habitual entusiasmo, não só porque se trata de uma das
maiores competições desportivas do mundo, mas também porque lhes serve para
esquecer a desilusão por não estarem hoje na final como tanto desejavam.
O Tour de France que este ano está na sua
113ª edição, iniciou-se em Barcelona no dia 4 de julho e terminará em Paris no
dia 26 de julho. Já estão disputadas 14 das 21 etapas da prova e, nesta altura,
o ciclista esloveno Tadej Pogačar
enverga a camisola amarela e já venceu quatro etapas, exibindo uma tão grande
superioridade sobre os seus adversários que a crítica já o considera “o maior
ciclista da história”. Ontem, na etapa que ligou Mulhouse a Le Markstein e que introduzia os Alpes na corrida, Tadej Pogačar voltou a vencer isolado no alto da montanha, deixando para trás o
dinamarquês Jonas Vingegaard e o belga Remco Evenepoel, que são os ciclistas
que mais o poderiam incomodar.
Na sua edição de hoje, o jornal L’Alsace,
um quotidiano que se publica em Mulhouse, destacou a proeza de Tadej Pogačar e escolheu como manchete que “esta etapa
ficará nas memórias”, mas um outro diário escolheu como manchete que “o espectáculo começou”.
Nos últimos anos habituámo-nos a ver um ciclista português
chamado João Almeida, a pedalar entre os melhores ciclistas mundiais, mas este
ano esteve ausente do Giro de Italia
e do Tour de France. Será que o
teremos na Vuelta?
