quinta-feira, 17 de setembro de 2026

Westminster, a Celtic Alliance e o futuro

O Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda, ou simplesmente Reino Unido, está estabelecido desde 1801 e é formado por quatro nações, ou quatro territórios: Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte.
A História mostra que nestas nações sempre existiram movimentos independentistas com formas distintas e muita contestação, por não aceitarem a tutela “colonial” inglesa.
Recentemente, estes movimentos convergiram devido a dois factores: a memória do Brexit e o facto de, pela primeira vez na sua história, as três nações terem governantes de partidos nacionalistas, ou independentistas.
Em 2016 o Brexit foi rejeitado na Escócia (62%), na Irlanda do Norte (56%) e no País de Gales (48%) e, por isso, sempre foi grande o descontentamento pela decisão do governo britânico de abandonar a União Eueopeia e, inversamente, tornou-se um elemento de contestação ao centralismo de Londres. Agora os líderes dos três territórios assinaram em Cardiff um memorando de entendimento conjunto, alegando que o modelo centralizado de Londres faliu e exigem que o governo britânico facilite mecanismos constitucionais para que as nações decidam o seu próprio futuro, isto é, exigem referendos.
Mary Lou McDonald e Michelle O’Neill (Sinn Féin da Irlanda do Norte), Rhun ap Iorwerth (Plaid Cymru do País de Gales) e John Swinney (do SNP – Partido Nacional Escocês) fizeram-se fotografar e tornaram-se a imagem de um desafio, que o jornal The National, que se publica em Glasgow, bem como outros jornais, divulgaram.
O facto é que, embora seja considerada pouco provável de ir em frente, a hipótese de uma dissolução do Reino Unido ganhou novos contornos ao serem reivindicados referendos visando a independência das três nações, a separação de Westminster e uma eventual reintegração na União Europeia. 
A Celtic Alliance (SNP, Plaid Cymru e Sinn Féin) está em marcha.