domingo, 23 de agosto de 2026

As eleições presidenciais no Brasil (II)

As eleições brasileiras estão à porta e serão cerca de 158 milhões de eleitores que irão às urnas para escolher o presidente da República, os governadores estaduais, os senadores e os deputados, federais, estaduais e distritais.
A campanha eleitoral já começou há uma semana mas, para quem observa o processo desde a margem oriental do Atlântico, o interesse das eleições gerais brasileiras está centrado na escolha presidencial e daí que se dê muita atenção às sondagens, a primeira das quais foi divulgada pela Datafolha, a mais credível agência de pesquisa brasileira. Os resultados dessa sondagem foram ontem revelados pela imprensa, designadamente pelo jornal O Globo, que se publica no Rio de Janeiro e que mostra uma disputa intensa na chamada corrida ao Planalto, em que se destacam o actual presidente Lula da Silva, com 39% das intenções de voto, e o candidato Flávio Bolsonaro, que recolhe 33% das intenções de voto. Numa simulação para a 2ª volta, a realizar, se necessário, no dia 25 de outubro, as intenções de voto aparecem repartidas entre Lula da Silva (47%) e Bolsonaro (43%).
A vantagem de Lula da Silva é estatisticamente reduzida e a sondagem mostra que, consideradas as margens de erro, estamos perante um empate técnico.
Faltam 42 dias para o veridicto dos eleitores brasileiros, que vão ser sujeitos a verdadeiras “lavagens ao cérebro”, com propaganda, desinformação, campanhas difamatórias e interferências externas, além de mentiras, de calúnias e de ameaças.
O panorama internacional também se apresenta incerto e confuso, o que pode afetar a serenidade de que os brasileiros precisam para fazer as suas escolhas eleitorais.
Como aqui já foi escrito antes, os brasileiros que se cuidem…