A cidade de Barcelona assistiu ontem
a uma cimeira progressista “em defesa da Democracia” em que, para além de
outros dirigentes internacionais, se destacou a presença de Lula da Silva, que
disse que “nenhum país, por maior que seja, tem o direito de impor regras aos
outros”, e de Pedro Sánchez, que afirmou que “não basta resistir, temos de
propor”.
A cimeira visou a constituição de uma frente internacional das
esquerdas e dos centro-esquerdas mundiais contra Donald Trump e Benjamin
Netanyahu, mas também contra os outros líderes da extrema-direita que são seus
aliados. Na sua edição de hoje o jornal El País destacou este acontecimento
em primeira página e transcreve algumas das declarações produzidas durante a
cimeira.
- “Gracias por haber salvado el alma
de Europa”, disse Giacomo Filibeek, o secretário-geral do Partido Socialista
Europeu;
- “Gracias Pedro por tu liderazgo,
gracias por demostrar que la agenda progresista funciona, gracias por defender
nuestra dignidad com cuatro palabras “no a la guerra”, disse a italiana Elly
Schlein, a grande rival de Giorgia Meloni.
Lula da Silva disse que “não se pode
dormir e acordar todos os dias com um Presidente ameaçando o mundo” e elogiou
Pedro Sánchez “porque tuvo la valentia de no permitir que los aviones de guerra
de EE UU salieran de aquí para bombardear Irán”.
A cimeira teve a participação da
presidente mexicana Claudia Sheinbaum e do presidente sul-africano Cyril Ramaphosa. Dos Estados Unidos
chegaram apoios à iniciativa de Pedro Sánchez e de Lula da Silva, designadamente
de vários democratas como Tim Walz, Zohran Mamdani, Bernie Sanders e
Hillary Clinton, afirmando que esta iniciativa é “o trabalho da nossa era”, mas Tim Walz, que foi
candidato presidencial derrotado em 2024, disse que Trump é um ditador e que o
fascismo está pelo mundo.
Pedro Sánchez surgiu, assim, como o mais
destacado e corajoso opositor europeu dos desmandos e das ilegalidades de Donald
Trump, cujo ataque ao Irão parece estar a ser um fiasco, sobretudo… nos Estados
Unidos.
