sábado, 8 de novembro de 2025

A China aprontou um novo porta-aviões

A República Popular da China anunciou que o novo porta-aviões Fujian entrou ao serviço e a notícia apareceu na edição de hoje do jornal South China Morning Post, um jornal em língua inglesa de Hong Kong. 
Esse facto ocorreu esta semana no porto de Sanya, no sul da China, numa cerimónia a que assistiu Xi Jinping e, segundo tem sido salientado pelos especialistas, a entrada ao serviço do Fujian é um passo decisivo na modernização militar chinesa.
A China já dispunha dos porta-aviões Liaoning e Shandong, mas com o novo Fujian, que é dotado de propulsão convencional mas que se anuncia ter catapultas electromagnéticas, é um avanço tecnológico importante e “um marco sem precedentes na história da tecnologia de catapultas de porta-aviões”.
A incorporação do Fujian na Marinha do Exército de Libertação Popular simboliza o amadurecimento industrial e militar da China. Com este novo porta-aviões, a China consolida a sua posição entre as maiores potências navais do mundo, ao lado dos Estados Unidos, que também possuem uma dezena de porta-aviões com catapultas eletromagnéticas. 
Porém, mais do que um avanço tecnológico, o Fujian reflecte a ambição chinesa de projetar poder marítimo e proteger os seus interesses estratégicos globais, embora o faça sempre com um discurso de “defesa nacional e de manutenção da estabilidade regional”, conforme repetem as autoridades do país. 
Naturalmente, a questão de Taiwan e o seu regresso à mãe-pátria continua a ser uma questão de soberania nacional para a República Popular da China e, sobretudo,  esse problema foi decisivo para que se equipasse com porta-aviões.

Uma réplica resgata a cultura marítima

Toda a imprensa basca de hoje, incluindo o diário El Correo, deu grande destaque ao lançamento à água da nau San Juan, uma réplica de um navio-baleeiro do século XVI com o mesmo nome, que foi construída pelo Albaola Itsas Kultur Faktoria, um museu-estaleiro localizado em Pasaia, na província de Gipuzkoa do País Basco, próximo da fronteira franco-espanhola.
Esse navio-baleeiro naufragara em 1565 nas costas atlânticas do Canadá e em 1985 foi tema de uma reportagem no National Geographic Magazine. A partir daí, com o entusiasmo de um carpinteiro naval basco, nasceu o projecto de recuperação da história marítima basca e dos seus navios-baleeiros.
Os destroços do San Juan foram localizados em Red Bay, na costa sueste da península do Labrador, graças às pesquisas realizadas pela historiadora Selma Huxley e pelos Serviços Arqueológicos Subaquáticos do Canadá, que catalogaram os milhares de peças que permitiram definir com precisão o casco e as técnicas de construção do século XVI, tornando este achado numa referência internacional da arqueologia subaquática.
Com as informações recebidas do Canadá, o Albaola Itsas Kultur Faktoria e o seu animador Xabier Agote iniciaram a construção da réplica científica do San Juan, que teve o apoio da UNESCO e demorou cerca de 12 anos. Nos próximos meses, o San Juan passará a ser um navio-museu visitável. 
Como foi afirmado na cerimónia da botadura “no es solo la reconstrucción de um barco histórico, sino la espresión del esfuerzo colectivo de una comunidad. Mediante esta iniciativa, Pasaia demuestra una vez más que un pueblo pequeño, desde sus raíces y la fuerza de su gente, puede proyectarse al mundo”.