Os figurões
Donald Trump e Benjamin Netanyahu que governam os Estados Unidos e Israel, têm
sob as suas ordens poderosas forças militares com as quais decidiram atacar o
Irão, uma república teocrática islâmica que possui abundantes recursos petrolíferos.
Foi no sábado e,
embora as informações que nos chegam pela comunicação social sejam vagas e até
contraditórias, tudo aponta para que o ataque tenha sido devastador, tendo sido
mortos muitos dirigentes iranianos, incluindo o líder supremo que era,
desde há 35 anos, o aiatolá Ali Khamenei.
Decorriam
negociações entre os Estados Unidos e o Irão para encontrar uma solução para a questão
nuclear iraniana, havendo algumas declarações que referiam que havia
progressos, pelo que a decisão daqueles dois figurões foi criminosa, injusta,
violadora do direito internacional e um atentado à paz mundial. É certo que o
regime iraniano é uma ditadura, autoritário e arrogante, que o país vive sob um
regime de terror, ou próximo dele, mas nem Trump nem Netanyahu são polícias do
mundo, nem têm qualquer legitimidade para alterar desta forma o regime
iraniano.
Com esta
iniciativa que vários países europeus condenaram abertamente, tanto Trump como
Netanyahu revelaram, uma vez mais, o seu alinhamento com práticas que violam a
soberania de outros estados e o direito internacional, além de serem cruéis e
desumanas e tenham características bem próximas de um terrorismo.
O que Netanyahu
fez em Gaza, tal como o que Trump fez na Venezuela e em Cuba merecem o repúdio
da comunidade internacional, embora a Europa tivesse ficado calada. Agora os
dois figurões juntaram forças e atacaram o Irão, provavelmente a pensar no seu petróleo.
Na sua edição de
hoje o jornal Público fez jornalismo e, ao contrário da generalidade da
imprensa internacional que noticiou a morte de Ali Khamenei, o jornal português
disse e bem que é “a nova guerra de Trump”.
Esse Donald queria
ganhar o Nobel da Paz, mas só pensa na guerra. Está a ser um problema para a
América e para o mundo…
