Os 29
participantes na 8ª edição da Vendée Globe, partiram hoje de Les
Sables-d’Olonne, uma pequena cidade francesa situada na costa da Bretanha, para
tentar vencer o desafio de fazer a volta ao mundo em solitário, sem quaisquer
escalas e sem qualquer tipo de assistência. A prova realiza-se de quatro em
quatro anos, é exclusiva para veleiros monocasco com menos de 18,30 metros e no
seu regulamento está estabelecido que prova passa pelos três cabos –
Boa Esperança (África do Sul), Leeuwin (Austrália) e Horn (Chile). É, por isso,
um desafio que atrai os melhores e mais corajosos velejadores do planeta que gastarão
cerca de oitenta dias para percorrer um mínimo de 24 mil milhas, embora tudo
dependa das variáveis meteorológicas, como o vento, o estado do mar e até os
gelos que encontrarem. A experiência dos velejadores é fundamental, assim como
a sua condição física, porquanto nunca poderão dormir mais de meia hora sem
interrupção e só quando o tempo o permitir.
Na edição da prova que
hoje começou em Les Sables-d’Olonne e que terminará no mesmo porto na segunda
quinzena de Janeiro participam velejadores de dez nacionalidades diferentes: vinte
são franceses, mas há um espanhol, um inglês, um holandês, um húngaro, um
suiço, um americano, um japonês e um neo-zelandês. Muitos milhares de pessoas
assistiram à largada das 29 embarcações mas, através de várias plataformas
tecnológicas, é possível acompanhar quase “em directo e ao vivo” esta grande
prova desportiva. O actual detentor do recorde da
prova é François Gabbart que na última edição da prova completou a volta ao
mundo em 78 dias, 2 horas e 16 minutos, mas ele é também o grande ausente da
presente edição, onde apenas estará um antigo vencedor, Vincent Riou, que
conquistou a Vendée Globe em 2004-05.
A
edição de hoje do diário regional francês Le Télégramme faz uma desenvolvida
reportagem desta volta ao mundo em 80 dias, com a qual nem Júlio Verne sonhara.