segunda-feira, 10 de junho de 2019

Rafa Nadal alimenta a euforia espanhola

Rafael Nadal Parera é um tenista profissional espanhol que ocupa actualmente o segundo lugar do ranking mundial masculino da ATP e que ontem, em Paris, venceu o Torneio Roland Garros pela 12ª vez. É um feito desportivo notável que veio enriquecer um palmarés onde constam 18 vitórias individuais nos chamados torneios do Grand Slam (doze no Open de França/Roland Garros, dois no torneio de Wimbledon, três no US Open e um no Open da Austrália).
Rafael Nadal é, por isso, um dos maiores tenistas de todos os tempos, sendo considerado o rei da terra batida. Hoje, todos os grandes jornais espanhóis destacam a sua vitória com uma fotografia em que, após a vitória sobre o austríaco Dominic Thiem, se deixou estender no chão para descarregar toda a tensão nervosa acumulada ao longo de três horas e um minuto de jogo. A euforia espanhola pela vitória foi de tal forma incontrolável que o jornal catalão Sport até destaca que Nadal é “el mejor de la Historia”.
Acontece, porém, que o actual número quatro do ranking mundial masculino da ATP é o suiço Roger Federer que conta com 20 vitórias individuais nos chamados torneios do Grand Slam (um no Open de França/Roland Garros, oito no torneio de Wimbledon, cinco no US Open e seis no Open da Austrália), o que significa que Nadal ainda está a dois títulos do recorde de Roger Federer.
Rafael Nadal e Roger Federer têm mantido uma grande rivalidade ao longo dos últimos anos, mas ambos já entraram na casa dos trinta anos e, provavelmente, já terão poucas hipóteses de voltar a triunfar em torneios do Grand Slam. Porém, parece que nada é impossível para homens como estes.

A alegria do povo está mesmo no futebol

A selecção portuguesa de futebol venceu ontem a primeira edição da Liga das Nações, ao bater a equipa da Holanda por 1-0 na final realizada na cidade do Porto. Num jogo emocionante e muito equilibrado, a vitória resultou de uma superior exibição dos jogadores portugueses, que jogaram bem e dominaram o seu adversário. Depois de ter vencido o Euro 2016, o triunfo na Liga das Nações 2019 inscreve a selecção portuguesa na galeria das melhores selecções mundiais de futebol e, neste tempo em que o futebol parece tudo dominar desde a política à economia, o acontecimento torna-se relevante, tanto interna, como  internacionalmente.
Sem dúvida que, por circunstâncias diversas, Portugal atravessa um período de grande entusiasmo em que a auto-estima dos portugueses é muito alta, pelo que esta vitória foi mais um contributo para a euforia nacional e deu origem a grandes manifestações populares de alegria. Naturalmente, a fotografia dos vencedores da Liga das Nações ilustrou a capa de toda a imprensa portuguesa.
O povo que trabalha, que paga impostos e que, impotente, assiste aos desmandos do novo-riquismo e da trafulhice bancária que por aí se passeia, bem mereceu mais esta alegria resultante dos pontapés do Ronaldo e do Guedes, mas também das defesas do Patrício. A alegria do povo está mesmo no futebol e hoje, que é o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, a vitória no futebol até parece ter sido encomendada e vai certamente estar presente, pelo menos no subconsciente nacional, nas cerimónias que se realizarão em Portalegre e em Cabo Verde.