quarta-feira, 3 de junho de 2020

Os jacarandás estão de volta a Lisboa


Os jacarandás começam a florir em Lisboa em meados de Maio e, quando se entra no mês de Junho, muitas praças e ruas da cidade cobrem-se de manchas floridas de um azul-lilás que nos enche a vista e nos descansa a alma. Muitas ruas são orladas de jacarandás que formam extensas manchas desse azul-lilás único, enquanto as suas pétalas caídas acrescentam ainda mais cor à paisagem urbana. 
A cidade de Lisboa, que ainda não recuperou a sua habitual dinâmica depois da invasão do covid-19, veste-se com as flores azuis-lilás e cobre-se com as pétalas dos jacarandás que formam tapetes floridos sobre as pedras das calçadas, que deslumbram, que parecem iluminar o ambiente e que nos recordam uma cidade que está despovoada de turistas e não tem o bulício dos últimos anos.
Algumas ruas são particularmente belas e eu recordo sempre a avenida D. Carlos I ou a praça do Campo Pequeno como dois dos melhores exemplos das ruas azuis-lilás da cidade, embora sejam cada vez mais os sítios em que têm sido plantados jacarandás, o que faz prever que dentro de poucos anos a cidade ganhará uma dimensão estética singular. Naturalmente, com os dias de sol que têm iluminado a cidade e com os jacarandás, os entusiastas da fotografia estão nas suas “sete quintas”. 

Diálogos com Picasso para ver em Málaga

Na passada segunda-feira o Museo Picasso Málaga inaugurou aquilo a que chamou a nova arrumação da sua colecção da obra de Picasso na sua exposição permanente e deu-lhe por título Diálogos com Picasso.
O jornal Málaga hoy apresenta hoje uma desenvolvida reportagem sobre a exposição que homenageia o mais famoso de todos os malagueños e, para ilustrar a capa dessa edição, escolheu a fotografia da tapeçaria encomendada em 1958 pelo museu, que reproduz o óleo sobre tela intitulado Les Demoiselles d'Avignon, que foi pintado em 1907 e que hoje pertence ao Museu de Arte Moderna de Nova Iorque. Segundo refere o jornal, a mostra “reúne 120 obras de um legado que compreende as 233 obras que constituem os fundos do Museo Picasso Málaga”, acrescidas de 162 obras cedidas pela Fundación Almine y Berrnard Ruiz-Picasso para el Arte (FABA), pelo que o visitante poderá observar 44 pinturas, 49 desenhos, 40 trabalhos gráficos, dez esculturas, 17 cerâmicas, uma tapeçaria e muitos trabalhos em linóleo. É muita coisa para ver. Nesses casos, o visitante por vezes perde-se e confunde-se com o excesso de informação, mas a direcção do museu afirma ter proposto uma exposição que satisfaça esteticamente o visitante e que permita que ele termine a visita com a sensação de “haber entendido a Picasso”.
De Lisboa a Málaga são 650 quilómetros e os Diálogos com Picasso estarão disponíveis até 2023. Sabe-se lá se, depois do covid-19, ainda me meto a caminho.